02 janeiro, 2013

A ERA DE CRISTAL


A Era de Cristal foi assim denominada porque, segundo os mentores, o Planeta Terra deixará de ser um local de provas e expiações para se tornar um espaço de evolução coletivo, onde poderemos aproveitar de todas as nossas potencialidades, compartilhadas, não apenas, no nosso nível pessoal, como também com outras dimensões do Universo.

I - ERA DE CRISTAL

1. O início
No ano 2000, logo após a constatação de que nada de muito diferente acontecera com o mundo - o tão falado Apocalipse, as mudanças radicais na energia do planeta e todos os outros assuntos ligados a um novo começo - um casal, na cidade de São Paulo, começava a ter contato com mensagens canalizadas, enviadas por energias que se denominavam "Formas-Pensamento". As informações transmitidas variavam sobre assuntos relacionados à energia, eletromagnetismo, função e objetivo dos seres, cura e transição planetária. Não diziam, porém, nada que pudesse ser ligado aos fatos e eventos do cotidiano. Antes, requeriam um tanto de conhecimento que, no momento, não estava ao alcance dos dois aprendizes que se esforçavam para compreender conceitos que de tão simples pareciam inatingíveis para tentar vinculá-los a algo que fizesse sentido, para este tempo e esta dimensão. Mesmo assim, ambos - ela, canalizando e ele registrando e fazendo perguntas - estavam cientes de que esse ensinamento seria necessário para passos futuros.
Muitos anos de registro depois, já em 2012, o grupo de comunicadores foi trocado: já não eram mais Formas-Pensamento - ou mais exatamente, energias com potencial de conhecimento, mas sem experiência de vivência dimensional - e sim, seres originários das Plêiades, com uma função definida e definitiva: preparar o maior número de pessoas para o salto evolucionário e início de uma nova era. As comunicações dos Pleidianos eram claras e objetivas; nosso tempo como Humanos Aprendizes chegara ao fim e a próxima etapa, como Mestres, daria ao Planeta Terra a verdadeira importância no Universo, que passaria a ser, ao invés de um local de provas e expiações, um maravilhoso espaço de troca e evolução.
Fim? Apocalipse? Nova Era? Como assim?

2. Uma nova era para o planeta
A primeira mensagem dos pleidianos era uma convocação: daquele momento em diante eles estariam vinculados a um trabalho de construção do veículo para o acesso à quinta dimensão. Isso lhes pareceu mais do que estranho, mas como "missão dada é missão cumprida", os dois trataram de envolver outras pessoas e se colocaram à disposição para realizar a tarefa.
Foi dito a eles que no mundo todo, diversos grupos estavam trabalhando com os diferentes aspectos da mesma questão e que no final do ano de 2012, tudo estaria pronto e o quebra-cabeça seria solucionado. Assim começaram os encontros aos sábados na cidade de Embu das Artes, São Paulo, nos quais as explicações sobre a evolução planetária eram dadas e o veículo interdimensional construído individualmente.
Ao longo dos meses as diretrizes dos pleidianos foram confirmadas, de zero material na internet sobre os temas específicos que eles abordavam começaram a surgir centenas de cartas, mensagens e comunicações de outras partes do planeta Terra com as mesmas informações! Tudo estava em ordem e em consonância com as mensagens recebidas pelo casal, que agora contava com a ajuda de outros trabalhadores de Luz, tanto para os encontros, quanto para a construção do veículo.

3. A evolução planetária
Para entender a relevância deste momento pelo qual estamos prestes a passar, é preciso explicar sobre os ciclos de Evolução Planetária.
Assim como nós temos individualmente chacras espalhados pelo corpo com funções específicas, a Terra, como corpo vivo e independente também os tem. Um deles, referente à sua Kundalini, é um chacra móvel, de dimensão inexplicavelmente grande e que de tempos em tempos "caminha" pela malha energética do planeta posicionando-se em locais geográficos específicos. A cada período entre os trajetos é dado o nome de Era. Estes períodos são cíclicos e duram aproximadamente 13 mil anos.
Desta forma, há 26 mil anos a kundalini da Terra estava localizada na região da Atlântida e constituía a principal fonte de poder irradiador de energia, no ciclo seguinte a kundalini deslocou-se para a região do Tibete e por lá ficou por mais 13 mil anos.
No ano de 1985, esta grande "cobra de Luz" começou a deslocar-se do Tibete e posicionou-se, finalmente, numa região exata na América do Sul, que não se trata de nenhum local no Brasil, onde aguarda o momento de ativação.
Podemos perceber que o local de permanência da kundalini da Terra é de suma importância para toda a evolução do planeta. Estando, por exemplo, na região do Tibete no último ciclo irradiou poder suficiente para que toda a base cultural e filosófica do Oriente se disseminasse, e dali não apenas do ponto exato do Tibete, mas de toda a região, surgissem mestres que foram condutores de uma mudança evolucional significativa. Agora, ela estará na América do Sul, o que também relaciona este conhecimento ao que conhecemos como Calendário Maia!
Como amplamente divulgado nestes últimos anos, os maias detiveram o conhecimento de um calendário cósmico, com ciclos de aproximadamente 13 mil anos! Seria este o motivo de terem interrompido a contagem: a mudança de era e chegada da kundalini da Terra ao seu novo local de ação?

4. A ativação da kundalini da Terra
A kundalini da Terra está posicionada na América do Sul, em repouso já há algum tempo.
Sua longa trajetória desde o Tibete foi auxiliada por todas as tribos do planeta que com seus rituais "empurraram" a energia, tanto no nível desta dimensão, como em outras esferas.
O papel dos guardiões de energia: pajés, xamãs e curadores do planeta foi de fundamental importância para que ela chegasse ao seu local de destino e, consciente ou inconscientemente, todos aqueles que realmente se conectam com os ciclos terrestres, as estações, as lunações e movimentos naturais, foram responsáveis pelo deslocamento. Assim, neste exato momento a kundalini está em repouso aguardando o momento exato de ativar-se e isso acontecerá na terceira semana de dezembro deste ano de 2012.
Para que você possa imaginar um evento desta proporção, vamos nos utilizar de um exemplo comum aos nossos dias: uma lâmpada de vapor de sódio. Existem algumas lâmpadas no mercado que depois de acesas parecem precisar de um tempo para chegar ao seu pleno potencial. Na hora em que são ativadas por um interruptor fornecem luminosidade, mas apenas depois de alguns minutos realmente iluminam o tanto que prometiam. Da mesma forma ocorrerá com a kundalini da Terra, até porque não seríamos capazes de aguentar energeticamente a potência máxima de uma só vez! Por isso o cronograma de ativação é o seguinte:
- Terceira semana de dezembro de 2012: ativação (o interruptor é ligado).
- Terceira semana de fevereiro de 2013: potência plena (iluminação total).

Na prática, a data de ativação coincide com o final do calendário maia, porque o dia 21 de dezembro está na terceira semana de dezembro e as mensagens referentes a este período dão conta de que será uma fase de muitas transições. Porém, em momento algum foi dito pelos pleidianos que os eventos da ativação serão catastróficos. Com certeza absoluta estão muito mais ligados ao tom emocional de cada indivíduo do que aos acontecimentos em massa.
É importante salientar que as pessoas já estão sentindo os efeitos do deslocamento e a fase de preparação antes da ativação, ou através de uma sensação de desânimo que beira a depressão, ou com uma energia de euforia que lembra urgência, como se "algo" precisasse ser feito antes da ativação. Isso passa por sintomas de inquietação, confusão mental, percepção de falta de tempo hábil e tendência à realização de multitarefas, infelizmente, sem as devidas conclusões.
A mensagem dos nossos irmãos pleidianos sobre isso, também é clara: "aquietem-se e acalmem seus corações. Mantenham-se tranquilos e prontos para agir, observem seus limites claramente, não abusem de absolutamente nada e parem muito antes da esfera do "saciado". Os corpos físicos sofrerão as mudanças, logo depois do emocional e precisam estar em pleno funcionamento para que não sofram indevidamente". Aliás, o objetivo é parar com o sofrimento de qualquer espécie e transformar, cada ser que aqui habita num cidadão Cristal.

5. A era de cristal
Aos próximos 13 mil anos os pleidianos denominam Era de Cristal. O motivo para tal relação semântica é o fato de cada indivíduo deste novo tempo pensar, comportar-se e atuar como um cristal que reflete a luz e ao mesmo tempo é absolutamente transparente quanto ao que pensa, sente e faz. Não haverá mais espaço para o ego, e isto não quer dizer perda de individualidade, ao contrário, é um irmanamento consciente e a plena utilização de todo potencial de cura e desenvolvimento, mas agora não apenas para si e sim numa atitude reflexiva que envolve a todos.
Quando pensamos em toda a dificuldade de viver neste planeta, neste tempo, nesta dimensão na qual nos encontramos nosso filtro automaticamente se volta para o lado negativo: guerra, violência, fome, doenças, falta de recursos, pobreza em todos os sentidos. Porém, por outro lado nenhuma ação voltada ao bem passa despercebida no Universo. E são muitas as pessoas que se dedicam à evolução. Se você não é uma delas, certamente conhece alguém. Se não estivéssemos fazendo nossa "lição de casa", de um jeito ou de outro, a Terra usaria sua prerrogativa de Grande Mãe e nos daria o castigo merecido! Não é o caso, o bem aparece sim, a Luz é mais importante. Cada pequena ação em benefício do todo é vista como muito mais do que importante e as más ações não são valorizadas no plano geral de desenvolvimento.
Ganhamos o "presente evolucionário" e nos próximos 13 mil anos nos dedicaremos a construir o mundo ideal que sempre desejamos no fundo dos nossos corações, naquele ponto exato em que pensamos "será que nada do que vivemos pode ser isento de sofrimento?" Pode! E mais, estamos muito perto disso.
Você, certamente, perguntará:
- Rapidamente, assim como macarrão instantâneo? De uma só vez, logo depois da terceira semana de fevereiro? A resposta dos pleidianos é:
- Tão rapidamente quanto conseguirem. Uma das conquistas é justamente a ausência de limites. O principal diferencial será o acesso à quinta dimensão. Isso abre todas as possibilidades. Mas quanto ao tempo, ele não será mais um problema.

