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09 maio, 2013

A ULTIMA ENCARNAÇÃO DE JUDAS ISCARIOTES...


Judas Iscariotes (Comunicação mediúnica, recebida em P. Leopoldo, no dia 19 de abril de1935 por Francisco Cândido Xavier, extraído do livro "Notáveis reportagens com Chico Xavier", Editora IDE - Instituto de Difusão Espírita ) Silêncio augusto cai sobre a Cidade Santa. A antiga capital da Judéia parece dormir o seu sono de muitos séculos. Além, descansa Getsêmani, onde o Divino Mestre chorou numa longa noite de agonia; acolá, está o Gólgota sagrado, e em cada coisa silenciosa há um traço da Paixão que as épocas guardarão para sempre. E, em meio de todo o cenário, como um veio cristalino de lágrimas, passa o Cedron silencioso, como se as suas águas mudas, buscando o Mar Morto, quisessem esconder das vistas dos homens os segredos insondáveis do Nazareno. Foi assim, numa destas noites, que vi Jerusalém, vivendo a sua eternidade de maldições. 
 
Os Espíritos podem vibrar em contato direto com a História. Buscando uma relação mais íntima com a cidade dos profetas, procurava observar o passado vivo dos Lugares Santos. Parece que as mãos iconoclastas de Tito por ali passaram como executoras de um decreto irrevogável. Por toda parte ainda persiste um sopro de destruição e desgraça. 
 
Legiões de duendes, embuçados nas suas vestimentas antigas, percorrem as ruínas sagradas e, no meio das fatalidades que pesam sobre o império morto dos judeus, não ouvem os homens os gemidos da humanidade invisível. Nas margens caladas do Cedron, não longe talvez do lugar sagrado onde o Salvador esteve com os discípulos, divisei um homem sentado sobre uma pedra.  
 
De sua expressão fisionômica irradiava-se cativante simpatia. -Sabe quem é este? -murmurou alguém aos meus ouvidos. -Este é Judas... -Judas? -Sim. Os Espíritos apreciam, às vezes, não obstante o progresso que já alcançaram, volver atrás, visitando os sítios onde se engrandeceram ou prevaricaram, sentindo-se repentinamente transportados aos tempos idos. Então, mergulham o pensamento no passado, regressando ao presente, dispostos ao heroísmo necessário do futuro. Judas costuma vir à Terra, nos dias em que se comemora a Paixão de Nosso Senhor, meditando nos seus atos de antanho... Aquela figura de homem magnetizava-me. Não estou ainda livre da curiosidade do repórter, mas entre as minhas maldades de pecador e a perfeição de Judas existia um abismo. 
 
Meu atrevimento, porém, e a santa humildade do seu coração ligaram-se, para que eu o entrevistasse, procurando ouvi-lo: -O senhor é de fato o ex., filho de Iscariotes? -perguntei. -Sim, sou Judas -respondeu aquele homem triste, enxugando uma lágrima nas dobras de sua longa túnica. -Como o Jeremias, das Lamentações, contemplo às vezes esta Jerusalém arruinada meditando no juízo dos homens transitórios... 
 
-É uma verdade tudo quanto reza o Novo Testamento a respeito da sua personalidade, na tragédia da condenação de Jesus? -Em parte... Os escribas que redigiram os Evangelhos não atenderam às circunstâncias e às tricas políticas que, acima dos meus atos, predominaram na nefanda crucificação. Pôncio Pilatos e o tetrarca da Galiléia, além dos seus interesses individuais na questão, tinham ainda a seu cargo salvaguardar os interesses do Estado romano, empenhado em satisfazer às aspirações religiosas dos anciãos judeus. Sempre a mesma história. O Sinedrim desejava o reino do Céu, pelejando por Jeová a ferro e fogo; Roma queria o reino da Terra. Jesus estava entre essas forças antagônicas, com a sua pureza imaculada. 
 
Ora, eu era um dos apaixonados pelas idéias socialistas do Mestre; porém, o meu excessivo zelo pela doutrina me fez sacrificar o seu fundador. Acima dos corações, eu via a política, única arma com a qual poderia triunfar e Jesus não obteria nenhuma vitória com o seu desprendimento das riquezas. Com as suas teorias nunca poderia conquistar as rédeas do poder, já que em seu manto de pobre, se sentia possuído de um santo horror à propriedade. Planejei, então, uma revolta surda, como se projeta hoje em dia na Terra a queda de um chefe de Estado. O Mestre passaria a um plano secundário e eu arranjaria colaboradores para uma obra vasta e enérgica, como a que fez mais tarde Constantino Primeiro, o Grande, depois de vencer Maxêncio às portas de Roma, o que, aliás, apenas serviu para desvirtuar o Cristianismo. Entregando,. pois, o Mestre a Caifás, não julguei que as coisas atingissem um fim tão lamentável e, ralado de remorsos, presumi que o suicídio era a única maneira de me redimir aos seus olhos. -E chegou a salvar-se pelo arrependimento? 
 
 -Não. Não consegui. O remorso é uma força preliminar para os trabalhos reparadores. Depois da minha morte trágica, submergi-me em séculos de sofrimento expiatório da minha falta. Sofri horrores nas perseguições infligidas em Roma, aos adeptos da doutrina de Jesus e as minhas provas culminaram em uma fogueira inquisitorial, onde, imitando o Mestre, fui traído, vendido e usurpado. ( Em sua Ultima Encarnação como Joana D`Arc, saldou seus debitos com o altissimo e com sua conciência) Vítima da felonia e da traição deixei na Terra os derradeiros resquícios do meu crime, na Europa do século XV.  
 
