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01 julho, 2012

O AMOR NUNCA SE PERDE


Ele era um adolescente que acabara de ser dispensado pela namorada. Durante três anos, eles tinham compartilhado amigos e lugares favoritos. Agora, no último ano do segundo grau ele estava só. Ela conhecera, durante as férias, um outro garoto, pelo qual se apaixonara. Mike se sentia como a última das criaturas na face da Terra. 

No treino de futebol, ele deixou escapar alguns passes e, pela primeira vez, sofreu várias faltas. Mal acabou o treino, lhe disseram que deveria comparecer ao escritório do treinador. E então, filho? Garota, família ou escola, qual dessas coisas está lhe incomodando? Garota, foi a resposta de Mike. Como o senhor adivinhou? 

Mike, sou treinador de futebol, desde antes de você nascer e, todas as vezes que vejo um craque jogar como um novato do time reserva, o motivo é um desses três. Mike lhe falou que estava com muita raiva. Havia confiado na menina, dera a ela tudo o que tinha para dar e o que é que ganhou com isso? Boa pergunta. Disse o treinador.

 O que foi que você ganhou com isso? Tomou de várias folhas de papel e pediu a Mike que pensasse sobre o tempo que passou ao lado da moça. Que listasse todas as experiências boas e ruins que conseguisse lembrar. E saiu, dizendo que voltaria dentro de uma hora. Mike começou a lembrar. Recordou do dia que a convidou para sair pela primeira vez e ela aceitou. Se não fosse pelo incentivo dela, ele jamais teria tentado uma vaga no time de futebol. 

Pensou nas brigas que tiveram. Não lembrou todos os motivos pelos quais brigavam, mas lembrou-se de como se sentia feliz quando conseguiam conversar e resolver os problemas. Foi assim que ele aprendeu a se comunicar e a buscar acordos. Lembrou-se também de quando faziam as pazes. Era sempre a melhor parte. Lembrou-se de todas as vezes que ela o fez sentir-se forte, necessário e especial. Encheu o papel com a história dos dois, das férias, das viagens feitas com a família, bailes da escola e tranquilos piqueniques a dois. 

E, na medida em que as folhas iam ficando escritas, ele se deu conta do quanto ela o ajudara a crescer e a se conhecer melhor. Ele teria sido uma pessoa diferente sem ela. Quando, uma hora mais tarde, o treinador retornou, Mike se fora. Deixou um bilhete sobre a mesa que dizia apenas: Treinador, obrigado pela lição. Acho que é verdade quando dizem que é melhor amar e perder do que jamais ter amado. A gente se vê no treino. 

* * * O amor é sempre enriquecedor. Sua presença, por mais fugaz que seja, deixa vestígios positivos nas nossas vidas. Como a flor beijada pelo sol desabrocha em festa de cores, a criatura que recebe amor se repleta de riqueza interior. O amor engrandece a alma e clarifica a vida.

Redação do Momento Espírita com base no texto O amor nunca se perde, de David J. Murcott, do livro Histórias para aquecer o coração dos adolescentes, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen e Kimberly Kirberger, ed. Sextante. Em 16.02.2009.

25 maio, 2012

QUAL É O SEU SEGREDO?

Existe um conto indiano que narra a seguinte história:

Um discípulo procura o seu mestre e lhe pergunta:

- mestre, qual é o seu segredo para nunca se enfurecer e ser sempre amável?

E o mestre lhe respondeu:

- não sei se posso falar sobre o meu segredo, mas eu sei qual é o seu...

E o discípulo curioso, perguntou:

- e qual é o meu segredo?

Compenetrado, o mestre disse: você vai morrer em uma semana.

Assustado com as palavras do mestre, o discípulo procurou, na semana seguinte, tratar os amigos e os familiares com muita afeição e,
no sétimo dia, deitou-se em sua cama e pediu que chamassem o seu mestre. Quando este chegou, o discípulo lhe disse: “abençoe-me, sábio mestre, pois estou morrendo”.

Após abençoar o discípulo, o mestre lhe perguntou: “e como você passou a semana? Brigou com a família, com os amigos?”

E o discípulo lhe respondeu: “obviamente que não. Eu os amei intensamente.”

Após ouvir isso, o mestre lhe falou: você acabou de descobrir o meu segredo. Eu sei que posso morrer a qualquer momento,
por isso, procuro ser sempre amável com todas as pessoas de minhas relações.”

Mensagem recebida por e-mail
Desconheço o autor

09 dezembro, 2011

APRENDIZADO DE AMOR - PELO ESPÍRITO EMMANUEL



Dá do que tens e do que és, a benefício dos outros.



Se os outros nós te compreendem, auxilia-os, mesmo assim.



Se te perseguem ou caluniam, continua fazendo o melhor em benefício deles.



Se te repelem, prossegue no esforço de ampará-los como puderes.



É assim que o amor começa e onde o amor se faz presente aí está Deus.



E onde Deus está nada falta, para que sejas feliz.



Emmanuel



Do livro Seara da Fé

Psicografia do médium FRANCISCO CÂNDIDO

30 setembro, 2011

Um amor além do tempo

Até onde vai a sua capacidade de amar? Por quanto tempo você continuaria a amar alguém que desaparecesse de sua vida?



Foi a inimaginável condição de amar daquela mulher chinesa que chamou a atenção da jornalista.



Quando entrou em sua sala, para a entrevista, as roupas tibetanas que portava exalavam um cheiro forte de pele de animal, leite azedo e esterco.



Era uma indumentária, ao mesmo tempo vestuário, mochila, esteira e travesseiro.



A túnica era provida de bolsos internos para livros e dinheiro. O lado de dentro da cintura da túnica escondia dois grandes sacos de couro, destinados a acondicionar comida para as viagens.



Para dormir, a túnica servia de esteira e os grandes sacos de couro de coberta.



Ela havia se casado nos idos de 1958. Menos de 100 dias depois, seu marido, um médico do exército chinês de libertação do povo, foi mandado para o Tibete.