6. A quinta dimensão
Do ponto onde nos encontramos agora, limitados ao tempo e ao espaço e, principalmente, sem acesso ao nosso espaço interno, fica quase que impossível entender o que é a quinta dimensão.
Quando perguntados objetivamente "onde é esse local", os pleidianos respondem:
- Estiquem suas mãos!
Isso parece absurdo, mas a própria ciência se refere à quinta dimensão como uma camada extra e já existente, cujo acesso se fosse possível seria imediato.
O assunto pode ser tratado usando mais um exemplo do cotidiano de nossa civilização: a mudança do sistema de televisão de analógico para digital ou HD - High Definition. É uma questão de sintonia, vemos os detalhes que anteriormente não eram percebidos, há nitidez, definição, maior alcance. E podemos nos perguntar: Existem imagens diferentes? Claro que não! Vemos o que sempre esteve lá, agora, nitidamente. Tão importante quanto vermos para fora é vermos para dentro. Quão grande é o universo dentro de nós?
A quinta dimensão também tem relação com comunicação instantânea, cura imediata, integração com outros seres, compreensão de processos, domínio de tempo e espaço, informações acessíveis ininterruptamente para fora e para dentro. Dentro de si mesmo e dentro dos outros. Fora desta terceira dimensão e dentro de outras, com todas as combinações que resultarão disso!
É fato que estamos próximos do momento mais glorioso de nossas existências terrenas, este é o melhor tempo para estarmos vivos!

7. O veículo interdimensional
As explicações anteriores tiveram como objetivo dar um panorama geral do momento pelo qual estamos passando e introduzir o conceito de Veículo Interdimensional.
Os pleidianos depois de explicarem cada aspecto da Era de Cristal da quinta dimensão e da kundalini da Terra, apresentaram uma forma real de acesso à quinta dimensão mesmo antes da ativação da energia da Terra. O veículo interdimensional é um aparelho energético, formado a partir dos centros de força de cada indivíduo e depois de formado constitui-se no oitavo Chacra. Não poderia ser diferente! Se os centros de energia que temos no corpo, atualmente, nos fornecem as possibilidades de evolução plena na terceira dimensão - usando-os corretamente ou não, temos as mesmas condições - para que ingressássemos na quinta dimensão precisaríamos de um "upgrade".
Uma das frases muito bem explicadas no livro Cartas de Cristo "nada vem do nada" dá o tom deste processo. Com os nossos próprios chacras, os sete principais que já estão completamente ativados e em funcionamento nesta era ainda não terminada, formamos o oitavo. Este sim, com condições de acessar a quinta dimensão e nos ajustar energeticamente para a carga que a kundalini da Terra emanará a partir de fevereiro de 2013. O processo é simples e realizado apenas uma vez. Não requer nenhum tipo de ritual, nem crenças em quaisquer conceitos científicos, religiosos ou filosóficos. Como tudo o que vem dos irmãos cósmicos, trata-se de energia, uma vez que já superaram as barreiras dos dogmas e entendem que crenças são positivas, mas apenas necessárias enquanto não estamos conectados diretamente com a Fonte sem intermediários.
Até agora, o grupo de São Paulo realizou a formação do veículo em todos que estiveram lá, presencialmente, porém, com a acelerada passagem do tempo e um calendário que parece virar mais rápido do que o comum, além do aporte de outros trabalhadores de Luz que estão em seus postos, respondendo ao chamado e cumprindo suas funções, um novo método de formação do veículo foi autorizado para que o maior número de pessoas já estivesse com o seu antes da ativação.
Assim o grupo disponibilizará um áudio com a matriz energética fornecida pelos próprios pleidianos, para que cada um que deseje prepare seu veículo e já esteja com ele na ativação. Além disso, ele serve para ajustar a carga energética que receberemos durante a ativação (entre dezembro de 2012 e fevereiro de 2013) e não sejamos sobrecarregados.
Todos os procedimentos serão passados, sem nenhum truque, nem certificados, diplomas, workshops, seminários ou vivências, livrinhos e manuais e o principal: gratuitamente, como tem sido desde o início desta missão. Aliás, este é um ponto fundamental que norteia todo o trabalho dos grupos cósmicos no planeta Terra: nada que é indispensável pode ser cobrado.
Porém, as etapas para a formação do veículo devem ser cumpridas à risca. Consistem de um alinhamento energético - físico e emocional - uma dieta de bebida alcoólica e qualquer tipo de elemento tóxico que antecede e precede a formação do oitavo chacra, a própria formação do veículo e um exercício de contato com a quinta dimensão interna, chamado "Espaço do Coração".
Além do mais, por medida de segurança apenas a formação individual do veículo foi autorizada, o que quer dizer que cada um fará apenas o seu e se você estiver interessado em aprender a fazer o veículo em outras pessoas, deverá encontrar-se pessoalmente com os membros do grupo de São Paulo, ter contato com os conceitos que envolvem esse procedimento energético e só aí estará apto a formar o veículo em outras pessoas.
Muitos seres ficam inseguros quanto à auto realização do processo ou podem ter limitações físicas, de concentração, idade ou problemas de saúde. Justamente por este motivo o "como fazer" em outras pessoas é passado presencialmente e por questões de segurança energética requer ações diferenciadas, tanto em quem aplica, quanto em quem recebe. Estes são os únicos motivos de não termos preparado um tutorial para aplicação em outras pessoas. Não se trata de forma alguma de algum tipo de talento especial para fazê-lo.

8. O oitavo chacra e o veículo interdimensional
Com a entrada na Era de Cristal a humanidade ganhou a possibilidade de acessar a quinta dimensão. No entanto, para isso é necessário que modifique sua estrutura energética num processo simples que chamamos de Construção do Veículo Interdimensional. Ele tem como função propiciar a alteração energética do ser, possibilitando um contato consciente com a quinta dimensão, bem como a proteção do corpo físico durante e depois do período de ativação da energia do planeta.
O processo:
Para a construção do Veículo Interdimensional existem duas etapas:
1. Equilíbrio físico e emocional - realizados individualmente com vistas à harmonia do indivíduo para a construção do veículo;
2. Construção do veículo - alinhamento dos sete chacras de forma a moldar o oitavo, e que virá a ser o veículo citado.

9. A era de cristal
Nada melhor do que nos apresentarmos, falando do que fazemos.
Em primeiro lugar, “somos todos um”, ou seja somos um coletivo, um grupo de pessoas que trabalha exclusivamente com os aspectos da nova era e com o acesso à quinta dimensão. Assim, você não verá nomes de indivíduos e falaremos sempre no plural, aliás, a nova ótica, o novo tom do que se aproxima.
Em segundo lugar, talvez principalmente, nosso objetivo é que você faça parte ativa desta etapa de transformação. Por isso coloque-se neste “nós”, se possível, presencialmente. A Era de Cristal está bem próxima. Mesmo que o nome ainda soe estranho e que pouco material exista na internet sobre o assunto, o tema central é um velho conhecido nosso. Esse “nosso” agora se refere aos Trabalhadores da Luz, aos viajantes intergalácticos, aos guardiões do planeta, aos curadores da Terra, aos que sabem que não estão aqui a passeio. Temos MUITO a fazer, sim! A primeira coisa é nos prepararmos física e emocionalmente. Os novos tempos estão mais perto do que gostaríamos (porque sempre deixamos tudo para o último segundo, ou somos só nós?) e duas coisas são fundamentais para que entremos na festa adequadamente: preparo emocional e limpeza de padrões.
A Era de Cristal não admitirá deslizes e isso nada tem a ver com erros ou pecados! Deslizes são aquelas atitudes que conscientemente sabemos que nos prejudicam e às quais já gostaríamos de ter dado fim há muito tempo. Nosso “check list” para a entrada no tempo da transparência, da doação, da comunhão, da benfeitoria, do coletivo, do compartilhado, da cura definitiva deve passar por:
- Corte de situações e pessoas a quem fazemos mal e que nos fazem mal;
- Perdão incondicional, lembrando que é tão importante perdoar, quanto receber o perdão. Às vezes o outro já nos perdoou, mas nos sentimos eternos culpados;
- Treino da percepção para além dos sentidos;
- Instalação do hábito de amar a todos a tudo sempre.

Neste momento estamos sendo conduzidos gentilmente pela porta de acesso à Era de Cristal. Faltam 3 minutos no relógio cósmico relativo à Terra e caso tenha ficado curioso com a precisão da contagem, marque em sua agenda, em letras coloridas, as seguintes datas:
- 3.a semana de dezembro de 2012: ativação da energia da Terra
- 3.a semana de fevereiro de 2012: plena potência da energia da Terra e entrada na Era de Cristal.

E entre uma e outra é a fase difícil de passarmos, estaremos em contato com uma energia que até então não conhecíamos, prestes a nos levar uma espiral acima no plano evolutivo do planeta. Muitos nos perguntam o que isso trará de consequências objetivas. Bem, nossos amigos pleidianos, que nos informam e têm uma pequena parte de atuação no plano todo, garantem que a transição em se tratando do Corpo do Planeta Terra será a mais sutil possível. Não temos a menor ideia do que isso significa, mas esperamos estar preparados para toda e qualquer consequência, centrando-nos e recolhendo-nos adequadamente com o objetivo de fazer por merecer o presente da evolução.
Afinal, esta é ou não é a melhor época para estar vivo? Poder presenciar, e quem sabe participar como pioneiros, da construção dos novos paradigmas é simplesmente fantástico e certamente foi para isso que nos preparamos durante tanto tempo, deixando que nos chamassem de “loucos, sem nada na cabeça”!!!
Viva o “nada na cabeça”! É isso, justamente que nos fará receber agora tão facilmente os novos ensinamentos diretamente da Fonte, e contatar a quinta dimensão aprendendo com os que já chegaram lá, o caminho das flores. Exatamente, diga adeus ao “caminho das pedras”. Ele ficará no velho mundo junto com as dores, egos, culpas e isolamentos sem função.
II - O ESPAÇO DO CORAÇÃO