Desde esse dia em que me entreguei por amor do Cristo a todos os tormentos e infâmias que me aviltavam, com resignação e piedade pelos meus verdugos, fechei o ciclo das minhas dolorosas reencarnações na Terra, sentindo na fronte o ósculo de perdão da minha própria consciência... -E está hoje meditando nos dias que se foram... -pensei com tristeza.  
 
-Sim... estou recapitulando os fatos como se passaram. E agora, irmimado com Ele, que se acha no seu luminoso Reino das Alturas, que ainda não é deste mundo, sinto nestas estradas o sinal de seus passos divinos. Vejo-o ainda na cruz, entregando a Deus o seu Destino... Sinto a clamorosa injustiça dos companheiros que o abandonaram inteiramente e me vem uma recordação carinhosa das poucas mulheres que o ampararam no doloroso transe. Em todas as homenagens a Ele prestadas, eu sou sempre a figura repugnante do traidor. 
 
Olho complacentemente os que me acusam sem refletir se podem atirar a primeira pedra... Sobre o meu nome pesa a maldição milenária, como sobre estes sítios cheios de miséria e de infortúnio. Pessoalmente, porém estou saciado de justiça, porque já fui absolvido pela minha consciência, no tribunal dos suplícios redentores.  
 
Quanto ao Divino Mestre -continuou Judas com os seus prantos -, infinita é a sua misericórdia e não só para comigo, porque, se recebi trinta moedas vendendo-o aos seus algozes, há muito séculos Ele está sendo criminosamente vendido no mundo, a grosso e a retalho, por todos os preços, em todos os padrões do ouro amoedado... 
 
 -É verdade -concluí -e os novos negociadores do Cristo não se enforcam depois de vendê-lo. Judas afastou-se, tomando a direção do Santo Sepulcro, e eu, confundido nas sombras invisíveis para o mundo, vi que no céu brilhavam algumas estrelas sobre as nuvens pardacentas e tristes, enquanto o Cedron rolava na sua quietude como um lençol de águas mortas, procurando um mar morto.  
 
Humberto de Campos

07 fevereiro, 2013

ATRAVÉS DA REENCARNAÇÃO: CHICO XAVIER/ EMMANUEL/ ANDRÉ LUIZ

  https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiyYH3xGTBGnQgkzY2MEYxxH_UqUVorgwa_LTu6D5t0lluEdGegi2NB1UBsYMdtmIPOiw1xukQeBOvdzySYAmJ07z02KLJXCdNvUSq3qZi9mt9J8Ju2x5JiBi2PtWVLZKIqw25Yy4tpNaAG/s1600/Reencarna.jpg 
        Fora melhor que não existissem na Terra pedintes e mendigos, na expectativa do agasalho e do pão.
        Se é justo deplorar o atraso moral do Planeta que ainda acalenta privação  e necessidade, examinemos a nós mesmos, quando nos inclinamos para a ambição desvairada, e verificamos que a penúria, através da reencarnação, é o ensinamento que nos corrige os excessos.


          Fora melhor não víssemos mutilados e enfermos, suplicando alívio e remédio.
        Se é compreensível lastimar as condições da estância física, que ainda expõe semelhantes quadros de sofrimento, observemos o pesado lastro de animalidade que conservamos no próprio ser e reconheceremos que sem as doenças do corpo, através da reencarnação, seria quase impossível aprimorar as qualidades da alma.

           Fora melhor não enxergarmos crianças infelizes, suscitando angústia no lar ou piedade na via pública.
        Se é natural comover-nos diante de problemas assim dolorosos, meditemos nos ódios e aversões, conflitos e contendas, que tantas vezes carregamos para além do sepulcro, transformando-nos, depois da morte, em Espíritos vingativos e obsessores, e agradeceremos às Leis Divinas que nos fazem abatidos e pequeninos, através da reencarnação, entregando-nos ao amparo e arbítrio daqueles mesmos irmãos a quem ferimos noutras épocas, afim de que nós, carecentes de tudo na infância, até mesmo da comiseração maternal que nos alimpe e conserve o organismo indefeso, venhamos, por fim, a aprender que a Eterna Sabedoria nos ergueu para o amor imperecível na Vida Triunfante.


        Terra bendita! Terra, que tanta vez malsinamos nos dias de infortúnio ou nos momentos de ignorância, nós te agradecemos as dores e as aflições que nos ofereces, por espólio de nossos próprios erros, e rogamos a Deus nos fortaleça os propósitos de reajuste e aperfeiçoamento, para que, um dia, possamos retribuir-te, de algum modo, os benefícios que nos tens prodigalizado, por milênios de milênios, através da reencarnação!...
Texto extraído do livro "Estude e Viva" - André Luiz e Emmanuel
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira

26 outubro, 2011

MARCAS DA REENCARNAÇÃO



Como prometi domingo passado, apresentarei diversos fatos comprovados pela ciência de pessoas com marcas de nascença, idênticas às que tinham em vidas anteriores, assunto abordado na novela “Alma Gêmea”, da Rede Globo. Começaremos com o caso pesquisado pelo Dr. Barnejee do menino Nejati, que nasceu com a marca do ferimento de uma punhalada, sofrida em outra encarnação, quando se chamava Nagib Budak. Além disso, quando levado à casa de sua família anterior, Nejati reconheceu parentes de sua vida passada.