Dois meses depois, ele foi dado como perdido.



A jovem esposa de 26 anos se recusou a aceitar a sua perda daquela forma e decidiu partir à sua procura.



Por onde andaria seu amor? Teria ela que resgatá-lo de alguma condição muito ruim?



Decidida, se juntou ao exército, na qualidade de médica. Era a única forma de viajar para o Tibete, naqueles anos difíceis.



Andou por terras montanhosas, habitadas por uma mistura de mongóis, tibetanos e chineses.



Shu Wen se tornou budista tibetana e procurou seu amor, durante 30 anos.



Experimentou o que era viver em silêncio, experienciou severas condições de vida, sentiu-se esmagar pela altitude, pelo vazio da paisagem...



O que terá sofrido aquela jovem, enquanto os anos lhe amadureciam a personalidade e lhe deixavam áspera a pele e trêmulas as mãos?



Ela testemunhou a incrível engenhosidade do povo tibetano, que consegue viver com escassos recursos.



Viu comida escondida na terra congelada para ser recolhida depois, madeira armazenada embaixo de pedras para servir de combustível, pedras empilhadas para indicar direções.



Conheceu homens que costuravam e mulheres multicoloridas que tilintam.



Porque as roupas tibetanas são feitas à base de couro e metal, costurá-las é um trabalho fisicamente pesado, pelo que é, principalmente, uma ocupação masculina.



E as mulheres tibetanas, não importa quão pobres sejam, dão grande importância às suas jóias. Por isso, onde quer que vão, quando se movem, lá está o tilintar de sininhos e guizos.



Trinta anos de peregrinação por regiões inóspitas, enfrentando frio, fome, solidão. Sempre adiante.



Uma mulher que aprendeu a se defender do tempo, da maldade e alimentou a sua busca com a doçura do amor reservado para quem era o objeto de todas suas andanças: o marido.



* * *



Nesses dias, em que os relacionamentos conjugais parecem tão frágeis, em que os consórcios se desfazem por tudo e por nada, o exemplo dessa mulher leva a concluir que o verdadeiro amor não morre nunca.



O verdadeiro amor tudo vence, porque guarda a certeza de que o ser amado é credor inconteste de sua dedicação, paixão, luta e esperança.



Pensemos nisso.







Redação do Momento Espírita com base no cap.

25 de junho de 2004, do livro O que os chineses

não comem, de Xinran, ed. Companhia

das Letras.

Em 16.08.2008.

Tenham um dia repleto de paz!

14 junho, 2011

AMOR

O Amor, sublime impulso de Deus, é a energia que move os mundos:

Tudo cria, tudo transforma, tudo eleva.

Palpita em todas as criaturas.

Alimenta todas as ações.

O ódio é o Amor que se envenena.

A paixão é o Amor que se incendeia.

O egoísmo é o Amor que se concentra em si mesmo.

O ciúme é o Amor que se dilacera.

A revolta é o Amor que se transvia.

O orgulho é o Amor que enlouquece.

A discórdia é o Amor que divide.

A vaidade é o Amor que ilude.

A avareza é o Amor que se encarcera.

O vício é o Amor que se embrutece.

A crueldade é o Amor que tiraniza.

O fanatismo é o Amor que petrifica.

A fraternidade é o Amor que se expande.

A bondade é o Amor que se desenvolve.

O carinho é o Amor que se enflora.

A dedicação é o Amor que se estende.

O trabalho digno é o Amor que aprimora.

A experiência é o Amor que amadurece.

A renúncia é o Amor que se ilumina.

O sacrifício é o Amor que se santifica.

O Amor é o clima do Universo.



É a religião da vida, a base do estímulo e a força da Criação.

Ao seu influxo, as vidas se agrupam, sublimando-se para a imortalidade.

Nesse ou naquele recanto isolado, quando se lhe retire a influência, reina sempre o caos.

Com ele, tudo se aclara.

Longe dele, a sombra se coagula e prevalece.

Em suma, o bem é o Amor que se desdobra, em busca da Perfeição no Infinito, segundo os Propósitos Divinos; e o mal é, simplesmente, o Amor fora da Lei.

João de Brito



Texto extraído do livro "Falando à Terra" - pg. 105/106 - 3ª edição



06 junho, 2011

ISSO SE CHAMA AMOR...



Você surgiu como suave melodia trazida pela brisa; dilatou-se no silêncio de minha alma e fez-se moldura em meu viver.

Isso se chama ventura.

Há algo em você que transparece num olhar, como estrela no céu atapetado de astros e exterioriza-se num sorriso como canção tocada na harpa dos ventos.

Isso se chama ternura...

Sem olhar, você me percebe; sem falar, você me diz; sem me tocar, você me abraça...

Isso se chama sensibilidade.

Quando me perco em labirintos escuros, você me mostra o caminho de volta...

Quando exponho meus tantos defeitos, você faz de conta que não nota...

Se enlouqueço, você me devolve a razão...

Isso se chama compaixão.

Nos dias em que as horas passam lentas, sem graça e sem luz, nos seus braços eu encontro alento.

Quando os dias alegres de verão partem e em seu lugar chega o outono, cobrindo o chão com folhas secas, e o verde exuberante cede lugar ao cinza, nos seus braços encontro harmonia.

Isso se chama aconchego.

Quando você está longe, no espelho da saudade eu vejo refletida a certeza do reencontro.

Nas noites sem estrelas, quando a escuridão envolve tudo em seu manto negro, você me aponta a carruagem da madrugada, que vem despertar o dia com suas carícias de luz...

Isso se chama esperança.

Quando as marés dos problemas parecem tragar em suas ondas as minhas forças, em seus braços encontro reconforto.

Se as amarguras pairam sobre meus dias, trazendo desgosto e dor, sua presença me traz tranquilidade.

Você é um raio de sol, nos dias escuros...

É ave graciosa que enfeita a amplidão azul...