1 - Explicação geral
Poderíamos começar o processo de construção do Veículo Interdimensional, pelo alinhamento energético, mas queremos compartilhar com você, o ensinamento dos nossos irmãos pleidianos, que nos afirmam - e pudemos comprovar, na prática - que a quinta dimensão já está acessível, no nível interno.
O corpo que habitamos é apenas um dos aspectos de nossa existência. Nem melhor, nem pior do que todos os outros, porém, fundamental para que existamos, neste plano e nesta dimensão.
Apesar de ser o mais denso dos corpos, o físico é dotado de vários pontos de ligação com a Fonte e não poderia ser diferente, uma vez que o corpo físico é nossa "imagem", enquanto que o sétimo corpo - a manifestação da Fonte individualizada - é nossa "identidade".
Não seria nem um pouco justo, que não pudéssemos ter acesso ao que realmente somos! Desta forma, toda nossa estrutura energética está preparada para nos levar de um "lugar ao outro", no nosso próprio existir.
A intermediação do contato do mais denso, com o mais etéreo, é feita pelos chacras. Eles são os interruptores que nos ligam aos corpos superiores e um de seus eixos, cardíaco-coronário, forma um local ao qual os pleidianos chamam de Espaço do Coração.
O paralelo que nos vem à mente é um templo. Se pudéssemos alojar o sagrado dentro de nós, num local físico, seria este.
O Espaço do Coração é nosso local de aprendizado, de co-criação, de cura, de aconselhamento, de encontro, de contato com a quinta dimensão, num nível interno.
E ao mesmo tempo em que é individual, é também o portal que nos liga ao coletivo universal, unindo os outros Espaços do Coração, de todos os seres que existem, não apenas os que vivem neste planeta... Nem precisam estar "vivos", por assim dizer, o que torna a experiência mais curiosa! Lembre-se que além da quarta dimensão, os conceitos de tempo e espaço desaparecem...
Nossa entrada neste lugar proporciona dois tipos de encontro: um primeiro, conosco, num nível tão profundo que chega a emocionar. O segundo, com os outros seres, é feito já de forma interdimensional; ao estendermos o nosso espaço pessoal, chegamos às intersecções com os espaços dos outros seres...
Neste ponto, é preciso deixar claro que o exercício é quase que uma meditação... Para sermos mais exatos, de acordo com as informações de nossos amigos, devemos ficar com a parte "ação" da palavra meditação! Ou seja: não é para descansar, esvaziar a mente, não pensar em nada. Muito pelo contrário! Quando chegamos ao Espaço do Coração, é preciso agir e muito.
Use o exercício de várias formas:
- Limpe padrões negativos de sua personalidade;
- "Jogue fora" pessoas e situações que, internamente, trazem aborrecimento;
- Encontre-se com pessoas e restabeleça os padrões harmônicos de convivência - perdoar, ser perdoado;
- Peça conselhos;
- Cure aspectos físicos;
- Trabalhe em projetos práticos: ideias, soluções de problemas do dia a dia, etc;
- Organize-se;
- Recolha informações sobre situações que não ficaram muito claras no passado;
- Passeie! Você pode explorar outras dimensões, já a partir da primeira vez que fizer o exercício.
Tenha em mente que tudo está ao seu alcance e depende de ação.
Mas como saber se isso é real, ou fruto de sua imaginação?
A resposta é simples: num primeiro momento, sua mente racional tentará jogar todas as imagens que já fazem parte do subconsciente. É um tipo de desvio, mas não consiste em erro. É assim mesmo, como se a mente quisesse, ou precisasse, descarregar uma grande carga de informações, para depois "liberar a entrada".
Mas isso, felizmente, não dura muito. O próprio processo de ativação dos chacras faz a conexão e depois dessa primeiras ondas de imagens conhecidas, se você der tempo suficiente para que a mente chegue ao objetivo de lhe atrapalhar (então, permita!) novas imagens, ideias, conceitos, vozes e visões se apresentarão, tão claras quanto um dia de sol.

2. Como fazer
Exercício do Espaço do Coração
1. Sentar-se ou deitar-se confortavelmente;
2. Localizar os batimentos cardíacos, no centro do tórax - se precisar coloque a mão na região;
3. Localizar os batimentos cardíacos, na região da garganta, no centro - se precisar coloque a mão na região;
4. Localizar os batimentos cardíacos na região da testa (entre os olhos, um pouco acima do meio dos olhos, acima dos olhos, ou nos próprios globos oculares);
5. Respirar profundamente e imaginar um eixo, nestes três pontos: coração (cardíaco), garganta (laríngeo) e testa (pineal);
6. Voltar a atenção para o topo da cabeça, na área do coronário;
7. Sentir a Luz da Fonte entrando pelo coronário, como “água” em forma de luz. Esta é a energia que vem do alto e que alimenta todos os seres, continuamente;
8. Deixar a Luz descer até a área do cardíaco;
9. Movimentar a Luz, internamente, no eixo cardíaco-coronário, de modo circular - como aquelas fontes artificiais que circulam a água;
10. Use quanto tempo precisar, para garantir que a Luz venha de cima, entre pelo coronário, chegue ao cardíaco e volte, num processo circular;
11. Sinta-se ligado ao local onde está; expanda seu alcance individual para o bairro, a cidade, o país, o continente, o planeta, a galáxia, o Universo.
ESTE É O ESPAÇO DO CORAÇÃO - Ele está localizado no seu corpo físico no eixo central, do chacra cardíaco, ao coronário e não no coração físico.
Use o momento para:
- Curar-se;
- Aconselhar-se;
- Responder às questões importantes;
- Adquirir novos conhecimentos;
- Conhecer seres e espaços interdimensionais;
- Comunicar-se com pessoas distantes, deste, ou de outros planos;
- Limpar situações;
- Perdoar;
- Pedir perdão;
- Resolver problemas cotidianos;
- Ver uma situação do passado, num todo, tal como aconteceu.

Observações:
- Faça o exercício sempre que puder, no mínimo, diariamente;
- Para sair do espaço do coração, agradeça o momento e quando sentir-se confortável e individualizado, novamente, abra os olhos;
- Quando estiver bem treinado no procedimento, depois de atuar no Espaço do Coração, não “feche” o exercício: comece suas atividades, ainda com o circuito cardíaco-coronário ligado.

Você verá a diferença que isso faz!
ESTE EXERCÍCIO PODE E DEVE SER ENSINADO A QUALQUER PESSOA.

3. Perguntas e respostas
Agora vamos às perguntas que sempre nos fazem, em relação ao exercício do Espaço do Coração:
1. Quanto tempo dura o exercício?
- Quanto tempo você quiser! Normalmente de 5 a 10 minutos, mas internamente parece muito, muito tempo.
2. Quantas vezes posso fazê-lo?
- Quantas quiser e quanto mais fizer, mais profundas serão suas conexões. Inclusive pode fazer mais de uma vez no mesmo dia.
3. Depois do exercício, fico com palpitações. É normal?
- O exercício não causa palpitações, mas depois dele seu cérebro vai colocar a atenção nos batimentos cardíacos. Por isso terá a impressão de sentir palpitações. Seu coração sempre bateu assim.
4. Sinto dor no topo da cabeça, depois do exercício. É normal?
- Não. Talvez você tenha que ativar um pouco mais de tempo o chacra do coronário, mesmo desvinculando isso, do exercício, em outros momentos. Use a técnica que achar confortável.
5. Quando acabo o exercício sinto que meu tórax está expandido. O que é isso?
- É o seu Espaço do Coração vindo para esta dimensão! A sensação pode ser física sim. Uma outra possibilidade é que você não tenha “fechado” o processo. Leia a última pergunta. Você já avançou, sem saber.
6. Crianças podem fazer o exercício?
- Devem! A experiência delas é fácil, tranquila e maravilhosa. Além disso, não tem a trava que nós adultos criamos para nos preservar das outras dimensões. Ensine-as e conduza o processo junto com elas. É ótimo também para que se acalmem e entrem em seu centro.
7. Há alguma restrição para o exercício?
- Não faça na cama antes de dormir. A palavra é ação e o principal meio de sabotagem da mente é nos colocar para dormir! Prefira uma posição confortável, sentado ou deitado, mas não se estiver muito cansado, fisicamente.
8. Há algum “perigo” no exercício?
- Há sim! Você não querer mais voltar a esta dimensão! (Claro que isso é uma brincadeira e já nos sentimos confortáveis para conversar com você nesses termos) Diferente de uma viagem astral, onde seu corpo se projeta, teoricamente, para fora, o Espaço do Coração lhe mostrará a quinta dimensão, interna, numa preparação para o que vem por aí, depois da terceira semana de dezembro, deste ano.
9. Como evoluir, no exercício?
- Depois que tiver memorizado os passos, eles nos pedem que não fechemos o exercício. Simplesmente, abra os olhos e tente levar a impressão interna do processo para as suas tarefas cotidianas. É claro que isso, no início, dura segundos, mas com o passar do tempo, verá que pode aumentar o tempo de permanência, agora executando tarefas, para minutos ou horas!
III - ALINHAMENTO ENERGÉTICO

1. Explicação geral
O Alinhamento Energético que fazemos, com vistas à construção do Veículo Interdimensional é uma etapa indispensável do processo e deve ser feito antes do veículo, propriamente dito.
Ele serve para que nossos corpos sutis – e também o físico – estejam alinhados, limpos e em ordem antes de formarmos a estrutura energética do oitavo chacra, que como já explicamos é o próprio veículo.
Para todos aqueles que irão construir o veículo em si próprio, sem o auxílio presencial da nossa equipe de instrutores no Embu das Artes, o alinhamento deve ser feito três vezes em dias consecutivos (seguidos, não pule um dia ou se acontecer, recomece). No último dia imediatamente após o alinhamento você deverá fazer o veículo. Acompanhe:
- Primeiro dia: alinhamento energético;
- Segundo dia: alinhamento energético;
- Terceiro dia: alinhamento energético e em seguida, o veículo.

Segundo a explicação dos comunicadores, cada chacra em nosso corpo tem um corpo sutil correspondente. Usamos para o processo, os sete chacras principais, a saber: coronário, pineal, laríngeo, cardíaco, plexo solar, umbilical e kundalini. Em algumas escolas filosóficas a nomenclatura pode ser ligeiramente diferente. Porém, seu conhecimento e estudo pessoal relacionarão os nomes que destacamos acima com o que você já sabe. As novas informações dadas por eles dão conta não dos chacras, nem dos próprios corpos sutis, mas da função de cada um deles e isto sim é de extrema importância para o alinhamento.
- Chacra coronário – 7.o corpo – Luz Primordial, nossa Identidade;
- Chacra pineal – 6.o corpo – Memórias Cósmicas;
- Chacra laríngeo – 5.o corpo – Missão;
- Chacra cardíaco – 4.o corpo – Memórias desta existência;
- Chacra plexo solar – 3.o corpo – Matriz biológica perfeita;
- Chacra umbilical – 2.o corpo – Corpo magnético;
- Chacra kundalini – 1.o corpo – Corpo físico, nossa imagem.