O Dr. Barnejee, como diretor do Instituto Indiano de Parapsicologia, pesquisou mais de l.200 casos de pessoas que se recordavam de suas reencarnações anteriores, em diversas partes do mundo. Pesquisando o caso das gêmeas Gillian e Jenifer Pollock, nascidas em uma família católica na Inglaterra, Barnejee comprovou que elas na vida anterior tinham sido as irmãs Joana, de onze anos, e Jacqueline, de sete. Elas haviam morrido de mãos dadas, vítimas de atropelamento. Ao reencarnarem do mesmo pai e da mesma mãe, as gêmeas começaram a falar de suas vidas passadas, inclusive relatando com detalhes o acidente que sofreram.

O Dr. Barnejee verificou que a menina Jenifer tinha no seu corpo uma cicatriz muito branca, idêntica a que tinha Jacqueline, a mais nova das duas meninas mortas. Jenifer também apresentava marca de nascença de cor vermelho-escura, do tamanho aproximado de uma moeda, situada no quadril esquerdo. A marca era também igual em forma, tamanho, cor e localização à que Jacqueline apresentava na encarnação passada. Como pesquisador da reencarnação, tenho no meu arquivo todas as fotos desses casos, e de outros investigados por Barnejee, publicados na revista “O Cruzeiro”, de 22 de setembro de 1971.

No Brasil, o Delegado João Alberto Fiorini pesquisou uma jovem que se recordava de ter sido a poetisa portuguesa Eugênia Infante da Câmara, ligada à vida amorosa de Castro Alves. Um dos fatos que serviram de prova reencarnatória foi à referência que o poeta fazia à mancha que Eugênia tinha no seio esquerdo, igualmente a que apresentava, no mesmo local, a jovem brasileira. Pelo visto, a reencarnação é um fato, e contra fatos não há argumentos.

Gerson Simões Monteiro é Presidente da Fundação Cristã-Espírita C. Paulo de Tarso


31 agosto, 2011

REENCARNAÇÃO: O GRANDE DESAFIO DO RETORNO







A reencarnação é a maior prova de amor e perdão que Deus dispensa a suas criaturas. Dando aos seus filhos a oportunidade de retornar e completar as tarefas que foram negligenciadas ou interrompidas, até que se encontrem num estágio que não necessitem mais dessas experiências depuradoras e retificadoras. A maioria, ainda muito materializados nas suas concepções e percepções, ignoram o esforço que o mundo espiritual superior faz para que cada um possa, dentro das suas necessidades evolutivas e ao seu tempo, retornar as experiências terrenas. A seguir, algumas considerações acerca da intensidade da ajuda recebida.



Planejamento: elaborado na dimensão espiritual, envolve uma complexidade que mal podemos imaginar, tais como pesquisas do passado, avaliação de possibilidades futuras, identificação e localização de pessoas com as quais devam ser negociadas futuras atividades (...), que tendências estimular, desestimular ou combater, que virtudes enfatizar, que erros corrigir, até onde poderão suportar pressões corretivas, que problemas devem ficar para “mais tarde”, em outras existências. (...) inúmeras variáveis são postas em discussão e avaliação, a fim de armar-se um esquema viável dentro do possível, ainda que nem sempre o ideal1.



Aproximação: realizado o programa, a próxima etapa será colocar o reencarnante em contato fluídico com os futuros pais, para readaptar seu perispírito à nova vivência que terá na terra. Para aqueles que estão em conflitos, os espíritos amigos possibilitam um encontro no mundo espiritual a fim de que se harmonizem, pois os sentimentos desequilibrados podem prejudicar a geração do feto.



Perturbação: à medida que se intensifica a aproximação com os futuros pais e vai perdendo o contato direto com a esfera espiritual, o reencarnante passa por um período de perturbação, bem maior e, sobretudo, mais longo do que ao desencarnar, mas variável conforme o grau evolutivo. O mergulho no mundo físico será cheio de ansiedades e receios, principalmente para aquele que já falhou em outras vezes. Sabedor da importância dessa nova oportunidade e conhecendo suas fraquezas, vive a ansiedade e o medo de um novo fracasso.



Redução perispiritual: precedendo a reencarnação o corpo espiritual (perispírito) passa por um processo de redução. Nessa etapa, o nível de consciência e o processo variam segundo o estágio evolutivo de cada um. Com a ação magnética realizada por trabalhadores do mundo espiritual e com o auxílio do próprio reencarnante, a forma perispiritual se torna reduzida semelhante a uma criança. É um processo semelhante à desencarnação na Terra, pois para poder passar de um mundo a outro, o Espírito se reveste da matéria própria desse outro2. Assim como na morte, quando abandona o corpo físico, ao retornar deixa a parte mais grosseira do seu invólucro sutil.



Fecundação espiritual: nessa fase, estando o espírito já esquecido das existências anteriores, a espiritualidade amiga efetua a união do seu perispírito com o da mãe. Os pais, durante o sono físico, participam em espírito de forma lúcida e consciente desse momento, embora após o despertar não guardem uma lembrança perfeita, mas tudo ficara gravado na memória eterna.



Fecundação física: após o ato sexual, pois as relações íntimas dos casais que primam pela moralidade são invioláveis, enquanto os espermatozóides correm em busca do óvulo a ser fecundado, identificando o mais apto no sentido da sintonia magnética, os construtores siderais fixam sobre o escolhido a força magnética fazendo com que se desembarace dos demais e alcance o óvulo. Após a fecundação física, a ação espiritual será direcionada para a ligação da forma reduzida com o óvulo fecundado, fazendo com que a vida comece a pulsar3.



Enquanto o organismo maternal fornecerá o alimento básico para a formação do aparelho físico, o perispírito do reencarnante agirá como rigoroso modelo, dando a forma ao futuro corpo.