Você é alma e é coração.

É poema e é canção...

É ternura e dedicação...

Nada impõe, tudo compreende, tudo perdoa...

Sua companhia é doce melodia, é convite a viver...

... E tudo isso se chama amor!

Surge depois que as nuvens ilusórias da paixão se desvanecem.

Que a alma se mostra nua, sem enfeites, sem fantasias, sem máscaras...

Enfim, o amor é esse sentimento que brota todos os dias, como a flor que explode de um botão, ao mais sutil beijo do sol...

Isso, sim, se chama amor...

Redação do Momento Espírita.

25 maio, 2011

CUIDADO COM O AMOR - DANUZA LEÃO










Quem ama não mata, mas costuma fazer desaparecer a pessoa que conheceu e por quem se apaixonou... Cuidado com o amor.



O amor é maravilhoso, não é? É, responde a humanidade em coro. Mas por que será que as pessoas mudam de personalidade quando apaixonadas?



Um homem ao lado da mulher que ama é outra pessoa, alguém que nem a própria mãe seria capaz de reconhecer. Ele é capaz de dizer que não acha a menor graça em Angelina Jolie, que quem ama é sempre fiel e que para ele só existem duas coisas que realmente importam: ela -em primeiro lugar- e o time pelo qual torce.



Se você encontrar esse mesmo homem com dois amigos num bar, vai descobrir que se trata de outra pessoa, só pelo som das gargalhadas -que, aliás, serão muitas. Mas quando você chegar, fique certa de que o assunto vai mudar e o assunto vai ficar mais sério.



Quem ama se transforma em uma pessoa diferente, com outros gostos e outras opiniões, pelo menos quando estão juntos. E aquela mulher que quando ouvia os primeiros compassos de uma música animada começava a mexer o corpo e a cantarolar a letra, hoje em dia, quando ouve o primeiro acorde fica surda, perde a memória e nem pensa nas lembranças que a música traz. E ele, que se apaixonou exatamente porque ela mexia não só o corpo mas também o gelo do copo de uísque com o dedo, agora diz "vê se maneira na bebida"; e quando olha para aquela mulher austera, não entende por que a vida já foi tão melhor.



Você já foi à praia com seu namorado, claro. Quando o romance começou, ele brincava e atiçava seus ciúmes com elogios às gostosas que passavam; e você ria, no máximo lhe dava um beliscão leve e amoroso, tão segura estava do seu amor. Agora, se encontrar uma revista de mulher pelada no carro, é capaz de ficar de tromba por uma semana. Você conseguiu transformá-lo num marido, e se transformou numa esposa, e por nada no mundo faria um "strip" para ele, como já fez; certas coisas não são para serem feitas de aliança no dedo.



Tente ir a um restaurante com um casal apaixonado: é praticamente impossível, pois o mundo deles é outro, e nele não há lugar para pessoas normais. Os assuntos são completamente diferentes dos que quando estão sozinhos, e sobretudo as opiniões. Casais costumam votar no mesmo candidato, e poucas mulheres seriam capazes de declarar que vão votar em Gabeira, se o voto dos maridos vai para Crivella. Raras, eu diria.



Vá com seu marido a um show em que as mulheres aparecem com os seios de fora. Nervoso ele vai ficar -todos ficam-, mas depois do primeiro momento (e do seu primeiro olhar para ele), lembrará que você virou "a patroa" e vai ficar com cara de quem está olhando uma paisagem.



Mas faça uma experiência e proponha irem a uma praia de nudistas: um homem das cavernas vai surgir de dentro daquele que te encantava quando passava a mão nas suas pernas no carro, no meio do trnsito. Mas quando ela vai almoçar com duas amigas, na segunda caipirinha volta a ser a mulher divertida que era antes, e que não é mais; não quando está com ele.



Onde foi parar esse homem? Onde foi parar aquela mulher que vivia feliz e risonha, que não queria nada da vida a não ser ficar com ele, agarrada, apaixonada?



Quem ama não mata - não com uma faca ou com um revólver -, mas costuma fazer desaparecer a pessoa que conheceu e por quem se apaixonou, o que é uma forma de matar. Ou mata a si próprio.

24 maio, 2011

CUIDADO COM O AMOR - Danuza Leão








Quem ama não mata, mas costuma fazer desaparecer a pessoa que conheceu e por quem se apaixonou... Cuidado com o amor.



O amor é maravilhoso, não é? É, responde a humanidade em coro. Mas por que será que as pessoas mudam de personalidade quando apaixonadas?



Um homem ao lado da mulher que ama é outra pessoa, alguém que nem a própria mãe seria capaz de reconhecer. Ele é capaz de dizer que não acha a menor graça em Angelina Jolie, que quem ama é sempre fiel e que para ele só existem duas coisas que realmente importam: ela -em primeiro lugar- e o time pelo qual torce.



Se você encontrar esse mesmo homem com dois amigos num bar, vai descobrir que se trata de outra pessoa, só pelo som das gargalhadas -que, aliás, serão muitas. Mas quando você chegar, fique certa de que o assunto vai mudar e o assunto vai ficar mais sério.



Quem ama se transforma em uma pessoa diferente, com outros gostos e outras opiniões, pelo menos quando estão juntos. E aquela mulher que quando ouvia os primeiros compassos de uma música animada começava a mexer o corpo e a cantarolar a letra, hoje em dia, quando ouve o primeiro acorde fica surda, perde a memória e nem pensa nas lembranças que a música traz. E ele, que se apaixonou exatamente porque ela mexia não só o corpo mas também o gelo do copo de uísque com o dedo, agora diz "vê se maneira na bebida"; e quando olha para aquela mulher austera, não entende por que a vida já foi tão melhor.