O nosso processo de criação começa a partir da Fonte Primordial. É dela que surge nossa primeira noção de individualidade, muito ligada à Fonte. Essa é nossa Identidade. A partir disso, o 6.o corpo é criado e armazena as memórias cósmicas, contidas na Fonte. Num processo de densificação, cada vez maior, o 5.o corpo é formado e guarda a nossa missão cósmica, aquela com a qual trabalharemos em todas as existências, em qualquer “formato-imagem” que tenhamos. O 4.o corpo já faz parte do processo de chagada às dimensões que têm tempo e espaço e armazenam as memórias desta existência. E para que cheguemos a um corpo físico, é necessário um projeto. Por isso, o 3.o corpo é nossa matriz biológica perfeita, com todos os órgãos, tecidos, células e átomos funcionando perfeitamente. Porém, para que nos liguemos a um determinado plano dimensional, precisamos de algo que nos una com os aspectos externos daquela dimensão e isso é feito pelo 2.o corpo, o magnético, que sofre influência das marés, das estrelas, dos pensamentos alheios, das correntes magnéticas, etc. Apenas depois de todo esse “design”, chegamos ao corpo físico, o primeiro corpo, totalmente denso, no nosso caso, aqui na Terra.
Com base no exposto, o processo de alinhamento é bastante simples e composto de duas partes:
- Alinhamento físico - Colocação da matriz biológica perfeita, ou seja, do 3.o corpo, em contato com o primeiro, para que este “se lembre” do projeto inicial;
- Alinhamento emocional - Colocação do corpo das memórias desta existência, o 4.o corpo, em contato com o primeiro, para que nosso estado emocional se ajuste, de forma a termos impressos em nosso corpo físico, as situações tais quais aconteceram e não apenas o nosso próprio ponto de vista sobre uma questão.

2. Como fazer
Orientações gerais:
Seus corpos sutis estão acima de seu corpo físico, como várias camadas, lembrando que o primeiro é o físico, o segundo o magnético, o terceiro é a matriz biológica perfeita, o quarto é o corpo de memórias desta existência e assim por diante, sendo que o sétimo, então, está “acima” de todos, se estiver deitado ou “à frente de todos”, se estiver em pé, o que quer dizer, exatamente que o segundo corpo está “colado” no primeiro, o terceiro no segundo, o quarto no terceiro e assim, sucessivamente. Para este exercício usaremos apenas o primeiro, o terceiro e o quarto corpo. Não se preocupe com os outros.
Procedimento:
- Deite-se num local onde tem certeza de que não será atrapalhado, por cerca de 10 minutos;
- Mantenha os olhos abertos;
- Relaxe seus membros, seus músculos e sua mente;
- Respire tranquila e profundamente e mantenha o ritmo normal de respiração, sem forçar nada;
- Perceba o seu corpo físico, de olhos abertos;
- Feche os olhos e perceba seu corpo físico, novamente;
- Detecte em seu corpo físico qualquer mal, doença, dor ou incômodo;
- Imagine seis camadas acima de seu corpo físico;
- Colocando seus braços para cima, sobre o corpo físico, “pegue” o terceiro corpo e suavemente, traga-o para baixo, para fundi-lo com o corpo físico;
- Se você tem uma dor específica, refaça o passo anterior, trazendo o terceiro corpo para o nível físico, na área da dor;
- Agora, pense numa palavra que descreva seu estado de espírito do momento: dor, ansiedade, tristeza, euforia, tranquilidade, medo, etc;
- Colocando seus braços para cima, sobre o corpo físico, “pegue” o quarto corpo e suavemente, traga-o para baixo, para fundi-lo com o corpo físico;
- Repita o passo anterior para cada palavra que destacou, em suas emoções;
- Aguarde quanto tempo for necessário e abra os olhos, quando sentir que é o momento.

Importante: caso seja este o terceiro dia de alinhamento, logo após abrir os olhos fique de pé e ouça as instruções do áudio para a construção do veículo interdimensional.

3. Perguntas e respostas
1. Vocês dizem que os corpos sutis estão em cima ou à frente do corpo físico, podem explicar melhor?
- Os corpos sutis envolvem o corpo físico, como as camadas de uma cebola, em relação ao miolo (o corpo físico). Apenas para fins didáticos e para a proposta de execução do alinhamento determinamos que se você estiver deitado seus corpos sutis estarão “acima” do físico.
2. Posso fazer esse alinhamento antes de dormir?
- Pode, porém note que você não pode ter bebido nada alcoólico 12 horas antes de fazer o alinhamento e nem poderá fazê-lo 4 horas depois. Com base nisso escolha o melhor horário.
3. Posso tomar remédio e fazer o alinhamento?
- Se for remédio de uso continuado, ou se estiver num período de tratamento (antibióticos, etc.) NÃO PARE. Se estiver simplesmente indisposto ou com qualquer dor de pouca intensidade, faça o alinhamento primeiro e depois pondere se o medicamento ainda é necessário.
4. Posso fazer esse alinhamento desvinculado do processo do veículo? Por exemplo, bati o cotovelo, posso fazer o alinhamento?
- Sim, tanto para a parte física, quanto para a parte emocional. Porém, lembre-se de que o propósito do alinhamento e criar as condições ideais para que o veículo seja construído. No mais, existem técnicas avançadas de trabalho com os corpos, que passamos nos encontros pessoais, apenas.
5. Posso fazer esse alinhamento em outras pessoas?
- Prefira ensiná-las a realizar o procedimento. É tão simples, que mesmo crianças têm excelentes resultados, talvez, por isso mesmo…
6. Comecei a fazer o alinhamento e no terceiro dia, esqueci. Posso pular esse dia e fazer o alinhamento e o veículo?
- NÃO. O alinhamento para a construção do veículo deve ser feito em três dias consecutivos, sendo o último já com a construção:
- Primeiro dia: alinhamento energético
- Segundo dia: alinhamento energético
- Terceiro dia: alinhamento energético e em seguida, o veículo.
7. Nos encontros presenciais são feitos três alinhamentos?
- Não. Usamos técnicas complementares para acelerar o processo e poder fazer, no mesmo dia o alinhamento e o veículo.
8. Isso é a mesma coisa que alinhamento de chacras? Posso substituir esse alinhamento por um processo que eu já domine?
- Não é a mesma coisa e não pode ser substituído. Contudo, caso queira usar num momento diferente do mesmo dia outra técnica de alinhamento energético esteja livre para fazê-lo.
9. Posso ouvir música enquanto faço o alinhamento, para relaxar?
- Prefira não utilizar apelos externos. Isso vale também para o exercício do Espaço do Coração. Se acostumarmos a nossa mente a ouvir música antes de processos como estes, seremos escravos do fator externo, como uma criança que só dorme com seu travesseirinho, alguém que não consegue ir ao banheiro fora de casa, ou o pianista que só toca a música se estralar os dedos! Esses rituais são desnecessários, se bem que confortam a mente dando segurança. Você deve ser capaz de tranquilizar-se em meio ao caos, de fazer o alinhamento físico, quando estiver com dor e isso pode significar, “achar” o terceiro corpo no meio da quadra de basquete.
IV - VEÍCULO INTERDIMENSIONAL

1. Explicação geral
Chegou o tão esperado momento de construir seu Veículo Interdimensional e antes disso, é preciso que você esteja certo de que leu os artigos anteriores.
As principais informações são:
- Era de Cristal e o Veículo Interdimensional
- O Espaço do Coração
- Alinhamento Energético

Neste artigo, vamos falar, especificamente do veículo, na tentativa de colocar as questões gerais. Por isso, sua leitura será complementada pelos textos anteriores. (Leia os três artigos que compões este tutorial – explicação geral, como fazer e perguntas e respostas. Não ouça o áudio se não for fazer o veículo.)
A quinta dimensão é mais presente do que imaginamos. Nossos irmãos pleidianos falam com tranquilidade que está ao alcance das mãos, o que quer dizer que se pudéssemos já teríamos acesso a ela. Na verdade, temos!
Aqui cabe um parêntese. A quinta dimensão tem dois níveis; o primeiro é interno e já é nosso, “de nascimento”. Atualmente, a quinta dimensão interna é amplamente conhecida dos que fazem meditações específicas; em alguns momentos, durante o sono e através da criatividade, quando esta é acompanhada de lampejos e visões de situações e seres que não estão no arcabouço de conhecimento do criador. O Exercício do Espaço do Coração é um meio real e muito fácil de chegar a esta dimensão e por isso é tão importante praticá-lo o máximo possível.
Já a quinta dimensão externa, essa sim será nossa conquista na Era de Cristal, mas preste atenção: acessaremos esta situação conscientemente e essa é a grande diferença entre todos os processos conhecidos e o que vem por aí.
O plano geral de evolução não nos proporcionaria algo que não pudéssemos alcançar. Assim, através dos pontos principais de energia que já temos no nosso organismo – os sete principais chacras -, uma nova estrutura energética se molda e produz o oitavo chacra, e é a ele que damos o nome de Veículo Interdimensional. Estamos, então, nomeando pela função, mas você poderia, simplesmente, chamá-lo de oitavo chacra.
No trabalho que realizamos, de construção, percebemos que crianças até 14 anos de idade já têm a estrutura formada. Por este motivo, inferimos que as novas gerações que aqui habitarem virão com o veículo formado e é isso mesmo que tem que acontecer.
Quanto a todos nós, que somos mais velhos do que isso, existem duas situações:
- Poderemos formar o nosso veículo antes, durante ou depois da ativação;
- Poderemos escolher esperar pelos próximos passos quem sabe, o próprio Universo não se incumbe de fazer isso por nós, depois da ativação?

Quanto aos que optarem pelo primeiro caso, o de formar o veículo, esta é uma alternativa de apenas um passo, ou seja: feito o veículo, nossos chacras como que se “lembram” do formato que terão que adquirir e nunca mais, você precisará fazê-lo.
Construir o veículo agora, antes da ativação, é, segundo os pleidianos, uma garantia a mais de proteção energética. Não se trata, absolutamente, de poupar os que têm o veículo; mas é fato que estarão melhor preparados durante as semanas de ativação da kundalini da Terra, quando uma força energética descomunal influenciará todos os habitantes do planeta, sem exceção.
Assim, certos de você leu os artigos e tem convicção de que o veículo é para você, pedimos para que passe ao próximo artigo, onde um texto com instruções gerais precede o áudio de construção.
Ele foi gravado com duas trilhas que foram colocadas juntas, na mesma faixa. Uma delas é a matriz energética dada diretamente pelos pleidianos e feita por eles, ou seja: um presente mais do que valioso. Aproveite, é seu!

