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16 dezembro, 2011

LOUVEMOS A DOR




Olá Alma Irmã, nossas Fraternais Saudações!

Desejamos a você e aos seus amores um Ótimo final de semana, com MUITA SAÚDE E PAZ!

Abraços fraternais.

Centro Espírita Caminhos de Luz-Pedreira-SP-Brasil



LOUVEMOS A DOR



O tempo é um calmante e um amigo, um remédio e uma Bênção.

A existência na carne é simples passagem por um túnel escuro. E a nossa felicidade nasce, não dos anos que despendemos ao atravessar o mundo, mas sim dos bens que dentro dele conseguimos improvisar.



Tudo na carne é como vemos um dia manhã cheia de sol, crepúsculo de sombras e noite cerrada ao nosso olhar.



Felizes daqueles que acendem estrelas no firmamento do próprio coração, para que a jornada se torne menos dolorosa, no nevoeiro noturno, que precede a alvorada seguinte.



Perdoemos a vida e as criaturas pelas angústias que impuseram à nossa sensibilidade.



As mãos feridas são mais seguras que os braços habituados a dominar.



As grandes torturas são grandes bênçãos. No mundo, o nosso sentimento de personalismo não nos permite essa realidade. Mas a morte opera em nós completa reforma quando não receamos a verdade tal qual é.



Bendigamos a dor que zurziu a alma, em todos os passos do dia de ontem. Pouco a pouco, transformar-se-á o nosso sofrimento no óleo bendito que sustentará a claridade da candeia frágil de nossa experiência na Terra.



Sem a luta, dormiríamos na matéria densa, sem qualquer proveito. Deus, porém, que é o nosso Pai de Infinita Bondade, permite que a aflição os acompanhe, no mundo, na condição de abnegação instrutora e, com o decurso do tempo,a paz se converte em nossa companheira para todas as situações e problemas terrestres.



Estudemos e trabalhemos sempre mais. Seja a fé religiosa para nós um meio de ajudar a todos, para que estejamos atuando, e fato, em nome do Cristo, que tantos dons nos concedeu.



Jamais nos arrependeremos da obra que vamos levantando, no terreno do nosso próprio coração obra de amor, entendimento, humildade e perdão.



A vida responde ao nosso esforço na mesma intensidade de nosso impulso, na criação do bem.



Esperemos a passagem dos dias.



Trabalhemos na sementeira de nossa Consoladora Doutrina, nas duas margens de nossa estrada para Jesus e guardemos a certeza de que não nos faltará o amparo do Senhor.



Chegaremos um dia à praia segura, depois da tempestade. Não será, contudo, o porto enganoso da vitória na Terra, mas o refugio doce da serenidade e da compreensão, onde nosso espírito poderá realmente repousar e preparar-se, ante o futuro que se desdobrará no amanhã.



As sementes do Evangelho, caídas de nossas mãos, um dia serão árvores robustas e preciosas, proporcionando-nos alegrias que nossa imaginação não poderá avaliar, por enquanto.



Identifiquemo-nos com serviço da Humanidade e, nesse sublime trabalho, encontraremos a força preciosa para o sacrifício abençoado que nos garantirá a sublime ascensão.





pelo Espírito Isabel Campos - Do livro: Cartas do Coração, Médium: Francisco Cândido Xavier Espíritos Diversos.

03 fevereiro, 2011

A Origem das Ilusões e Sofrimentos



          Não queremos conhecer e, assim nos defender, daquilo que é a origem das ilusões, conflitos e sofrimentos.

           Schrondinger: “Por mais inconcebível que pareça à razão comum, ao nosso modo de conhecer ordinário, dualístico, isto é, nós “aqui”, e o que conhecemos, observamos, vemos, “lá”, separado de nós, nós e todos os seres conscientes somos “tudo em tudo”. Daí que a vida que estamos vivendo, não seja apenas um fragmento da existência inteira, mas, em certo sentido, é o Todo, é a “vida total”... Assim, podemos atirar-nos ao chão, estender-nos sobre a Mãe Terra, com a convicção absoluta de estarmos em comunhão, unidos com ela e ela conosco;  nossa vida e a dela, são uma só vida. Estamos firmemente estabelecidos e somos tão invulneráveis como ela; na verdade, mil vezes mais firmes e mais invulneráveis. Tão certo quanto ela nos engolirá amanhã, trar-nos-á outras vezes novas lutas e novos sofrimentos. E não somente “algum dia”. Agora, hoje, todos os dias, ela nos traz à vida, não uma só vez, mas milhares e milhares de vezes, exatamente como nos engole, todos os dias, milhares e milhares de vezes”.

           Com a visão dada pela nova física, verificamos que os conhecimentos que temos do mundo desmoronam completamente, pois vemos, na base do mundo físico, não garantia de certeza, mas um Princípio de Incerteza (Heisenberg), isto é, o fluir dos acontecimentos é totalmente imprevisível, incerto, portanto; na base do mundo mental, um Teorema de Incompletude (Gödel), isto é, nenhuma observação é completa; nunca podemos observar, estudar, conhecer o mundo todo; sempre alguma coisa fica de fora. Descobrimos, até, que “toda e qualquer observação perturba a realidade”, isto é, ao observarmos os “pacotes de energia” (os “quanta”, nome dado por Einstein) entram em “colapso” e se transformam em partículas e surge o mundo; quando não observamos, tudo permanece como energia, não existe matéria e, consequentemente, não existe o mundo. E, apesar disso, não estamos inclinados a conhecer essas descobertas que exigem que reinterpretemos a própria ciência, o mundo e a nós mesmos. Em outras palavras, não queremos conhecer e, desse modo, nos defender daquilo que é a “origem de todas nossas ilusões, conflitos e sofrimentos”. Preferimos enfiar a cabeça na areia.

          Conforme Heisenberg, Einstein e Schroedinger, no íntimo da Realidade, observador e observado, conhecedor e conhecido, não são separáveis; não há separação; tudo é interdependente, “tudo é uma coisa só”; bem e mal, belo e feio, saúde e doença, matéria e energia, espírito e matéria, isto é, todos os contrários, todos os opostos, inexistem na Realidade Final. Assim Krishnamurti afirmou: “o observador é a coisa observada”.
          O dualismo, isto é, a divisão primária, a percepção da divisão ou separação entre eu e não-eu, eu e universo, sujeito e objeto, mostrou-se insustentável em face das descobertas da nova física. Assim afirmou Bronowski: “A relatividade deriva da análise filosófica que insiste em que não há um fato e um observador, mas uma junção dos dois numa observação; que o evento, o fenômeno, a coisa observada e o observador são inseparáveis”. E Schroedinger, pai da mecânica quântica: “O sujeito e o objeto “são apenas um”. Não se pode dizer que a barreira entre eles caiu como resultado das recentes descobertas da ciência; essa barreira nunca existiu”.




18 janeiro, 2011

Dor = Professor

 

Qualquer tipo de dor – física, mental ou emocional – é na verdade um professor. 
Não pode nos tocar. 
Ela vem apenas para nos ajudar a transformar nosso ser e nossa consciência.

Não fuja da dor. 
Peça para que lhe seja mostrada a lição que ela traz. 
A restrição necessária para fazer isso nos dá a energia de cura nos níveis mais profundos de nossa vida.

Por: Yehuda Berg