Você já foi à praia com seu namorado, claro. Quando o romance começou, ele brincava e atiçava seus ciúmes com elogios às gostosas que passavam; e você ria, no máximo lhe dava um beliscão leve e amoroso, tão segura estava do seu amor. Agora, se encontrar uma revista de mulher pelada no carro, é capaz de ficar de tromba por uma semana. Você conseguiu transformá-lo num marido, e se transformou numa esposa, e por nada no mundo faria um "strip" para ele, como já fez; certas coisas não são para serem feitas de aliança no dedo.



Tente ir a um restaurante com um casal apaixonado: é praticamente impossível, pois o mundo deles é outro, e nele não há lugar para pessoas normais. Os assuntos são completamente diferentes dos que quando estão sozinhos, e sobretudo as opiniões. Casais costumam votar no mesmo candidato, e poucas mulheres seriam capazes de declarar que vão votar em Gabeira, se o voto dos maridos vai para Crivella. Raras, eu diria.



Vá com seu marido a um show em que as mulheres aparecem com os seios de fora. Nervoso ele vai ficar -todos ficam-, mas depois do primeiro momento (e do seu primeiro olhar para ele), lembrará que você virou "a patroa" e vai ficar com cara de quem está olhando uma paisagem.



Mas faça uma experiência e proponha irem a uma praia de nudistas: um homem das cavernas vai surgir de dentro daquele que te encantava quando passava a mão nas suas pernas no carro, no meio do trnsito. Mas quando ela vai almoçar com duas amigas, na segunda caipirinha volta a ser a mulher divertida que era antes, e que não é mais; não quando está com ele.



Onde foi parar esse homem? Onde foi parar aquela mulher que vivia feliz e risonha, que não queria nada da vida a não ser ficar com ele, agarrada, apaixonada?



Quem ama não mata - não com uma faca ou com um revólver -, mas costuma fazer desaparecer a pessoa que conheceu e por quem se apaixonou, o que é uma forma de matar. Ou mata a si próprio.

23 abril, 2011

Sabe por que você sofre por amor? - Rosana Braga




Melhor dizendo, sabe por que você, eu e todas as pessoas do mundo sofremos, por qualquer que seja o motivo? Porque resistimos, rebelamo-nos e travamos uma luta contra o que está acontecendo e que não tem nos agradado!

Ou seja, não aceitamos a vida como ela está se mostrando num determinado momento. Não aceitamos o fluxo e passamos a investir pensamentos, sentimentos e emoções, e muitas vezes também palavras e ações, pra revelar nossa imensa indignação diante do acontecimento que está em desacordo com a nossa vontade.

E você poderia se justificar dizendo que faz isso porque não é acomodado, porque luta por aquilo que quer e porque acredita que quem não faz nada para mudar o que não está bom, é covarde, derrotado e fraco.

Compreendo seu ponto de vista e tenho certeza de que parte do seu argumento faz sentido. Mas explico: existe uma enorme diferença entre fazer o seu melhor e tentar tudo o que for possível (sem desrespeitar o limite do outro, claro!) para conseguir o que deseja e... não saber reconhecer a hora de parar e confiar no Universo, a hora de deixar a vida rolar...

Porque, no final das contas, é isso que se chama FÉ! Ou seja, confiar, entregar-se ao ritmo da vida sem ficar contestando, brigando, resistindo, tentando se convencer ou convencer o outro de que as coisas deveriam ser diferentes! Não deveriam!!! Se devessem, simplesmente seriam diferentes!

O fato é que nem você e nem ninguém tem controle sobre o mundo, sobre outra pessoa e, muitas vezes, nem sobre a própria vida. Nosso "controle" é parcial, é limitado, vai somente até onde estamos conscientes; e, acredite: a grande maioria de nós está bem pouco consciente diante de tudo o que existe ao nosso redor!

Podemos decidir muitas coisas, podemos e devemos fazer escolhas a todo momento, mas tudo isso tem influência sobre os resultados até certo ponto. Somos apenas uma pequena parte do todo e, por isso, vivemos também sob a influência do imponderável, do inexplicável, do invisível e até do impensável. Ou seja, vivemos sob as demandas do incontrolável.

E isso significa dizer que, muitas vezes, depois de já ter tentado tudo o que podia, depois de ter feito o melhor que conseguia, não haverá mais nada que você possa fazer para mudar uma situação senão aceitá-la exatamente como ela é, senão confiar na sabedoria da vida e acreditar que o que tiver de ser, será! Que o melhor pode estar por vir se você realmente estiver disposto a aprender, a não repetir os mesmos erros e a, sobretudo, se perdoar pelo que não conseguiu acertar desta vez!

E quando você consegue fazer isso, quando consegue respirar fundo e simplesmente confiar, é inacreditável como você relaxa e tudo começa a fazer mais sentido, tudo começa a ficar mais fácil do que tem sido... Ou seja, o sofrimento começa a diminuir, a dor começa a passar e você termina descobrindo que nada é por acaso mesmo!

Especialmente quando o assunto é dor de amor, sofrimento por alguma frustração ou desilusão amorosa, a gente costuma acreditar que nunca vai passar, ou que vai demorar mais do que podemos suportar, ou ainda que as consequências serão desastrosas, como nunca mais confiar em ninguém, nunca mais se entregar ou nunca mais sequer se relacionar.

Mas embora o tempo tenha seus segredos e poderes, há algo que você pode fazer agora para diminuir seu sofrimento, pra sentir essa dor sumir pouco a pouco. E isso é aceitar, confiar, entregar-se ao ritmo da vida, deixar-se levar com o fluxo do Universo e viver um dia de cada vez, sem fazer tantos planos, sem investir tantos pensamentos e tanta energia nesse acontecimento com o qual você não concorda! Apenas o agora, apenas este momento. E verá, surpreendido, que é bem mais fácil viver quando a gente para de brigar e simplesmente acredita que, ao fazer o nosso melhor, o que tiver de ser nosso, será - mais cedo ou mais tarde!



Namastê Om!


