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12 janeiro, 2011

O Despertar Espiritual

Desde sempre está facultada a todos uma grande oportunidade: a do despertar espiritual, despertar que não leva ninguém a fugir deste mundo, mas o ajuda a iluminar a estância terrena e a redimi-la enquanto nela se vive.

No momento desse despertar é preciso abandonar tudo o que é inferior, relativo e imperfeito. O objetivo essencial desse despertar é trazer luz à obscuridade, transmutar ignorância em sabedoria, colaborar com o processo de redenção planetária, servir à luz.

Mas enquanto o ser humano estiver voltado para si mesmo, enquanto preferir usar o poder próprio, pessoal, continuará escravo e prisioneiro dos limites materiais em que esse poder atua. Na verdade, continuará impotente. O despertar espiritual é um alargamento de fronteiras, uma abertura de horizontes, a ampliação das capacidades do ser.

Enquanto o homem se mover por mera curiosidade e ambição, as portas do cosmos permanecerão fechadas para ele. Só depois de verificar a fundo o próprio coração e de se ter assegurado de que os motivos das suas ações não são anseio por poder material, estará pronto para dar os passos rumo ao despertar.

Há um conhecimento maior a ser descoberto, uma grande fraternidade, hierarquias espirituais de entidades intergalácticas, uma ordem interior. Está à disposição dos seres humanos eternamente. Mas o caminho do cosmos é o caminho da luz, e não o da obscuridade. O caminho do cosmos nos conduz à liberdade, à ausência de qualquer dependência de grupos ou mestres. Cada um percorre o próprio trajeto e, se necessitar de ajuda, esta lhe chegará sem que tenha de buscá-la. Basta, apenas, que precise dela realmente.

Nesta época em que estamos prestes a enfrentar uma crise global, que inclui profundas convulsões das forças da natureza, a ausência de um equilíbrio psicofisico-espiritual na maioria das pessoas põe em risco a continuidade da vida na superfície da Terra. Que prevaleça, pois, nos mais lúcidos, a fé nesse caminho transcendente, que nem sempre se pode ver ou tocar: a persistência e o amor.

O correto adormecer

Quando nos deitamos e nos preparamos para adormecer, o eu superior vai reunindo todas as energias disponíveis e levando-as para a região do centro cardíaco. É importante acompanhar esse movimento, interiorizarmo-nos e partirmos para um sono tranqüilo, na direção de níveis mais profundos. Os pensamentos que passam devem ser descartados ou transformados em algo melhor, segundo esse movimento introspectivo. Do mesmo modo, o que ainda estiver tumultuado no corpo emocional deverá ser apaziguado, enquanto o corpo físico descansa.

Quando o corpo físico e o cérebro dormem, a alma recolhe-se em seu próprio nível, que é o plano mental abstrato ou intuitivo. De lá, a alma pode ou não enviar impressões para os corpos da personalidade. Se os corpos estiverem prontos, em repouso, as mensagens da alma podem atravessá-los e ser transmitidas do mental para o emocional, do emocional para o etérico e deste para o cérebro físico. Desse modo, quando o corpo acordar depois do sono, terá registrado no cérebro o que a alma enviou. Todavia, se não houver o devido relaxamento, a mensagem poderá não ultrapassar sequer as barreiras do mental concreto, nível mais próximo à região da alma.

Se não houver esse relaxamento, o cérebro físico continuará registrando o que acontece em torno, como, por exemplo, os ruídos do meio ambiente. Com isso estará impedido de captar o que ocorre nos níveis sutis durante a noite e, quando o capta, fá-lo com imprecisões.

Seria bom que ao adormecer atingíssemos logo, com a consciência, zonas mais profundas do nosso ser. Há uma técnica que pode ser usada não só para nos lembrarmos do que se passou à noite, mas também para atravessarmos rapidamente os níveis intermediários. Consiste num cuidado especial para com o momento limite que antecede o adormecer, momento este em que não estamos nem acordados nem dormindo, em que vamos entrando no estado onírico. Aí, o último pensamento deve ser positivo, imbuído da vontade de ir para um nível bem alto, superior: um pensamento que seja a afirmação de um mundo espiritual. Isso determina uma vida de sonhos mais madura.


Ref.: Texto de Tringueirinho exraído do jornal O Povo on line.

05 janeiro, 2011

O DESPERTAR DA HUMANIDADE E A NOVA ESPIRITUALIDADE


Há muitas coisas que vão acontecer durante este despertar. Algumas delas estão a ocorrer neste preciso momento. Todas contribuirão para a criação da massa crítica em redor da ideia de que tem de haver outra maneira…

E há. Chamar-se-á Nova Espiritualidade e estender-se-á a todas as áreas da Vida, não só à religião, porque não há nenhuma área da vossa Vida que não seja uma demonstração daquilo em que crêem profundamente sobre a Vida em si.

A política, a economia, a educação, os relacionamentos, a vossa Vida é a vossa espiritualidade demonstrada…

“É a cultura da qual emergem que faz com que destruam a cultura donde emergem – e não conseguem ver isso, e muito menos admiti-lo… à medida que cada um de vós seguir o Deus da Espiritualidade, um número cada vez maior de vós considerará de inaceitável o que vêem à vossa volta.

Cada pessoa fará aquilo fará aquilo que for chamada a fazer, mas poucas pessoas nada farão, pois tornar-se-á cada vez mais evidente nos tempos que se seguem que chegou a altura das pessoas vulgares deitarem mãos à obra e deixarem de confiar noutros – muito menos de autorizar outros – para criarem o amanhã colectivo da humanidade.

A humanidade em breve se aperceberá de que foi traída. Foi traída pelos próprios indivíduos, organizações e agentes a quem foi confiada a salvaguarda do seu bem-estar.

A humanidade despertará em breve do seu sono prolongado para verificar que começou um novo dia e decidir se será o dia mais negro da história ou a alvorada do seu amanhã mais promissor… aqueles cuja Alma ainda se faz ouvir, declararão a sua participação na equipa da humanidade e movimentar-se-ão com retumbante poder e à velocidade de um relâmpago para reclamar o futuro… neste dia seguirão o Deus da Nova Espiritualidade porque Ele inspirará tudo isto… a mudança sem violência num Movimento Pelos Direitos Civis da Alma.

Rui Pais

Do livro: “O DEUS DE AMANHÔ de Neale Donald Walsch