2. Como fazer
Instruções gerais:
- Antes de construir o veículo através do áudio, você deverá ter feito três dias de alinhamento energético, sendo o último alinhamento, imediatamente antes de ouvir a gravação;
- Retire de seu corpo qualquer aparelho eletrônico (celular, relógio com bateria, etc); isso também significa que você ouvirá o áudio através do som externo e não por um fone de ouvidos;
- Retire os sapatos e não fique sobre nenhuma superfície sintética; pode ficar de meias, sobre o piso. Caso seu ambiente seja acarpetado, use o piso da cozinha, da área de serviço ou até do banheiro! Ambientes naturais também são adequados, como terra, grama, areia, madeira, pedra, mármore, granito, etc.;
- Posicione-se em pé, braços ao longo do corpo, pernas ligeiramente afastadas;
- Pessoas que necessitam de cadeiras de rodas ou que não podem ficar em pé podem realizar a construção sentadas.

3. Perguntas e respostas
1. Quantas vezes devo fazer o veículo?
- Uma e apenas uma. Trata-se de relembrar para os chacras, a forma que o oitavo deve ter. Já recebemos essa instrução energética, no nosso nascimento.
2. Quando e como vou usar o meu veículo?
- Essas informações serão passadas apenas depois da ativação. Temos que esperar até a terceira semana de dezembro, ou quem sabe, a terceira semana de fevereiro de 2013.
3. O que acontece com quem não tiver o veículo, depois da ativação?
- Muito provavelmente, nada! Mas esse “nada” também compreende a impossibilidade de contato com a quinta dimensão externa, depois da ativação. Em nenhum momento nos foi dito que, da construção do veículo, dependeria nossa vida, segurança, ou felicidade. Assim, estamos nos adiantando, mas cremos que o próprio Universo se incumbirá de cuidar adequada e amorosamente dos que não fizeram a construção, arranjando uma maneira para que se adequem na Era de Cristal.
4. Se eu ouvir o áudio sem fazer o alinhamento de três dias meu veículo será construído?
- Não. Trata-se de um processo, como já afirmamos várias vezes.
5. Como eu sei se o meu veículo ficou certo?
- Não há possibilidade de erro, nesse caso. A matriz energética dos pleidianos foi gravada junto com a narração e assim mesmo que não haja um suporte físico presencial o objetivo está lá. Além disso, seus chacras sabem o que fazer. Confie neles.
6. O que eu vou sentir enquanto estiver fazendo o veículo?
- Preste atenção ao AUDIO
. Preste atenção às suas sensações. Não queremos influenciá-lo relatando as impressões dos que já passaram pelo processo.
7. Há algum perigo físico nisso?
- Não, nenhum.
8. Posso não sentir nada de diferente? É normal?
- Isso dependerá apenas de sua sensibilidade e de seu autoconhecimento. Só você sabe o que é comum e o que é diferente.
9. Posso fazer à noite (em qualquer lua, em qualquer local, tendo feito uma refeição antes, etc.?)
- Nada disso influencia este processo. Faça o exercício do Espaço do Coração, faça os alinhamentos de três dias e em seguida do último construa o seu veículo ouvindo o áudio.
10. Um amigo meu quer construir o veículo mas usa marca-passo. Ele pode?
- Não sabemos esta resposta. A lógica nos diz que se a instrução é para tirar todos os aparelhos eletromagnéticos do corpo, teoricamente não poderia ser feito. No momento adequado faremos esta pergunta numa canalização.

O que fazer enquanto esperamos pela transição
A Era de Cristal se aproxima, independente de nossa vontade. Não adianta negar: há algo de diferente na conduta geral, ou mais exatamente, no nosso modo de sentir as situações ao redor. Nosso desejo de mudança nos pede para agirmos; por isso, podemos nos pegar dando uma volta de 180 graus na vida que vivemos até agora…

Muitos de nós estão esperando pelo grande tempo das novas oportunidades de crescimento; por uma época onde poderemos ser, verdadeiramente, quem somos, sem os laços de culpa, karma, medo e dor. Ou seja: é a melhor época para estar aqui, neste planeta! Mas enquanto esse dia não chega, por outro lado, podemos nos sentir angustiados e atormentados!

Alguns de nós estão realmente tão cansados dos padrões deste velho mundo que pensam em desistir e terminar logo suas missões… Assim, passam dos limites: comem e bebem mais do que devem, dormem mais do que precisam, consomem suas energias – trabalhando, discutindo, convencendo, etc. – até que não sobre mais nenhuma gota de energia interna. Estes, parecem querer usar os últimos minutos e recursos pessoais para não sentirem que estão perdendo tempo.

Outros, estão paralisados, como os marinheiros à espera de um vento que empurre suas naus.

A terceira semana de dezembro de 2012 é o marco inicial, o ponto de partida para a ativação da Kundalini da Terra, que curiosamente, está relacionada ao final do calendário Maia. Eles sabiam dos ciclos, e é disso que se trata: não um final absoluto, mas um recomeço explícito. O alvorecer da época do desenvolvimento pleno dos potenciais individuais, com vistas ao bem comum.

Para os que têm tendências apocalípticas, é uma péssima notícia: não, não é o fim do mundo e sim, uma volta, espiral acima, na cadeia da evolução. Mas de forma objetiva, se é que nos sobrou um pingo de autopercepção em meio a tantas incertezas, como é que podemos nos preparar, enquanto a ativação não vem?

Perdoe: solte as amarras, deixe que as algemas da dor, do ódio, da injustiça, do medo, do mal, soltem-se em direção a sua liberdade. Você não precisa fazer isso pessoalmente, se não puder, ou quiser. Pense naquela mágoa e deixe que se transforme em Luz. Perdoar: para doar, dar, se desfazer. Esse é o espírito da coisa;
Solte: coisas, situações, pessoas, mágoas, dores, medos. Deixe que partam de seu corpo e de sua mente. Para que tanta bagagem? Quanto você utiliza, de verdade, diariamente? Faça as malas e seja parcimonioso!
Separe: tenha clareza para distinguir entre o que está alinhado à nova energia e o que pertence ao velho padrão. A ajuda do Universo está disponível; nunca tivemos tanta certeza do que nos faz bem e do que nos prejudica, como agora. Aproveite este momento único, onde uma luz direta incide sobre tudo o que nos cerca, para definir o que quer levar consigo para a Era de Cristal… dentro do coração, como suporte e esteio de crescimento individual;
Ilumine: talvez esse seja o verdadeiro motivo de você estar vivendo neste tempo e neste espaço. Se já acordou do sono do velho mundo e está ansioso para o dia da transição, você é hoje um farol e pode sim, auxiliar aos que ainda não acordaram. Mas com cuidado: como é que acordamos alguém? Gritando e impondo o toque de alvorada, ou tão amorosamente, que arrancamos um sorriso terno daquele que estava dormindo? Explique, sem impor. Comunique, sem amedrontar. Desperte, sem assustar. Você, que já acordou, sabe fazer isso…
Espere: virar a vida de ponta-cabeça pode não ser benéfico, se bem que a decisão de mudar é uma motivação e tanto! Não sentimos, ainda, o fluxo de energia da Era de Cristal. Pode ser bem sensato seguir sua rotina e estar preparado para receber toda a energia que virá, mas que não conhecemos, por enquanto. Por isso, considere seus impulsos como sementes e aguarde o tempo propício para plantá-las;
Acalme-se: medo e ansiedade fazem parte do velho padrão, que ainda vivemos. E não sejamos imaturos: não é de um dia para o outro, instantaneamente, que uma semente vira árvore. Se você estiver com a energia de uma criança na noite anterior ao aniversário, poderá frustrar-se e acabar por desacreditar do que vê, ou nem sentir, a verdadeira transição. Aquiete seu coração e esteja receptivo para o que vier.
Nunca disseram que será fácil… e também não falaram que será difícil…

Escolha seu recomeço com a certeza de que está no tempo, espaço e padrão perfeitos para o que virá.

Estamos a dois minutos do fim do horrível jogo no qual nós mesmos nos escalamos. Já é hora de acabar, não acha? Se você quer o abraço da torcida, as palmas da conquista, a medalha dos vitoriosos, esteja preparado: sua busca terminou e a festa vai começar!

O Universo inteiro sabe que lutou muito para acordar e que agora, todo o time de gente de Luz une-se contra… ninguém! Chega de lados opostos, de batalhas, de técnicos dando ordens, de provar sua competência para continuar jogando. Os que conseguiram estar aqui estão aptos e os que ainda não entenderam as regras do antigo jogo, onde ser útil, coletivamente, valia todos os pontos da partida, não terão com quem disputar.

Por quê?
Porque não queremos mais ter oponentes! Porque não lutaremos mais por espaço. Porque não precisaremos mais mostrar que somos “ferozes” para impormos respeito!

Nossa próxima “brincadeira” é um quebra-cabeças que montaremos juntos: primeiro, para organizar a bagunça que fizemos no intuito de consertar as coisas, sem êxito, é verdade… Depois, para vivenciar o prazer de construir em conjunto, dando ênfase às habilidades individuais e tendo como produto final, um lindo, magnífico, perfeito e útil quadro que servirá a todos, não só como obra de arte, mas como mapa de ação.

Trace sua estratégia neste espaço de transição e enquanto aguarda a chegada de seus iguais, seja Luz!

CONTATO
TELEFONE, PARA AGENDAMENTO E PERGUNTAS: (11) 99578-5939
E-MAIL: eradecristal@gmail.com
SITE: http://eradecristal.wordpress.com/
ERA DE CRISTAL NO STUM: Somos todos um
LINK PARA O ÁUDIO, ALOJADO NO SITE SOMOS TODOS UM: AUDIO

ERA DE CRISTAL
QUANDO: Todos os sábados até 15.12.2012
Horários:
Manhã: Palestra explicativa 10:00 horas
Alinhamento Energético e Cura Vibracional 11:00 horas
Tarde: Palestra explicativa 13:00 horas
Alinhamento Energético e Cura Vibracional: 14:00 horas

LOCAL:
Estrada da Ressaca (Kaiko), 6000 – Embu das Artes – SP 06844-000
Estacionamento no local
TOTALMENTE GRATUITO

Para procurar no Google não utilize o endereço acima e sim cole este endereço:"estrada da ressaca, 1305 - Itapecerica da Serra - SP", para conseguir chegar ao local correto.