Proteção: a ajuda espiritual, sempre mais intensa até o 21° dia da gestação, quando o embrião atinge a configuração básica, continuará presente até os sete anos de idade através do espírito protetor. Após esse período continuará auxiliando, porém, de mais longe.







Cleto Brutes

1MIRANDA, Hermínio C. Nossos Filhos são Espíritos. 8.ed. Bragança Paulista, SP: Lachâtre, 2003. p. 125.

2KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 83. ed. Rio [de Janeiro]:FEB, 2002. questão 187.

3XAVIER, Francisco Cândido. Missionários da Luz. Pelo espírito André Luiz. 36. ed. Rio [de Janeiro]:FEB, 2001, p. 214

28 julho, 2011

REENCARNAR É MUDAR DE CASA



Fato curioso movimentou, esses dias, a crônica policial. O funcionário do Hospital Municipal de Erechim (RS), Edisson da Silva Castro, havia 14 anos morava na cidade. Servidor exemplar e pai de família amoroso, querido de todos. De repente, o escândalo: Edisson era foragido da Justiça do Rio de Janeiro, condenado a 11 anos de cadeia, por extorsão e roubo. Preso, foi levado ao Rio para cumprir a pena.

Publiquei no jornal Zero Hora (22/7/2011) uma crônica dizendo que, se dependesse de mim, Edisson não teria sido preso. A pena mais útil que lhe poderiam aplicar seria a de continuar trabalhando no hospital e cuidando de seus filhos, com a mesma dedicação demonstrada desde que se mudou para lá. Tudo bem que lhe descontassem parte do salário para indenizar suas vítimas. Edisson, com certeza, tinha noção do mal que fizera. Mudou de cidade, de trabalho. Casou, teve filhos. Levava uma vida útil. Arrependeu-se e se emendou. Qual a vantagem de trancafiá-lo na cadeia, agora? Mera vingança social?

Não disse na minha crônica de ZH, mas digo agora. Na vida do espírito, as coisas transcorrem mais ou menos assim. Vida, morte e renascimento são diferentes experiências de aprendizado em busca de melhoria. Quando reencarnamos, simplesmente mudamos de casa. Trazemos em nossa bagagem as doces e amargas experiências, as íntimas recompensas e o arrependimento por atos antes praticados. Reencarnação não é punição. É recomeço em busca da dignidade perdida. Avanço no caminho do conhecimento e da virtude. Como Edisson tentou fazer. Que pena que o prenderam!

A lei da reencarnação muito tem a ensinar ao exercício da justiça humana. Bem mais do que o dogma das penas eternas, revelador de um deus vingativo e cruel.

Milton Medran - Porto Alegre (RS), medran@via-rs.net

30 maio, 2011

NA LUZ DA REENCARNAÇÃO



Do irmao Emmanuel atraves do irmao Chico Xavier do livro Justiça Divina



Trazes hoje as vísceras doentes, compelindo-te aos aborrecimentos de incessante medicação.

Elas, porém, se fizeram assim, à força de suportarem ontem os teus próprios abusos nos venenos da mesa.

Trazes hoje o corpo mutilado, obrigando-te a movimentos de sacrifício.

Tens, no entanto, o carro físico desse modo por lhe haveres gasto, ontem, esse ou aquele recurso em corridas à delinqüência.

Trazes hoje o cérebro hebetado, dificultando-te as expressões.

Mas, isso acontece porque, ontem, mergulhavas a própria cabeça em clima de trevas.

Trazes hoje a carência material por sentinela de cada dia.

Contudo, ontem atolavas o coração no supérfluo, articulado com o pranto dos infelizes.

Trazes hoje, na própria casa, a presença de certos familiares que te acompanham à feição de verdugos.

Entretanto, são eles credores de ontem, que surgem, no tempo, pedindo contas.

Todos somos capazes de fazer o melhor, porquanto, pelas tentações e provas de hoje, podemos avaliar o ponto de trabalho em que a vida nos impele a sanar os erros do passado, clareando o futuro.

Perfeição é a meta.

Reencarnação é o caminho.

E toda falha, na direção de obra perfeita, exige naturalmente corrigenda e recomeço.

19 maio, 2011

CONTO: ALMAS GÊMEAS, QUALQUER SEMELHANÇA É MERA COINCIDÊNCIA





Desde o início das Eras eles se conhecem.

Em quase todas as encarnações estiveram juntos. Foram irmãos, pai e filha, mãe e filho, primos, e casal.

Se salvaram, se mataram, se abandonaram, feriram, amaram e seguem buscando o crescimento e o desenvolvimento natural das reencarnações.

Almas irmãs que, aos tropeços, seguiram por suas vidas, e ainda seguem a se encontrar.

Hoje, eles se encontraram novamente. No momento da apresentação o reconhecimento foi imediato. O amor é intenso, ao mesmo tempo calmo. Pele, cheiro, toque, coração, quando unidos seguem o mesmo ritmo.

Encaixe perfeito, porém não existe perfeição...

Nesta vida, anos se passaram e eles não estão juntos. Se amam, se desejam, conhecem suas histórias e sabem o que precisam fazer, mas simplesmente não acontece.

Medo, livre arbítrio, receio do desconhecido, de se entregar e se jogar de cabeça na tempestade que sempre se arma quando estão juntos... Enfim, suas mentes humanas e limitadas bloqueiam e nada acontece.

Eles não são leigos, conhecem e reconhecem as verdades que vivem, porém a carne fala mais alto e eles seguem errando pelo mundo.

Ventos e marés se agitam com esta aproximação. A tempestade é certa. A questão é: eles vão encarar? Ou precisaram caminhar novamente e novamente por seus passos, vidas e vidas até desistirem de lutar contra isso, contra este amor, para seguirem seus destinos?