06 março, 2011

Mendigando Amor :: Elisabeth Cavalcante ::





 


O amor é, sem dúvida, o mais poderoso alimento para nossa alma. 
Pessoas felizes e bem resolvidas amam, antes de tudo, a si mesmas. 
Só, então, tornam-se capazes de direcionar seu amor ao restante do mundo.

Muitos seres humanos, porém, ainda vêem o amor como algo que precisam conquistar no exterior. Merecer e alcançar o amor de alguém é, para eles, o principal foco de atenção de suas vidas.

Entretanto, se ao invés disso, voltassem seus olhares para dentro de si mesmos e buscassem descobrir ali o que tanto procuram, certamente se sentiriam preenchidos e prontos para compartilhar esta plenitude com os demais, ao invés de mendigar o amor como os famintos imploram por comida.

Quando nos tornamos dependentes de uma fonte externa de alimento para nossas almas, ficamos extremamente vulneráveis, visto que toda forma de dependência nos fragiliza e pode nos levar a abrir mão de princípios e valores, apenas para obter a aceitação alheia.

Cuidar de si mesmo é o primeiro passo para se ter uma auto-estima forte, pois esta é a melhor garantia contra a indigência afetiva. Mendigar amor reduz as chances de que despertemos a admiração e o respeito do outro, condições essenciais para que este sentimento possa florescer.

Quando, ao contrário, nos colocamos diante do mundo de maneira confiante, expressando nossas melhores qualidades com segurança, tornamo-nos muito mais atraentes e podemos abrir mão de qualquer concessão para ter o amor e a admiração alheios. Eles simplesmente virão como reflexo de nossa própria luz.

"Nunca pense em termos de os outros terem que amar você. Isso é uma atitude errada; está enraizada na infância. Uma criança simplesmente espera ser amada. E, é claro, é natural para uma criança, porque, como a criança pode amar? Uma criança de um dia de idade - como ela pode amar? Ela não pode nem sequer segurar o dedo da mãe. Ela não pode fixar seus olhos na mãe; tudo é turvo. Ela não sabe quem é a mãe e quem é quem. Como você pode esperar que ela ame? Ela simplesmente recebe amor.

Pouco a pouco ela aprende uma coisa: que os outros têm que amá-la. Isso é bom na infância, mas a pessoa tem que ir além - só então você se torna um adulto. Um homem se torna um adulto no dia em que ele começa a sentir que agora ele tem que amar. Não é uma questão de alguém amá-lo.

... Você não é mais uma criança. Você está se comportando dentro de um padrão infantil. Comece a amar. Quanto mais você amar, mais você verá que mais pessoas estão vindo até você para amá-lo, porque o amor atrai amor assim como o ódio atrai ódio. 

Se você odiar, as pessoas o odiarão. Se você amar, as pessoas o amarão. Mas não se incomode se os outros o estão amando ou não. Simplesmente ame. Amar é uma atividade tão prazerosa - quem se importa se há algum retorno ou não? É como cantar. Você canta e se deleita. Se alguém aplaude, ótimo. Se ninguém aplaude, é uma questão deles. Você se deleita da mesma forma. 

Comece a amar. E não peça amor. O amor será uma conseqüência natural..... Ele é uma graça. É um presente. Ele vem porque toda a existência está cheia de amor. Não é porque você tem capacidade, não é porque você tem algum valor que ele vem para você. Não, ele vem para você porque toda a existência é cheia de amor. A existência é feita da matéria chamada amor. É exatamente como o ar que o circunda. Você simplesmente inspira e expira e a coisa continua. 

Assim, esqueça sobre merecimento. Comece a amar, e você verá o amor chegando, florescendo. Ele vem mil vezes mais. Simplesmente compartilhe e continue a meditar".

    

04 fevereiro, 2011

AMOR IMORTAL - Zelisa Camargo






    P/Meu  grande...verdadeiro...
 ... único amor.


  Mundo revolto
  Mundo de corações dilacerados
   perdas  ganhos
  por incompreensões e mil razões.
  De almas que se encontram...
   em um minuto  dissolvem-se

  Mas o coração, morada de amores,
  é de um só verdadeiro amor.
  Todas as perdas  ganhos
  tornam-se apenas em ganhos.
 O tempo que parece perdido
  num tempo sem tempo  na solidão de almas
  que caminham distantes,
  sempre acabam reencontrando...
   o amor de alma é eterno  nada o detém.
  Mágoas, decepções, angústias,
  palavras que feriram,
  nada como o tempo para sanar
  todas essas feridas que trazemos.

Com o amadurecimento aprendemos
  que  viver é rápido demais
  para ser jogado aos ventos,
  ao esquecimento, ao vazio de si
   da inutilidade da incompreensão
  que não nos leva a caminho algum.

  Lento e na sutileza
  que só as almas possuem,
   caminhar das perdas sempre vem
  em busca dos ganhos e vice versa,
  até o momento de se refazer
   torna-se amor que nunca findou
   perpetuará pela eternidade.
  Na vida tudo é ganho,
   são experiências adquiridas
  que nos fazem entender
  cada dia mais de amor,
  desse amor que carregamos n'alma
  de uma profundidade
  sentida por quem só vive.

   Nenhuma muralha separa duas almas
  que vieram para caminhar lado a lado...
  dois seres que nasceram para serem unos.
  Não importam as perdas
  não importam os ganhos
   no fundo tudo é amor.
  O verdadeiro amor não  dissolve-se com nada.
  É o meu sentir vivenciando esse amor
  que uniu até o fim
  mesmo com uma grande separação
  mas com um retorno maravilhoso.
  Quando duas almas  interagem
  nessa energia pura do amor,
  o perdão  a compaixão andam de mãos dadas.

  Assim foi o nosso retorno,
  com perdas  ganhos até a morte do corpo.
  Mas o amor ainda perdura pela eternidade
   sei que um dia seremos unos
  em qualquer outra dimensão.



