26 outubro, 2011

UM POEMA À PAZ





A paz, este sentimento que vem de nós,

E a missão que cabe a nós, pelo Cristo, não é transferível,

A iluminar nossa alma e, a de quem nos ama,

Pois amando não declina de pequenos sacrifícios, aguardando o porvir,

Trazemos nossas lágrimas, que hoje são sublimes,

Sepulcro para os covardes, chama dos justos,

Posto sermos obreiros em luta, podemos ser chama,

Ainda que a trilha do porvir seja dura e sofrível.



A paz, que trazemos em nosso olhar,

Olhar que leva a paixão, a luz e ao rubor,

É prece a lubrificar corações em dor,

E é rasteio do jardim divino, a afastar o rancor,

É harmonia a plenipotenciar o mundo do outro,

Pois sem o outro, nosso jardim não é terreno propício,

É chocalhar em nós vibrações de amor,

Para jogar as sementes de nossa vida, pulcra flor.



A paz, esta mola mestra de nossa vida,

Sem ela nossa vida torna-se alimento sem sal,

Conduz sempre nosso coração à lógica, bom termo,

Lógica que não pressupõe sofismas, só o Cristo,

Amaremos com nossa bonança e beleza,

Mostrando-nos e aos nossos nossa real realeza,

Sem reclamar, gemer, sem tristeza,

Como reis que amam rainhas, príncipes e princesas.



A paz, que trazemos desmonta canhões,

Pois devemos ser caravaneiros da luz,

Dissimula brigas, para harmonia na terra,

Pois planta um segundo de alegria,

Para eternidade eterna e opulenta,

Pois distribui carinho e afeto a mão cheias,

Para o homem que acerta e ao que erra,

Mas sempre em direção ao mestre Jesus.



A paz, que temos em nosso tocar,

Com nossas varinhas de condão da fraternidade,

É melodia inconfundível que compraz,

De uma orquestra universal,

Mostra ao homem inseguro,

Afinal de contas, não somos todos?

Insegurança própria de quem é humano,

Levando ao Mundo calor e felicidade.



A paz de nossa presença,

Mesmo se estivermos em classes outras, quimeras,

É arremedo consciente do sol nascente,

De um jovem, de um maduro, de um adolescente,

É elegia, cantata, é verbo,

De nosso aparato evolutivo,

E ato de quem ama consciente,

Do humilde, do errático, do altivo.



A paz de vosso existir me alivia,

E, me dá alegria que jamais supus,

É fonte de altiva felicidade,

É caridade com o mestre Jesus.



Paulo Viotti, com a ajuda dos amigos espirituais (CC)
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