"Um ser humano é uma parte do todo chamado por nós de Universo, uma parte limitada no tempo e no espaço Ele experimenta a si mesmo, seus pensamentos e sentimentos como separado do resto - Uma espécie de ilusão de ótica de sua consciência. Esta ilusão é uma espécie de prisão para nós, restringindo-nos aos nossos desejos pessoais e ao afeto por pessoas mais próximas a nós. Nossa tarefa deve ser a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão para abraçar todas as criaturas vivas e toda a natureza em sua beleza". (Albert Einstein)

AS CARACTERÍSTICAS DO SER GUARANI

AS CARACTERÍSTICAS DO SER GUARANI

Ser Guarani é fundamentalmente one’e guarani (falar guarani), oguata(caminhar, migrar, ter a ética do oguata), ko’ygua (ser camponês, um cultivador), tavaygua (um agricultor que vive em uma aldeia),naicaciquéi (sem cacique, uma sociedade sem estado), jopói(praticar uma economia de reciprocidade) e ñembu’e (pertencer a um povo de oração, em oração – palavra divina). Estas são as sete características fundamentais na composição do ñande reko, ou seja, do modo de ser guarani.
ÑEMBU’E – PERTENCER A UM POVO DE ORAÇÃO
Ñembu’e faz parte da concepção Guarani de que “a palavra é tudo e tudo é palavra”. Um conceito-existência que está na base da experiência antropológica, cosmológica e teológica.
O termo “palavra” (ayvu, ñe’ë, ä) também significa voz, fala, linguagem, idioma, alma, nome, vida, origem, personalidade. Constitui uma categoria das mais densas para explicar a maneira como se “trama o modo de ser guarani”. A indissociável relação entre palavra e alma leva Graciela Chamorro a concluir que o Guarani “é capaz de compreender-se e de compreender toda a sua vida, como experiências de palavra e atos de dizer-se”.
Na tradição indígena, a alma e o nome não são posses pessoais – a pessoa não tem o nome, não possui a alma –, e, sim, tanto a alma quanto o nome indicam o que ela é, a “alma é o próprio ‘eu’ ”. As expressões traduzidas por ‘alma’ em guarani designam o indivíduo em sua integridade e nisso assemelham-se aos equivalentes hebraico e grego nephesh e psyquê. Para “palavra-alma”, os termos que definem a relação são ñe’ë e ayvu, podendo significar, igualmente, palavra e alma, e também no sentido de “minha palavra sou eu” ou “minha alma sou e’’.
Graciela Chamorro recorre a Montoya e aos registros etnográficos para demonstrar a “capacidade expressiva singular” do termo “palavra” entre os Guarani: “Ñe’ë é expressar-se, é palavra, é linguagem. Tentar a palavra é jogá-la para frente, ñeëäa. Refletir antes de falar é jogar a palavra diante de si. Falar com ternura ou pôr querer no que se diz é vestir as palavras, ñeë monde. A palavra dita com ternura é palavra ainda não madura, ñeë aky. A palavra alegre é de olhos pequenos,ñeësai. Ñeë syry é a palavra que sai rapidamente da boca, que escorrega. A palavra entrecortada é ñeëndóy, razão solta. Ser mudo ou silenciar é comer as palavras, ñeëngu. O segredo é palavra escondida, ñeë ñemï. Palavra dura é a que se trava na garganta, ñeë pyatä. Ñeë pyvoi é falar desordenadamente. Palavra magra é o chamar alguém com psius, ñeë piru. O aturdir com palavras é deixar o outro perdido, ñeë poromonkañy. Falar timidamente é ter medo, ñeë kyhyje. Palavra gorda, ñeë kyra, é mentira. Resposta é a palavra que encara, ñeë rovaicha. O falar ordinário é uma plantação de palavras,ñeëtyva. A palestra, o sermão, a conversa é tornar-se palavra,ñemoñeë. Rogar é articulado pela expressão “alquímica” ñeë marangatu, capaz de transformar o mal (marä) em algo bom (katu) “.
A imagética presente na Língua Guarani lembra as reflexões sobre os nomes e as palavras de Walter Benjamin, presentes na teoria sobre o Drama Barroco Alemão, que indicam a linguagem como o lugar das idéias, ou, ainda, como a “dimensão nomeadora da linguagem em contraste com sua dimensão significativa e comunicativa”.
Comentando a teoria Benjaminiana, Sérgio Paulo Rouanet fala da linguagem adamítica, que, para Benjamin, desperta as coisas, chamando-as pelos seus nomes  verdadeiros. Segundo Benjamin, “o nome transforma-se na palavra, mero fragmento semântico, coisa entre coisas”, perdendo, por essa razão, a capacidade de nomeá-las.“A idéia está inscrita na ordem do Nome”.
Pesquisando os Ache, Pierre Clastres diz que o canto dos caçadores designa “Um certo parentesco entre o homem e sua linguagem: mais precisamente um parentesco tal que parece subsistir apenas no homem primitivo. Isso equivale a dizer que, bem distante de todo exotismo, o discurso ingênuo dos selvagens nos obriga a considerar o que os poetas e pensadores são os únicos a não esquecer: que a linguagem não é um simples instrumento, que o homem pode caminhar com ela, e que o Ocidente moderno perde o sentido de seu valor pelo excesso de uso a que a submete. A linguagem do homem civilizado tornou-se completamente exterior a ele, pois é para ele apenas um puro meio de comunicação de informação. A qualidade do sentido e a quantidade dos signos variam em sentido inverso. As culturas primitivas, ao contrário, mais preocupadas em celebrar a linguagem do que em servir-se dela, souberam manter com ela essa relação interior que é já em si mesma aliança com o sagrado. Não há, para o homem primitivo, linguagem poética, pois sua linguagem já é, em si mesma, um poema natural em que repousa o valor das palavras”.
Existem, ainda, outras tentativas de explicar a palavra guarani, como, por exemplo, referir-se a ela como corpo, encorpar-se e encarnar-se. Para Melià, os Guarani acreditavam que a alma não era algo recebido de forma acabada, e sim, construída ao longo da vida. Essa construção se exterioriza através da palavra. A “história da alma guarani é a história da sua palavra, a série de palavras que formam o hino de sua vida”.
OGUATA - A ÉTICA DO CAMINHAR
A busca pela "terra sem mal" tem sido apontada como motivo e razão da migração dos Guarani e como elemento constitutivo da construção do seu modo-de-ser. Nesta busca, inserem-se, também, as particularidades da economia do grupo, como a prática da horticultura e a reciprocidade, entre outras.
Assim, a terra se apresenta como espaço que deve ser caminhado. Oguata é caminhar. Esse verbo sintetiza o etos guarani até os dias atuais. Uma terra caminhada é um espaço cultivado, ocupado, humanizado. O pensamento mítico e religioso dos Guarani integra na idéia criacional uma terra que se alarga e se estende continuamente, o que supõe caminhar por ela, criar novos horizontes, tomando posse desses espaços de modo humano e pleno.
Os Guarani estabeleceram-se nas florestas tropicais e subtropicais dos vales dos grandes rios, ocupando as matas tropicais situadas ao longo dos rios Paraguai, Paraná e Uruguai – incluindo os atuais estados brasileiros do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, além do oriente paraguaio e boliviano, do nordeste argentino e do Uruguai –, provavelmente motivados pelo crescimento demográfico e por prolongada seca que teria alterado as condições de sobrevivência. Os que migraram para essas regiões teriam sido os ascendentes dos tupi-guarani.