Beijos com carinho
Bete Caetano



Castelo dos Sonhos

26 janeiro, 2011

O amor real




No Simpósio, de Platão, Sócrates diz:
Uma pessoa que pratica os mistérios do amor estará em contato não com um reflexo, mas com a própria verdade. Para conhecer essa bênção da natureza humana, não se pode encontrar auxiliar melhor do que o amor.
Durante toda a minha vida, comentei sobre o amor de mil maneiras diferentes, mas a mensagem é a mesma. Apenas algo fundamental precisa ser lembrado: não se trata do amor que você acha que é amor. Nem Sócrates está falando desse amor nem eu estou.
O amor que você conhece nada mais é do que um impulso biológico; ele depende de sua química e de seus hormônios. Ele pode ser alterado muito facilmente... uma pequena mudança em sua química e o amor que você considerava como "a verdade suprema" simplesmente desaparece.
Você tem chamado a sensualidade de "amor". Essa distinção tem de ser lembrada.
Sócrates diz: "Uma pessoa que pratica os mistérios do amor..." A sensualidade não tem mistérios, ela é um simples jogo biológico. Todo animal, todo pássaro, toda árvore o conhece. Certamente o amor que tem mistérios será totalmente diferente do amor com o qual você está familiarizado.
Uma pessoa que pratica os mistérios do amor estará em contato não com um reflexo, mas com a própria verdade.
Esse amor que pode se tornar um contato com a própria verdade emerge somente a partir de sua consciência; não a partir de seu corpo, mas a partir de seu mais íntimo ser.
A sensualidade emerge a partir de seu corpo, o amor emerge a partir de sua consciência. Mas as pessoas não conhecem a própria consciência, e o mal-entendido continua: a sensualidade corporal é tomada como amor.
Muito poucas pessoas no mundo conhecem o amor. Essas pessoas são as que tornam silenciosas, pacíficas... E a partir desse silêncio e dessa paz, elas entraram em contato com o seu ser mais íntimo, com a sua alma.
Uma vez em contato com a sua alma, seu amor se torna não um relacionamento, mas simplesmente uma sombra sua. Não importa onde você ande, com quem você ande, você estará amando.
No momento, o que você chama de amor está endereçado a alguém, confinado a alguém. E o amor não é um fenômeno que possa ser confinado. Você pode tê-lo em suas mãos abertas, mas não em suas mãos fechadas. No momento em que suas mãos se fecham, elas ficam vazias. No momento em que elas se abrem, toda a existência fica a seu alcance.
Sócrates está certo: aquele que conhece o amor também conhece a verdade, pois eles são somente dois nomes para uma só experiência. E, se você não conheceu a verdade, lembre-se também de que não conheceu o amor. Para conhecer essa bênção da natureza humana, não se pode encontrar auxiliar melhor do que o amor.
Osho, "Amor, Liberdade e Solitude: Uma Nova Visão Sobre os Relacionamentos".

25 janeiro, 2011

Seja amoroso consigo mesmo



Ame-se, respeite-se, seja gentil consigo mesmo.
A menos que você seja amoroso para consigo mesmo, você não pode ser amoroso com ninguém, absolutamente. A menos que você seja atencioso consigo mesmo, você não pode ser atencioso com ninguém; é impossível.
Eu lhe ensino a ser realmente egoísta, de modo que você possa ser altruísta. Não há contradição entre ser egoísta e ser altruísta: ser egoísta é a própria fonte de ser altruísta. Mas até agora você tem aprendido exatamente o oposto, lhe ensinaram o contrário.
E qual tem sido o resultado desse ensinamento? Ninguém ama ninguém. A pessoa que se condena não pode amar ninguém. Se você não pode amar nem sequer a si mesmo - porque você é a pessoa mais próxima a você -, se seu amor não pode nem mesmo alcançar o ponto mais próximo, é impossível seu amor chegar até as estrelas. Você não pode amar nada - você pode fingir. E é isso que a humanidade se tornou: uma comunidade de fingidores, hipócritas.
Por favor tente entender o que quero dizer por ser egoísta. Primeiro você tem que se amar, se conhecer, ser você mesmo. A partir disso, você irradiará amor, ternura, atenção com os outros. A partir da meditação, surge a verdadeira compaixão, mas a meditação é um fenômeno egoísta. Meditação significa deleitar-se consigo mesmo e com sua solitude, esquecer o mundo todo e simplesmente deleitar-se consigo mesmo.
É um fenômeno egoísta, mas desse egoísmo surge grande altruísmo. E, então, não há nenhum vangloriar-se a respeito, você não se torna egoístico. Você não serve as pessoas; você não as faz sentir-se devedoras a você. Você simplesmente se deleita em compartilhar seu amor, sua alegria.
Osho, "Guida Spirituale".

17 dezembro, 2010

UNINDO OS CORAÇÕES NA INICIAÇÃO DO AMOR



Os seres humanos teimam em continuar agredindo a si mesmos, aos semelhantes e à Natureza. A raça humana continua cultivando a adoração ao ego e, por isso, a violência se tornou a tônica das gerações modernas. 
Urge que o ser humano tome consciência dos valores mais elevados da Criação.
É hora de espantar os fantasmas emocionais que assombram a morada dos corações.
É o momento de vestirmos, juntos, o manto da esperança, e de caminharmos de mãos dadas e com as mentes unidas na direção do Supremo Amor. 
Somos todos irmãos de evolução, pois é a mesma Luz Divina que dá vida a todos. 
As barreiras sensoriais podem distorcer as percepções das pessoas e levá-las a julgamentos precipitados. Contudo, todos os corações pulsam no mesmo tom da pulsação cósmica do Grande Arquiteto Do Universo.
 