O ser humano é falho. Os medos bloqueiam. As escolhas, muitas vezes, são imutáveis e os muros podem parecer intransponíveis.

Mas as marcas de suas vidas, o encontro de almas, o amor puro, maior, incondicional, sempre existiram e eles sempre serão atraídos como um ímã, até que o propósito de suas reencarnações se concretize.









Conto escrito por Roberta de Souza

01 fevereiro, 2011

História Real de Reencarnação: O Caso de Swarnlata











Sumário do Caso:



Swarnlata é filha de Sri M. L. Mishra, assistente de inspetor distrital de escolas em Chhatarpur, Madhya Pradesh. Nasceu na aldeia de Shahpur, distrito de Tikamgarh, em Madhya Pradesh, em 2 de março de 1948. Quando Swarnlata contava três anos e meio de idade, sua família morava em Panna, uma cidade de Madhya Pradesh. Seu pai a levou consigo em uma viagem a Jabalpur, uma das principais cidades do Estado, situada cerca de 170 milhas ao sul de Panna. Na viagem de volta, ao passarem pela cidade de Katni (57 milhas ao norte de Jabalpur), Swarnlata inesperadamente pediu ao chofer do caminhão em que viajava, para virar para a estrada que conduzia à “minha casa”. Pouco depois, quando o grupo tomava chá, em Katni, Swarnlata disse-lhes que poderiam beber chá muito melhor em sua casa, que ficava nas imediações. Tais afirmações deixaram Sri Mishra perplexo, e mais ainda quando soube que Swarnlata mais tarde contara a outras crianças da família outros fatos de uma existência anterior em Katni, como membro da família Pathak. Posteriormente Swarnlata interpretou para sua mãe — e então frente a outras pessoas — danças e canções que, pelo que sabiam seus pais, ela não tivera tido ocasião de aprender. Durante os anos que se seguiram, Swarnlata revelou fragmentos de suas aparentes lembranças principalmente a seus irmãos e irmãs e, até certo ponto, a seus pais.



Em 1958, Swarnlata, cuja família se mudara nesse interregno para Chhatarpur (40 milhas a oeste de Panna), encontrou-se com a esposa do Professor R. Agnihotri, que provinha da região de Katni, à qual Swarnlata afirmou identificar como a tendo conhecido em sua vida anterior naquela cidade. Desse modo Sri Mishra confirmou, pela primeira vez, a exatidão de algumas das inúmeras declarações de sua filha a respeito da sua existência precedente em Katni. Em setembro de 1958, Sri Mishra anotou algumas das declarações de Swarnlata. Em março de 1959, Sri H. N. Banerjee passou dois dias em Chhatarpur, ali investigando o caso; nessa ocasião viajou para Katni onde travou conhecimento com a família Pathak, à qual Swarnlata afirmava ter pertencido em sua vida pregressa. Antes de viajar para Katni, Sri Banerjee anotou cerca de nove informações que Swarnlata dera a respeito da residência dos Pathak, as quais confirmou ao chegar lá. Antes da ida de Sri Banerjee a Katni, os Mishra ignoravam a que família Pathak Swarnlata se referia. Sri Banerjee disse que se orientou pelas informações de Swarnlata para localizar a casa dos Pathak. Achou que as declarações por ela feitas correspondiam estreitamente com a existência de Biya, filha de uma família chamada Pathak, de Katni, e falecida esposa de Sri Chintamini Pandey, de Maihar. Maihar é uma cidade ao norte de Katni. Biya morrera em 1939.



No verão de 1959, algumas pessoas da família Pathak, bem como da família do marido de Biya, viajaram para Chhatarpur, onde foram reconhecidas por Swarnlata. Logo após essas visitas, Swarnlata e outros membros de sua família viajaram primeiro para Katni, e posteriormente para Maihar (e cidades das imediações) onde a falecida Biya passara a maior parte de sua vida de casada e onde morrera. Em Maihar, Swarnlata reconheceu outras pessoas e lugares, fazendo comentários a respeito de diversas mudanças ocorridas desde a morte de Biya. Sri Mishra fez algumas anotações escritas desses reconhecimentos, logo após sua ocorrência. No verão de 1961, passei quatro dias em Madhya Pradesh e entrevistei grande número de pessoas relacionadas ao caso, em Chhatarpur, Katni, Sihora e Jabalpur. Swarnlata continuou a visitar os irmãos e os filhos de Biya, aos quais demonstrava a mais terna afeição.



Swarnlata faz declarações de natureza mais fragmentária sobre outra existência que acredita ter tido após sua vida como Biya, em Katni. Ela afirmou que após ter morrido (como Biya), renascera como Kamlesh, em Sylhet, Bengala (atualmente no Paquistão Oriental) e que nessa vida morrera quando criança, com cerca de nove anos, tendo então renascido na família Mishra. Algumas declarações feitas por Swarnlata a respeito dessa encarnação “intermediária” estão de acordo com a geografia e outros fatos referentes a Sylhet. Contudo, não foi ainda possível identificar, nessa região, uma criança cuja vida corresponda às limitadas informações fornecidas por Swarnlata. (As investigações foram dificultadas pelo fato de Sylhet pertencer atualmente ao Paquistão Oriental).



As canções e danças de Swarnata parecem pertencer à sua vida em Bengala. A letra dessas canções foi identificada como sendo em língua bengali, pelo Professor Pal, que transcreveu algumas para estudo posterior. Sylhet fica numa região onde se fala bengali, ao passo que em Madhya Pradesh, Swarnlata viveu somente entre pessoas que falam hindi. Espero publicar, mais tarde, um outro relato sobre tais canções e suas características lingüísticas. Aqui focalizarei a atenção à vida que Swarnlata disse ter vivido como Biya, em Katni e cidades circunvizinhas.



