29 setembro, 2011

AMA E ESPERA



Emudece o teu pranto. Cala o grito

De revolta na dor que te encarcera,

Por mais negra, mais rude, mais sincera,

A mágoa estranha de teu peito aflito.



Em toda a Terra há lágrimas e conflito,

Ruínas do mundo que se desespera...

Ama e sofre, trabalha e persevera

Na esperança de paz e de infinito.



Peregrino do campo atormentado,

Rompe os elos e as trevas do passado,

Fita a luz do porvir resplandecente.



Muito além do terrível sorvedouro,

Nas estradas liriais de acanto e louro,

O sol do amor refulge eternamente.



(Francisco Cândido Xavier por Cruz e Souza. In: Através do tempo. Psicografia em reunião pública, dia 4/9/1946, no Centro Espírita de Lavras, cidade de Lavras, Minas Gerais)





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