* * *
O Senhor da Vida nos chama ao congraçamento das energias a favor de todos os seres. Somos todos discípulos da vida, e cada dia é uma nova iniciação nos caminhos da experiência. 
Façamos das atividades de grupo UMA UNIÃO DE AMIZADE E AMOR.
Tenhamos paciência com aqueles que sabem menos do que nós e sejamos sempre modestos em nossos graus de consciência. 
Façamos de nossos corações a mais pura expressão da Fraternidade. 
Unamos nossas almas na liberdade espiritual. 
E possamos expressar, juntos, como irmãos humanos e espirituais, as boas vibrações que estimulam a igualdade e a paz a todos os seres. 
Somos filhos do mesmo AMOR ETERNO, e a grande iniciação ocorre no templo de nossos sentimentos e de nossas aspirações.
 
* * *
Homens da Terra! 
O Amor Maior os chama a todo instante para o congraçamento de suas mentes aos altos ideais da Espiritualidade. 
Renovem seus sentimentos e vivifiquem seus votos de fraternidade perante a vida.
Cumpram os preceitos de amizade, lealdade e justiça.
Ergam a tocha do discernimento e acendam a alma na luz da vida.
QUE O SENHOR OS ABENÇOE!*
 
- Ramatis e Os Iniciados** –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Texto extraído do livro “Viagem Espiritual – Vol. III” – Editora Universalista – 1998.)
 
- Notas:
* Recebi este texto minutos antes de ministrar uma palestra em uma loja maçônica, na cidade de Caxias do Sul, RS.
** Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente. 
Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.

04 dezembro, 2010

ROSA: O PODER DO AMOR INCONDICIONAL

Rosa é a freqüência do amor. Mas essa energia difere ligeiramente da expressa no vermelho, que é o amor apaixonado e, às vezes, ciumento, possessivo e egoísta. A rosa vermelha é o símbolo dessa paixão arrebatadora que inclui também o desejo sexual. Já a de cor "rosa" representa um amor mais delicado, sutil, transcendente.

A vibração do amor rosa não exige condição para existir ou se expressar. Conhecer um ser humano que consiga amar incondicionalmente é difícil, mas não impossível. É difícil porque não basta querer amar incondicionalmente, para isso é necessário destituir-se completamente do ego e de suas projeções, expectativas, julgamentos de valor, simpatias e antipatias, desejo de poder sobre o outro, mágoas, rancores, isto é, de todos aqueles sentimentos que obstruem o coração e impedem de reconhecermos o nosso semelhante como parte de nós mesmos e, por isso, de aceitá-lo como é, e perdoá-lo por suas imperfeições.

O ato do perdão é salutar para que o amor flua para nós e a partir de nós: O perdão é o próprio amor incondicional em ação. As palavras de Jesus: "Pai, perdoai-vos, pois, não sabem o que estão fazendo", demonstram nitidamente a extensão desse amor profundo do Cristo pela humanidade. Amar é, primeiramente, perdoar.

Por outro lado, quem não ama a si mesmo incondicionalmente não é capaz de amar alguém da mesma forma, pois não podemos dar aquilo que não temos. Também não adianta perdoar o outro se também não reconhecemos e aceitamos nossas próprias imperfeições, nem nos perdoamos por elas, acabando por projetá-las e reconhecê-las nos outros, de forma inconsciente.

A energia rosa refere-se, antes de tudo, ao amor incondicional que devemos direcionar a nós mesmos e que inclui o cuidado, a consideração, a estima, o valor e a compaixão que nos atribuímos. Porque uma vez que reconhecemos o semelhante como parte de nós, e se nos amamos incondicionalmente, então o ato de amar o outro será a extensão desse auto-amor; mas se amamos o próximo mais do que a nós mesmos, então o que temos é uma relação de dependência emocional e não um relacionamento saudável e equilibrado. 

Jesus também disse: Ame ao próximo, como a ti mesmo. Essa frase tem dois significados pra mim. O primeiro: Ame o outro da mesma forma que é capaz de amar a si mesmo (desejar para o outro o bem que desejamos para nós é ato de amor). E a outra: Ame o outro, mas estenda esse amor também a si mesmo. Seja no primeiro ou no segundo sentido, Jesus fala da necessidade do amor-próprio.

A família é o núcleo onde é possível encontrar esse amor incondicional. O amor dos pais pelos filhos e, por extensão, dos avós pelos netos e vice-versa, nos parece palpável; mas, infelizmente, e isso é duro de se testemunhar, assistimos em nosso mundo indivíduos de uma mesma família maltratando-se e matando-se uns aos outros, incluindo pais e filhos. Parece-me que esse extremo é o exemplo mais claro (e cruel) da falta de amor na alma e coração humanos; algo que não ocorre em nenhum reino da natureza, pois os animais quando matam é por instinto de sobrevivência; e nunca se soube de qualquer caso de animais maltratando-se entre si por pura perversidade.

Rosa é o vermelho com Luz. O Despertar é o ancoramento da luz (amor) no coração. É a abertura definitiva do chacra cardíaco. Isso se dá na medida em que começamos a deixar de nos preocupar com nosso próprio "jardim" (o instinto animal de sobrevivência do vermelho) e começamos a nos preocupar também com o "jardim vizinho" (o rosa do amor incondicional).

Será que é possível a completa auto-realização na medida em que nos conformamos que o jardim do lado seja um deserto, enquanto o nosso é um oásis? Os Grandes Seres Despertos abrem mão do Nirvana a que têm direito para continuarem na sua missão de acordar almas, e não descansarão na felicidade eterna do Éden enquanto houver uma alma sequer em sofrimento. Isso é amor incondicional.

Ainda poderíamos falar sobre muitos aspectos desse amor incondicional, mas não caberia neste artigo, então deixo para vocês, amados leitores e companheiros de jornada, uma pergunta que pode ser um exercício que os ajudará a detectar os aspectos de suas vidas onde precisam ser mais amorosos, mais compreensivos e compassivos para que o amor possa voltar a fluir, lembrando sempre que o amor que projetamos (ou a falta dele) é o amor que recebemos (ou não).

A pergunta é: Qual o aspecto de minha vida que preciso colocar mais amor? Família, relacionamentos, trabalho, amigos, vida espiritual, saúde, eu mesmo?