Dado o processo contínuo de diferenciação cultural, os Tupi e os Guarani separaram-se, originando duas tradições distintas. Os Tupi aclimataram-se no litoral quente do Atlântico, desenvolvendo uma tradição baseada na cultura da mandioca amarga. Os Guarani adaptaram-se ao clima temperado das matas subtropicais dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai, desenvolvendo uma tradição baseada na cultura do milho, compondo, na bacia do Rio da Prata, sociedades denominadas “horticultores de floresta tropical”.
Na região Platina, a área ocupada pelos Guarani era na maior parte limitada a oeste pelo rio Paraguai, pelo menos pela parte de seu curso situada entre o paralelo 22, a montante, e o paralelo 28, a jusante. A fronteira meridional encontrava-se um pouco ao sul da confluência do Paraguai e do Paraná. As margens do Atlântico constituíam o limite oriental, mais ou menos do porto de Paranaguá ao norte (paralelo 26) até a fronteira do Uruguai atual, outrora pátria dos índios Charrua (paralelo 33). Temos assim duas linhas paralelas (o curso do Paraguai, o litoral marinho), das quais basta ligar as extremidades para conhecer os limites setentrional e meridional do território guarani. Esse quadrilátero de aproximadamente 500.000 km não era integralmente ocupado pelos guaranis, uma vez que outras tribos residiam nessa região principalmente os caingangue. Pode-se avaliar em 350.000 km a superfície do território guarani.
De acordo com Arno Kern, a Bacia Platina “se caracteriza, do ponto de vista natural, por vários habitats com seus respectivos biomas” sendo este complexo geográfico ocupado por diferentes etnias cada uma delas detentora de espaços ecológicos específicos. Os grupos vindos da Amazônia buscaram espaços semelhantes ao de suas origens, estabelecendo suas aldeias nos vales quentes e úmidos, nas várzeas irrigadas das florestas tropicais e subtropicais dos vales dos rios Paraguai, Paraná, Uruguai e Jacuí, viabilizando a prática agrícola. Nas florestas de pinheiros do planalto estabeleceram-se os Guaianás, inimigos dos Guarani. Nos campos do Pampa, viviam Charruas e Minuanos.
A expansão dos Guarani na Bacia Platina limitou-se às terras adequadas ao cultivo e à forma de aproveitamento do espaço praticada por eles. Os campos abertos e florestas de araucárias, como já foi mencionado, ficaram sob o domínio de grupos caçadores, coletores e agricultores.
Os séculos XVI e XVII, tempo da ocupação e colonização da América pelos europeus e, conseqüentemente, da Região Platina, ofereciam dificuldades para novas expansões: a terra das matas subtropicais estava esgotada e a população alcançava a cifra aproximada de 2 milhões de habitantes. Juntamente com o estrangulamento das terras cultiváveis, empecilho para novas migrações, encontrava-se a ação depredadora dos colonos europeus, que se converteu no que Melià aponta ser “o mal maior e mais terrível que sobreveio à terra guarani”.
O’ÑEE – FALAR GUARANI
Os Guarani pertencem ao tronco lingüístico tupi-guarani, desenvolvido a partir do tronco tupi mais antigo, e à tradição denominada na arqueologia de tupi-guarani. São também genericamente identificados como “povos amazônicos”, em razão do local de origem dos seus ancestrais, a Amazônia, onde entre os rios Jiparaná e Aripuanã (afluentes do Rio Madeira) teriam se originado em torno de cinco mil anos atrás. Este ambiente caracteriza-se por florestas entremeadas de cerrados, aptos por isso mesmo, à caça e à coleta. Questões demográficas ao longo dos dois mil anos seguintes teriam ocasionado a expansão do grupo, a diversificação da protolíngua tupi e a modificação da cultura em geral, chegando à incorporação da agricultura – plantação de tubérculos – e de cerâmica. Ter-se-iam neolitizado.
Em levas sucessivas os povos amazônicos percorreram o litoral atlântico, descendo até o Rio da Prata e, no sentido do oriente atingiram os Andes, propiciando a difusão da língua e da cultura material, ainda que não de modo uniforme.
A migração paulatina ocorrida ao longo de 2500 anos fez com que os Guarani difundissem sua língua por um grande território, sendo a figura do Karai (espécie de liderança religiosa) fundamental na compreensão desse movimento migratório. São necessárias as palavras do Karai e a força de sua oratória para levantar o grupo de uma terra esgotada pelo cultivo. Através da busca de uma nova terra “a palavra caminhava com o povo, pois o povo era levado por ela ao mesmo tempo em que a levava consigo. Estar a caminho se tornou, assim, o núcleo dinamizador da economia profética e da vivência religiosa do grupo.”
O caminhar almeja uma terra e a terra guarani se compara a um corpo murmurante que se estende e se alarga continuamente. Há um canto que diz: Yvy (o)ñemongo’i vaekue, “num passado-começo a terra balbuciava sua palavra”. Nesse mesmo tempo (vaekue), balbuciava (brotava) sua palavra também o milho (Itimby oñemongo’i vaekue). Seu brotar é também um murmúrio, um ensaio do falar, do dizer-se, da palavra. Brotar é mostrar-se, aparecer, chegar à existência, nascer. Itymby foi registrado por Montoya como “rebentar”, “brotar”, “furar”. Seus exemplos falam do milho que brota e de sementes que ficam carunchadas. Nos relatos Kaiová, o milho – como outras plantas e animais – assume um papel ativo na cosmogonia indígena.
O centro da terra para os Guarani atuais significa o umbigo do mundo, o lugar onde tudo começou, sendo, ainda, uma importante referência espacial. Estes termos (centro da terra ou universo), nos registros jesuíticos, foram traduzidos como “inferno” e “cemitério”. Assim, nos catecismos está escrito que o inferno fica no meio interior da terra (yvy ypytépe, ou igbi apiteripe), lugar habitado pelo diabo (aña retä). Bolaños e outros autores dos catecismos usavam essa expressão para traduzir a descida de Jesus ao mundo dos mortos.
Tyapu, “trovão”, vincula-se a Tupã, mas também representa o avô ou pai criador dos Guarani – Ñane Ramöi, Ñande Ru, Ñamandu,Hayapúva –, àquele que “troveja ou que se mostra em ruído”. O instrumento musical mbaraka amplia o significado de tyapu para ‘fala’, ‘palavra’ ou ‘mensagem’, que devem ser interpretadas pelos xamãs. Assim se diz: ”como fala essa maracá” (oñe’ë pe mbaraka) como sinônimo de ‘soa maracá’.
Quando portugueses e espanhóis chegaram à bacia Platina para dar início à colonização, encontraram nestas terras o resultado de um processo milenar de produção e reprodução cultural, ou seja, as populações falantes do guarani em diferentes dialetos e possuidoras de uma certa homogeneidade cultural.
NAICACIQUÉI – INEXISTÊNCIA DE CHEFIA
Pesquisando as culturas primevas ou arcaicas da América, Pierre Clastres defende a tese de que estas eram sociedades que se opunham a uma chefia efetiva, a um poder que se colocasse acima dos desejos e necessidades coletivas.
Excetuando as altas culturas do México, da América Central e dos Andes, diz Clastres, distribuídas ao longo do território americano encontrava-se um grande conjunto de sociedades nas quais a detenção do poder, como a entendemos, inexistia, onde se vê o político como um “campo fora de toda coerção e de toda violência, fora de toda subordinação hierárquica, onde, em uma palavra, não se dá uma relação comando-obediência”.
Segundo Clastres, as características imprescindíveis das lideranças indígenas são visíveis tanto no norte quanto no sul do continente. A liderança indígena se faz:
1.    quando o chefe assume a função de “fazedor de paz”, de instância moderadora do grupo, tal como é atestado pela divisão freqüente do poder em civil e militar;
2.    quando o chefe é generoso com seus bens, não repelindo os incessantes pedidos da comunidade. Caso isso acontecesse, cairia em descrédito;
3.    quando o chefe é bom orador. Somente um bom orador ascende à chefia e granjeia a simpatia do grupo.
Parece a Clastres que os grupos indígenas intuitivamente compreenderam que o poder é essencialmente coerção e, por isso mesmo, colocaram-se em oposição a ele. Tal atitude não pode, contudo, ser lida como uma inabilidade na resolução de questões políticas e de poder, na medida em que pressentiram muito cedo que a transcendência do poder encerra para o grupo um risco mortal, que o princípio de uma autoridade exterior e criadora de sua própria legalidade é uma contestação da própria cultura; foi a intuição dessa ameaça que determinou a profundidade de sua filosofia política.
Se nas sociedades de estado a palavra é o “direito” do poder, nas sociedades sem estado ela é “dever” do poder. A chefia como cargo não confere ao chefe o direito à palavra, ao contrário, as sociedades indígenas exigem de sua liderança o domínio sobre as palavras, sendo a fala um imperativo ao chefe. O silêncio incompatibiliza-se com a liderança.
Nas sociedades sem Estado, regras e leis se inscrevem na ordem do corpo. São marcas indeléveis a autorizar o pertencimento deste corpo ao grupo. Assim entende-se os ritos de iniciação e essa “escritura” que marca o corpo. As sociedades arcaicas são, sociedades de marca, são sociedades sem Estado, sociedades contra o Estado. A marca sobre o corpo, igual sobre todos os corpos, enuncia: Tu não terás o desejo do poder, nem desejarás ser submisso. E essa lei não-separada só pode ser inscrita num espaço não-separado: o próprio corpo. Admirável profundidade dos selvagens, que de antemão sabiam tudo isso, e procuravam, ao preço de uma terrível crueldade, impedir o surgimento de uma crueldade ainda mais terrível: a lei escrita sobre o corpo é uma lembrança inesquecível.
São sociedades que possuem um chefe, que, por sua vez, não possui autoridade, não ordena, não desenvolve instrumentos de coerção e não exige obediência. “Estranha à sua essência”, diz Clastres, o chefe não possui autoridade, mas, como dito anteriormente, desenvolvendo as habilidades, mantém-se como chefe enquanto o grupo assim o desejar. O chefe, enquanto visto como tal resolve os conflitos que podem surgir entre indivíduos, famílias, linhagens etc., ele só dispõe, para restabelecer a ordem e a concórdia, do prestígio que lhe reconhece a sociedade. Mas evidentemente prestígio não significa poder, e os meios que o chefe detém para realizar sua tarefa de pacificador limitam-se ao uso exclusivo da palavra: não para arbitrar entre as partes opostas, pois o chefe não é um juiz e não pode se permitir tomar partido por um ou por outro; mas, para, armado apenas de sua eloqüência, tentar persuadir as pessoas da necessidade de se apaziguar, de renunciar às injúrias, de imitar os ancestrais que sempre viveram no bom entendimento.
Momentos como esses são cruciais para a chefia. Alcançado o entendimento entre os disputantes, o chefe mantém e confirma sua posição. O contrário demonstra sua incapacidade persuasiva, abrindo espaço para resoluções violentas, sinônimo de incapacidade em responder o que dele se espera, o que coloca em risco seu prestígio.
Prestígio este que, segundo Clastres, advém tão-somente de sua competência técnica, dons oratórios, habilidades como caçador, capacidade de coordenar as atividades guerreiras, ofensivas ou defensivas. E, de forma alguma, a sociedade deixa o chefe ir além desse limite técnico, ela jamais deixa uma superioridade técnica se transformar em autoridade política. Finalmente o chefe está a serviço da sociedade, é a sociedade em si mesma o verdadeiro lugar do poder – que exerce como tal sua autoridade sobre o chefe.
A guerra surge como exceção. Tendo em vista a habilidade “técnica” de guerrear, durante a expedição guerreira o chefe pode exercer o mínimo de autoridade. Entretanto, terminada a guerra, o chefe volta a ser o chefe sem poder, independentemente do resultado da batalha, pois a sociedade separa poder e prestígio, a glória de um guerreiro vencedor e o comando que lhe é proibido exercer. O grupo tem clareza de que a fonte mais apta para saciar a sede de prestígio de um guerreiro é a guerra. Ao mesmo tempo, um chefe cujo prestígio está ligado à guerra não pode conservá-lo e reforçá-lo senão na guerra: é uma espécie de fuga impulsiva para frente que o faz querer organizar sem cessar expedições guerreiras das quais ele conta retirar benefícios (simbólicos) aferentes à vitória. Enquanto seu desejo de guerra corresponder à vontade geral da tribo, em particular dos jovens para os quais a guerra é também o principal meio de adquirir prestígio, enquanto a vontade do chefe não ultrapassar a da sociedade, as relações habituais entre a segunda e a primeira manter-se-ão inalteradas.
No centro da organização social dos Guarani, em especial, encontram-se, no mínimo, dois tipos ou conceitos de liderança. O líder civil, pa’i, era pai de linhagem ou da família extensa, teýru, e passou para a história sendo designado com o nome de “arawak”, “cacique”. O líder religioso, karai – referido nas crônicas como feiticeiro, mago e chupador (por dominar a técnica da cura por sucção), foi identificado pelos etnólogos como xamã.
JOPÓI – PRATICAR UMA ECONOMIA DE RECIPROCIDADE
As características jopói – reciprocidade  –, ko’ygua – ser camponês, um cultivador – e tavaygua – um agricultor que vive em uma aldeia – são melhor entendidas em conjunto. Cabe lembrar que a reciprocidade – jopói – é um atributo essencial para o reconhecimento de uma liderança.
Em Montoya, uma aldeia guarani pode compreender centenas de pessoas, distribuídas em grandes habitações retangulares recobertas de folhas de palmeira. Cada uma delas abriga uma grande família, que compreende os núcleos familiares formados pelas filhas e netas; ela funciona como um grupo defensivo e ofensivo e é local onde ocorre a maior parte das atividades de produção. Em certos casos, sessenta núcleos familiares vivem sob o mesmo teto. Cada um ocupa um local determinado, onde se estendem as redes de algodão ou de fibras de palmeira entre dois pilares e se agrupam alguns móveis e utensílios, bancos ou escabelos, às vezes ricamente esculpidos, grandes jarras para as bebidas fermentadas e os ornamentos ou vários objetos, duas ou três cabaças entalhadas que comportam recipientes, armas de caça ou de guerra, ferramentas rudimentares para o artesanato, estacas e machados para os trabalhos nos campos.
Sociedades como a Guarani são classificadas quanto à sua manutenção como “sociedades de economia de subsistência”. Segundo Clastres, se levados em conta o domínio do meio natural e sua adaptação às necessidades, falar de inferioridade técnica se torna impossível. As sociedades primevas demonstram “uma capacidade de satisfazer suas necessidades pelo menos igual àquela da qual se orgulha a sociedade industrial e técnica. Isso equivale a dizer que todo grupo humano chega a exercer, pela força, o mínimo necessário de dominação sobre o meio que ocupa”.
O tempo dedicado ao trabalho corresponde ao tempo exato para a obtenção do necessário para a sobrevivência do grupo e, mesmo não estando preocupados em produzir excedentes, estes ocorrem. São sociedades de abundância, e os relatos de época confirmam esta realidade ao descreverem “a bela aparência dos adultos, a boa saúde das numerosas crianças, a abundância e variedade dos recursos alimentares”.
A vida econômica dos grupos tupi-guarani baseava-se sobretudo na agricultura, e, acessoriamente, na caça, na pesca e na coleta. Uma mesma área de cultivo era utilizada por um período ininterrupto de quatro a seis anos. Em seguida, era abandonada, por esgotar-se o solo ou, mais provavelmente, em virtude da invasão do espaço destacado por uma vegetação parasitária de difícil eliminação. O grosso do trabalho, efetuado pelos homens, consistia em arrotear, por meio de um machado de pedra e com auxílio do fogo, a superfície necessária. Essa tarefa, realizada no fim da estação das chuvas, mobilizava os homens durante um ou dois meses. Quase todo o resto do processo agrícola – plantar, mondar, colher –, em conformidade com a divisão sexual do trabalho, era executada pelas mulheres.
Ainda, o autor conclui que metade da população da aldeia (os homens) trabalhava em torno de dois meses a cada quatro anos, dedicando-se, no tempo restante, à caça, à pesca e à guerra.
Se tão pouco tempo de trabalho é capaz de prover a aldeia, produzindo, inclusive, um excedente, parece impróprio usar a expressão 'de subsistência' para falar deste modelo de economia. A expressão carrega em si ares de negatividade sinônima de carência, pobreza, ou, como diz Clastres, defeito, como se elas – as economias – sofressem de um mal congênito. O uso do conceito deve ser necessariamente positivado, ou seja, pensar em subsistência é pensar numa economia de abundância, que abastece plenamente a sociedade.
Por que essas economias não produzem mais, por que não dedicam mais tempo para as atividades produtivas? Segundo Clastres, somente por meio da força se obtém a produção de excedentes. Nas sociedades primevas, essa força coercitiva não encontra espaço – vale lembrar do poder político. Para este autor, não existe o desejo efetivo da acumulação de bens. Suas economias não são economias políticas.
Para ilustrar esse pensamento econômico, Clastres usa o machado de metal como exemplo de objeto que causou muito impacto nas sociedades arcaicas americanas por ocasião da colonização. A vantagem do machado de metal sobre o de pedra é evidente demais para que nela nos detenhamos: podemos, no mesmo tempo, realizar com o primeiro talvez dez vezes mais trabalho que com o segundo; ou então executar o mesmo trabalho num tempo dez vezes menor. E, ao descobrirem a superioridade produtiva dos machados dos homens brancos, os índios os desejaram, não para produzirem mais no mesmo tempo, mas para produzirem a mesma coisa num tempo dez vezes mais curto. Mas foi exatamente o contrário que se verificou, pois, com os machados metálicos, irromperam no mundo primitivo dos índios a violência, a força, o poder, impostos aos selvagens pelos civilizados recém-chegados.
Para Clastres, “a sociedade primitiva, primeira sociedade de abundância, não deixa nenhum espaço para o desejo de superabundância”.
A horticultura praticada pelos Guarani apresentava grande rendimento. Nas roças, o milho era o produto de maior destaque (nos escritos de Montoya há notícia de seis variedades de milho), bem como notícias de, entre as plantas cultivadas, duas espécies de moranga, vinte de batata, seis de mandioca, seis de amendoim e quatro de pimenta. A alimentação guarani era completada com a coleta de ervas, frutos, mel, caça e pesca.
A horticultura era praticada na mata. A subsistência/abundância do grupo alicerçava-se na agricultura de coivara (derrubada e queima da mata). Segundo Melià, a “terra humanizada” dos Guarani compreendia, além da selva e da roça, um espaço habitável, uma casa, um pátio, uma aldeia. A mata preservada para a prática da caça, da pesca e da coleta de mel e de frutas silvestres. Terra especialmente fértil para os cultivos e, por fim, um lugar para a grande casa comunal, com seu grande pátio aberto, ao redor do qual cultiva-se banana, mamona, algodão e urucu. Os três espaços que servem para avaliar a boa terra guarani são: o monte, a roça e a aldeia. Assim, “a selva é espaço da caça, da pesca e da coleta; a roça, o lugar do cultivo; a aldeia, o lugar das casas, das festas e das reuniões”.
A organização social dos Guarani tinha por base o te’ý – a família extensa –, constituída de uma linhagem patrilinear ou grupo macrofamiliar, unido pelo parentesco, que habitava a casa comunal. Ote’ýiru, pai de cada família, constituía uma espécie de chefe da família extensa. O espaço vital em que os diversos te’ýi conviviam era otekoha. Os tekoha podiam confederar-se, eventualmente, originando as guará. No tempo da conquista podem ser precisadas 14 guára, que levam o nome de rios ou caciques: Cario, Carijó, Tobatim, Guarambaré, Itatim, Paranayguá, Uruguayguá, Tape, Guayrá, Arechané, Caaró, Tarumá, Chiriguano e Chadul ou Guarani das ilhas.
Texto de Maria Denise Bortolini
Postado por HERNE, the Hunte