Os Mishra nunca viveram mais próximos de Katni do que quando moraram em Panna, a qual está a cerca de cem milhas. Katni, Jabalpur e as cidades de Maihar e Sihora, onde moravam membros da família Pathak, estão localizadas em um vale, a sudeste de Panna.





Ian Stevenson



Do livro Vinte casos sugestivos de Reencarnações, de Ian Stevenson.





*Ian Pretyman Stevenson (Montreal, 31 de Outubro de 1918 — Charlottesville, 8 de Fevereiro de 2007) foi um médico psiquiatra canadense e escritor. A sua pesquisa incluía o tema da reencarnação, a experiência de quase-morte (EQM), aparições ou visões no leito de morte, a problemática do relacionamento entre mente e cérebro, e a continuidade da personalidade após a morte.





PAZ, MUITA PAZ!





Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/auto-conhecimento/historia-real-de-reencarnacao/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29&utm_content=Yahoo%21+Mail#ixzz1Cht8mWqC



29 dezembro, 2010

Visões do futuro - IstoÉ - Brian Weiss

"Se há quem sonhe com o futuro,
por que as pessoas sob hipnose
não poderiam vê-lo?"





Polêmica
Visões do futuro
Brian Weiss, pioneiro na terapia
de vidas passadas, fala agora de
viagens a séculos à frente
Rita Moraes


Há 24 anos, ele enfrentou a comunidade acadêmica ao dizer que seus pacientes relatavam vivências de outras vidas. Psiquiatra formado pela Columbia University e pela Yale Medical School, nos Estados Unidos, disseminou o método de terapia de vidas passadas em todo o mundo, escreveu livros e virou best-seller com Muitas vidas, muitos mestres, de 1992. Esta semana, em sua quarta visita ao Brasil, onde já vendeu mais de um milhão de livros, Brian Weiss, 61 anos, lançou Muitas vidas, uma só alma (Edit. Sextante, 208 págs., R$ 19,90), título no qual defende outra controvérsia – a possibilidade de ir ao futuro. Ele provoca: “Os físicos falam sobre universos paralelos. O século XXII pode estar acontecendo agora, assim como o XVII. Por que não seria possível?”



ISTOÉ – Há ainda resistências contra a terapia de vidas passadas (TVP). Qual a reação à idéia de ir ao futuro? 


Brian Weiss – Psiquiatras e acadêmicos que rejeitam a idéia não a conhecem. Digo a eles: tentem. Há pacientes que impressionam pelos detalhes. Alguns falam línguas que desconhecem. Nos EUA, um terço das pessoas acredita em reencarnação. No Brasil, pelo menos 50% da população também crê. O futuro é estudado pela física quântica. Os físicos falam sobre universos paralelos. Fiz uma pesquisa com pessoas que têm sonhos precognitivos e que tiveram experiências de quase morte. Os sonhos sobre acidentes ou doenças as ajudam a se prevenir e a tentar mudar o futuro. Se há quem sonhe com o futuro, por que as pessoas sob hipnose não poderiam vê-lo?



ISTOÉ – E as teorias de Carl Jung (psiquiatra suíço, 1875-1961) sobre a existência de inconsciente coletivo?


Weiss – As lembranças são muito específicas. Não falam de um grupo de pessoas, mas do sofrimento físico, de doenças e ferimentos, e das emoções, alegrias e tristezas, de uma em especial.



ISTOÉ – Como se dá a progressão?


Weiss – A técnica é a mesma da regressão. Coloco a pessoa num estado profundo de relaxamento, sob hipnose.



ISTOÉ – Em seu livro, o sr. fala de três situações futuras: daqui a 100/200 anos, que mostra um mundo populoso, muita poluição e aquecimento global; outra, entre 300 e 600 anos, de um mundo semidestruído, e outra, paradisíaca, daqui 
a mil anos. Não seriam apenas reflexos do desejo e crenças das pessoas?


Weiss – Faço pesquisa com grupos de pessoas que foram levadas para determinados anos, 2150, 2500 e 3000, e há consenso sobre o que vêem. Sete mil já participaram. Por que tantos dão a mesma informação? E essas pessoas se sentem mais felizes, melhoram sua saúde e seus relacionamentos e tomam decisões mais acertadas. Como médico e terapeuta, é o que me interessa.



ISTOÉ – Há pesquisas que indicam que na TVP, a parte do cérebro ativada é a que se refere a memórias, e não à elaboração, o que seria uma “prova” 
de veracidade. E na progressão, como uma pessoa pode relatar uma vivência 
que ainda não teve?


Weiss – Podemos ter memórias do futuro, porque o tempo pode não existir do jeito que pensamos. Talvez o passado e o futuro sejam paralelos, simultâneos. O século XXII pode estar acontecendo agora, assim como o XVII.



ISTOÉ – Todas as pessoas podem fazer esse tipo de terapia? Crianças, adolescentes, deprimidos?


Weiss – Sim. Adolescentes regridem facilmente e crianças mais ainda. O importante é que o terapeuta tenha boa experiência e integre as memórias ao tratamento. Não basta ter a lembrança para se curar. Se o deprimido não consegue se concentrar, deve tomar medicamentos e tentar. A maioria dos sintomas físicos ou mentais melhoram. É muito seguro.