Aliviem seu coração! Perdoem e liberem sentimentos, situações, recordações e pessoas para que mais luz possa ocupar os seus espaços internos e externos (novamente).

"Não declares que as estrelas estão mortas, somente porque o céu está nublado." 

Amor Incondicional
  

 "A Lei é o Amor! Não existe nenhuma outra maneira de atingirmos nossa paz interna a não ser pela expressão do Amor Incondicional.E o que significa este Amor Incondicional? É tão divino que o humano tem dificuldade até na compreensão desta expressão... é o caminhar na vida levando compaixão, compreensão, perdão, tolerância, desapego... dar valor ao que realmente tem valor, é não ficar preso a palavras, gestos, fatos, eventos, situações emocionais; é relevar com compaixão as mágoas, as injustiças, as decepções vividas no nosso cotidiano... é compreender que tudo isto é muito pequeno comparado com a grandeza da alma, com a grandeza da vida.É caminharmos fazendo a nossa parte, amando ao próximo como a nós mesmos, entregando a Deus, à vida, todas as situações conflitantes, dolorosas, que momentaneamente possamos estar incapacitados para darmos a melhor solução, a resposta mais adequada. É a certeza de que tudo na Terra é ilusório, passageiro, transitório... é só uma pequena viagem.Mantermos sempre na nossa mente, no nosso espírito, a visualização da nossa grande meta, que é o amadurecimento da nossa alma, o atingirmos a consciência maior, a lucidez da vida... e é isto, somente isto que verdadeiramente importa.Com esta visão, com esta postura, caminhamos com leveza, com soltura, com alegria, com aceitação e tolerância... pois as emoções são ilusões, a dor é ilusão, a caminhada terrena é ilusão, o humano é ilusão... Deus é Real. O Divino é Real. A Consciência é Real. O Espiritual é Real. A Morte é ilusão do ego mas é Real, pois é a passagem para o Plano Real.Amar incondicionalmente é amar além, apesar das ilusões, é amar sem esperar retorno, pois o retorno real é Divino, o retorno real é a simples alegria de expressarmos o amor. A verdadeira felicidade é termos a capacidade de expressar o amor."
Desconheço o autor.
Fonte: Recebido por e-mail 

10 novembro, 2010

O AMOR NÃO TEM LOGICA











Sentimento insidioso,

muito gostoso...

O amor... nasce...

cresce...

Não chamamos,

mas por ele clamamos...

Não queremos,

mas sem ele não vivemos...

Brota na alma...

e nossos sentidos acalma.

Se correspondido,

bem compreendido...

é capaz de nos fazer reviver...

ou de nos fazer morrer.

É na reciprocidade

que existe a felicidade.

Para o amor encontrar,

é preciso saber amar...

No amor não existe cobrança,

só a doce lembrança...

daquele beijo,

que ficou no desejo...

daquele carinho,

que chegou bem pertinho...

daquele corpo amado,

sempre desejado...



Marcial Salaverry



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07 novembro, 2010

AMOR SEM ILUSÃO

Conta-se que um jovem caminhava pelas montanhas nevadas da velha Índia, absorvido em profundos questionamentos sobre o amor, sem poder solucionar suas ansiedades.


Ao longo do caminho, à sua frente, percebeu que vinha em sua direção um velho sábio. E porque se demorasse em seus pensamentos sem encontrar uma resposta que lhe aquietasse a alma, resolveu pedir ao sábio que o ajudasse.

Aproximou-se e falou com verdadeiro interesse: - Senhor, desejo encontrar minha amada e construir com ela uma família com bases no verdadeiro amor. - Todavia, sempre que me vem à mente uma jovem bela e graciosa e eu a olho com atenção, em meus pensamentos ela vai se transformando rapidamente.- Seus cabelos tornam-se alvos como a neve, sua pele rósea e firme fica pálida e se enche de profundos vincos. - Seu olhar vivaz perde o brilho e parece perder-se no infinito. Sua forma física se modifica acentuadamente e eu me apavoro.

- Desejo saber, meu sábio, como é que o amor poderá ser eterno, como falam os poetas?

Nesse mesmo instante aproxima-se de ambos uma jovem envolta em luto, trazendo no rosto expressões de profunda dor. Dirige-se ao sábio e lhe fala com voz embargada: - Acabo de enterrar o corpo de meu pai que morreu antes de completar 50 anos. - Sofro porque nunca poderei ver sua cabeça branca aureolada de conhecimentos. Seu rosto marcado pelas rugas da experiência, nem seu olhar amadurecido pelas lições da vida. - Sofro porque não poderei mais ouvir suas histórias sábias nem contemplar seu sorriso de ternura. - Não verei suas mãos enrugadas tomando as minhas com profundo afeto.

Nesse momento o sábio dirigiu-se ao jovem e lhe falou com serenidade: - Você percebe agora as nuanças do amor sem ilusões, meu jovem? - O amor verdadeiro é eterno porque não se apega ao corpo físico, mas se afeiçoa ao ser imortal que o habita temporariamente. - É nesses sentimentos sem ilusões nem fantasias que reside o verdadeiro e eterno amor. A lição do velho sábio é de grande valia para todos nós que buscamos as belezas da forma física sem observar as grandezas da alma imortal. O sentimento que valoriza somente as aparências exteriores não é amor, é paixão ilusória. O amor verdadeiro observa, além da roupagem física que se desgasta e morre, a alma que se aperfeiçoa e a deixa quando chega a hora, para prosseguir vivendo e amando, tanto quanto o permita o seu coração imortal. Pense nisso!



As flores, por mais belas que sejam, um dia murcham e morrem... Mas o seu perfume permanece no ar e no olfato daqueles que o souberam guardar em frascos adequados. O corpo humano, por mais belo e cheio de vida que seja, um dia envelhece e morre. Mas as virtudes do espírito que dele se liberta continuam vivas nos sentimentos daqueles que as souberam apreciar e preservar, no f