ISTOÉ – Nessas terapias, mães, pais e irmãos aparecem em outras vidas como maridos e namorados. As pessoas lidam bem com isso?


Weiss – Reconhecer pessoas no passado ou no futuro é muito comum. Nós trocamos de corpo, de país, de religião para aprender sobre todos os lados. É o propósito da vida. O que sentimos é amor, não há nada de incestuoso, de negativo. As pessoas estão conectadas, viajam juntas para aprender.



ISTOÉ – Qual o intervalo entre vidas?


Weiss – Pode ser de uma semana ou de um século, depende da necessidade. Pessoas que morrem violentamente costumam voltar logo porque as lições continuam lá. Eu morri em 1942 ou 1943 na Tchecoslováquia e nasci em 1944. Na Suécia, um médico pesquisou pessoas que na regressão se viram como

vítimas na Segunda Guerra. Elas lembraram de nomes e números tatuados em seus braços que bateram com os registros de guerra. Quando me viu, ele me disse, chocado: “Eu morri com você.” Ele me reconheceu.



ISTOÉ – Por que esquecemos das vidas passadas?


Weiss – Várias culturas acreditam que esquecer é uma forma de proteção. Acho que cada vida é um novo teste para saber se o aprendizado já faz parte de nossa natureza, se está no coração e não só na mente. A Terra é a escola, onde temos que aprender a não-violência, a compaixão, a paciência, a amorosidade.



ISTOÉ – Podemos acertar numa vida e errar numa posterior?


Weiss – Temos o livre-arbítrio e o destino, os dois coexistem. O destino é o plano para uma existência, mas o livre-arbítrio lhe permite escolher o que quer fazer. Por exemplo, há planos de você viver com uma pessoa, você decide não cumpri-los. Pode ter uma vida produtiva, mas, se naquele compromisso falhou, procurará outra oportunidade para cumpri-lo. O importante é que nunca morremos. 

Mensagem recebida por e-mail
Fonte: http://www.terra.com.br/istoe/1885/comportamento/1885_visoes_do_futuro.htm

07 dezembro, 2010

A VOLTA


O caso de reencarnação mais estudado atualmente


Na Segunda Grande Guerra, em missão ao longo do Pacífico, um piloto da Marinha americana foi abatido pela artilharia japonesa. Seu nome poderia ter sido esquecido e sua memória não passaria de uma cruz a mais no "Memorial dos Heróis de Guerra", em Washington, de não fosse pelas desconcertantes memórias de um menino chamado James Leininger. Filho único, James, à época com apenas 2 anos, começou a ter pesadelos quase todas as noites e acordar seus pais aos berros, debatendo-se em agonia, gritando frases como: "O avião está em chamas!" A partir de então, o pequeno James passou a transmitir informações detalhadas não apenas em seus pesadelos mas também desperto, enquanto brincava e desenhava, no dia-a-dia da família. Mostrava um conhecimento sobre aviões que jamais lhe havia sido transmitido, passou a revelar nomes e sobrenomes, dados geográficos e até mesmo o que (descobriram mais tarde) seria a designação de um porta-aviões da 2ª Guerra Mundial. Como James poderia deter tantas informações se ainda não estava em idade escolar? Seriam lembranças de situações vividas pelo menino que seus pais desconheciam? Seriam memórias de uma vida passada? Seria mesmo a reencarnação uma hipótese a ser considerada?

Muito poucas pessoas -- incluindo aqueles que conheceram piloto -- acreditam que James é o soldado reencarnado. Seus pais, Andrea e Bruce, naturalmente céticos, provavelmente eram as pessoas menos susceptíveis a acreditar em tal história. Mas ao longo do tempo, foram convencidos pelas evidencias de que seu filho teve uma vida anterior. Segundo eles, James precocemente demonstrou interesse por aviões (nada surpreendente para um menino americano). Mas quando completou dois anos, passou a ter pesadelos regulares e acordar gritando, pedindo socorro. Andrea diz que a mãe dela foi a primeiro a sugerir que James estava lembrando uma vida passada.


Certa vez, Andrea comprou-lhe um avião de brinquedo e mostrou ao filho o que parecia ser uma bomba na sua parte inferior. Ela diz que James a corrigiu, revelando o nome técnico do equipamento. Foi justamente quando os pesadelos pioraram, ocorrendo de três a quatro vezes por semana e Andrea decidiu estudar o trabalho da consultora e terapeuta Carol Bowman (autora de "O Amor me trouxe de volta"), que acredita que os mortos, não raro, renascem. Com a orientação de Bowman, eles começaram a incentivar James para compartilhar suas memórias e imediatamente os pesadelos começaram a tornar-se menos frequentes. James também começou a falar mais facilmente sobre seu passado, o que, segundo a autora, é comum em crianças até os cinco anos de idade. "Eles não tiveram o condicionamento cultural ou experiência suficiente nesta vida", disse ela.

Ao longo do tempo, o menino revelou detalhes sobre a extraordinária vida de um ex-combatente -- principalmente na hora de dormir, quando ele estava sonolento. Dizem que o James disse que o avião tinha sido atingido por japoneses e caiu. Contou também detalhes sobre missões, equipamentos utilizados por um avião tipo Corsair, sobre o porta-aviões do qual arrancou a partir ("Natoma") e o nome de alguém que voou com ele ("Jack Larson"). Após alguma investigação, Bruce descobriu que "Natoma" e Jack Larson eram reais. O "Natoma Baía" foi um pequeno porta-aviões, utilizado no Pacífico durante a Segunda Guerra; e Larson estava morando em Arkansas. A partir de então, desvendar esta história se tornou obsessão de Bruce, pai de James. Ele passou a pesquisar na Internet, consultar registos militares e entrevistar homens que serviram a bordo do "Natoma Baía".


Seu filho disse que tinha sido "abatido" em Iwo Jima. James também havia assinado um de seus desenhos da infância com a inscrição "James 3." Bruce logo descobriu que o único piloto da esquadra morto em Iwo Jima foi James M. Huston Jr e que sua aeronave tinha recebido uma rajada de balas no motor. Tais informações foram confirmadas por outro piloto, Ralph Clarbour, que fazia a retaguarda naquela operação de guerra e que pilotava ao lado de James M. Huston Jr. durante uma incursão perto de Iwo Jima, em 3 de março de 1945. Clarbour disse que o viu o avião do companheiro ser atingido por fogo antiaéreo. "Eu diria que ele foi atingido na cabeça, bem no meio do motor", disse ele.


Com tantas evidências, os pais passaram a acreditar que seu filho teve uma vida passada em que ele era James M. Huston Jr. "Ele voltou porque deve terminar alguma coisa, a qual desconhecemos." Mas Paul Kurtz, Professor da Universidade Estadual de Nova York em Buffalo, que dirige uma organização que investiga alegações paranormais, diz que os pais se "auto-enganaram". "Eles são fascinados pelo misterioso e eles construíram um conto de fadas", defende. Com o passar dos anos, as lembranças de James começam a desvanecer-se, mas sua paixão por aviões persiste."Ele parece ter experimentado alguma coisa que eu não acho que seja única, mas a forma como lhe foi revelado é bastante surpreendente", observa Bruce.

Apesar dos céticos, este tem sido considerado o caso mais documentado de reencarnação já estudado e a história é tão atraente que virou livro: "A Volta" (Editora BestSeller, 320 pág.) , escrito a seis mãos pelos pais Bruce Leininger e Andrea Scoggin Leininger e pelo romancista Ken Gross.



19 novembro, 2010

Tabela - Encarnações de Chico Xavier

 Para quem gosta do assunto, em anexo encontra-se uma figura/tabella com as encarnações do Chico...


De acordo com o livro “Chico, Diálogos e Recordações…”, escrito por Carlos Alberto Braga Costa a partir das memórias de Arnaldo Rocha, podemos anotar algumas das reencarnações do amigo Chico Xavier. Na tabela abaixo temos a ordem das reencarnações que remontam ao Egito a aproximadamente 3500 anos atrás até os dias de hoje, as páginas do livro que contém estas informações, bem como o local, nome e data de cada reencarnação.



08 novembro, 2010

Mãe inglesa reencarna após 20 anos e reencontra filhos da vida passada

Da Redação do Correio Fraterno do ABC



Mary Sutton, que na vida atual chama-se Jenny Cockel, ao lado da filha Phillips em 1927


Jenny Cockel ao lado da filha Phillips, 71 anos depois, em 1994. Os próprios filhos disseram que seus traços se assemelham aos de sua mãe Mary Sutton, já falecida


A seta aponta para Jenny Cockel ao lado de seus filhos da existência passada quando viveu como Mary Sutton. O encontro foi possível através da ajuda dos jornais irlandeses e de cartas enviadas às igrejas que chegaram aos filhos sobreviventes.


A inglesa Jenny Cockell que desde a infância tinha estranhos sonhos que a acompanharam até a idade adulta, via-se em outra época e em outro lugar. Seus pais não davam importância aos seus relatos. Morando na Inglaterra, já com os filhos criados, ao completar 40 anos, apoiada pelo esposo, resolveu pesquisar por conta própria aquilo que os sonhos lhe repetiam. "Eu tinha necessidade de saber se meus filhos da vida passada estavam bem e não poderia estar tranqüila sem esclarecer o fato. Quando observei o mapa da região de Malahide, ao norte de Dublin, senti intuitivamente que ali vivera com o nome de Mary Sutton", disse Jenny. O caso teve o desdobramento que ela esperava pois acabou chegando à velha casa onde morou, já em ruínas e de lá não foi difícil encontrar seus filhos ainda vivos. A extensa reportagem publicada na revista "People" de l994, teve ampla repercussão em todo o mundo. Eu particularmente assisti a reportagem levada ao ar pela Directv mostrando ela e seus filhos. Eles próprios, apesar da fé católica, renderam-se às evidências posando para as câmeras ao lado da agora jovem mãe. Um dos filhos, Sonny, declarou: "Como poderia saber ela tantas coisas sobre nossa casa?" Outra filha, Phylips, católica e consciente de que a Igreja rejeita a reencarnação, declarou: "Eu ainda encontro dificuldade em acreditar em reencarnação, mesmo que Jenny esteja falando a verdade. Penso apenas que mamãe "passou" a sua alma para outra pessoa sem ter nascido de novo"
Esta teoria é rejeitada pelo Espiritismo por ser mais complicada do que a teoria da reencarnação.
Antes de se encontrarem, Jenny e Sonny Sutton (filho mais velho de Mary) concordaram que a BBC (estatal britânica de rádio e TV) investigasse as lembranças de Jenny em separado. Ela demonstrou saber de particularidades da casa de Mary Sutton, até mesmo o seu modo de enfiar a agulha de costura e o fato de as crianças, terem recolhido uma lebre viva presa na armadilha. Haviam passados 21 anos entre a morte de uma e o nascimento da outra e a conclusão a que chegaram os investigadores foi de 98% de acerto.
(Publicado no Correio Fraterno do ABC Nº 364 de Maio de 2001)


Filme: Minha Vida Na Outra Vida - não precisa baixar, é para assistir na internet mesmo...


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