01 janeiro, 2013

MENSAGEM PSICOGRAFADA NO C.E.JOÃO BATISTA em 20/12/12




Quem não conhece aquela canção que fala que além do horizonte deve ter algum lugar bonito pra viver em paz ...?
Agora já podemos dizer que esse além do horizonte pode ser aqui . A Terra começa a se vestir com novas energias e, pouco a pouco , poderemos sentir que o ar vai ficar mais leve , que a vida vai correr com mais facilidade , não porque aqui se tornará um paraíso , mas porque o homem já começa a enxergar seu caminho com outros olhos; olhos de espíritos que já sabem o caminho certo a seguir , olhos de espíritos que ainda erram , mas que tem a humildade de pedir perdão , olhos daqueles que sabem que o que plantam hoje colherão amanhã !
E , no mundo espiritual , um cinturão de mentes a pedir ao pai maior , se une na energia do amor mais puro , a energia daqueles que amam o planeta e que vão ajuda – lo a mudar de ritmo!
E tudo para , numa oração intergaláctica capaz de , no mais absoluto silêncio , provocar uma explosão de luzes benditas que caem como chuva no solo dessa terra querida a fecundar o solo de amor , a penetrar em todos os seres vivos daqui e propagar momentos de paz ...e alimentar a força da mudança .
E é nesse clima quase mágico de transformação divina que o ano vai mudar e muitos anos virão !
Nesses anos , muito trabalho essa casa vai fazer e está preparada para isso . Em cada coração que adentra esse espaço em busca de ajuda , está a semente da esperança , a semente daqueles que já perceberam o quão importante é a caridade para com qualquer um que esteja ao lado !
Vamos amigos a cada minuto de elevação em prece , perceber a importância do que fazemos aqui. Não só orar , mas perceber que algo sai de nós no momento da prece e vai , como num ato de transfusão , diretamente àquele que necessita do conteúdo energético que foi doado .
Por isso é importante pensarmos em tudo o que acontece nessa reunião ; amarmos , mesmo sem ver com a visão terrena , os irmãozinhos carentes que se encontram aqui e muito precisam de nós !Necessitam de que casa passo do nosso trabalho se torne consciente a fim de que mais energia possamos doar .
Amigos queridos , vamos coroar esse fim de ano com as bênçãos da fraternidade do abraço sincero e de palavras simples como “ Eu me importo com você “ – simples mas com um poder enorme de curar feridas !
Nós daqui estamos em festa , pois temos muitos motivos para estarmos felizes; pois pontinhos de energia que eram pequenos , sutis começam a realçar , começam a iluminar cada vez mais , fruto da chama da União que já faz parte dessa casa.
Do Amigo Eleutério
Mensagem psicografada pela médium Roberta Nirschl no CEJB em 20/12/12

TEMPO DE DESPERTAR


Tempo de Despertar

Tempo de Despertar


:: Elisabeth Cavalcante ::
(Artigo colocado no ar pelo STUM em 30/12/2004, falando sobre a Transição Planetária)

Nesta semana, quero compartilhar com vocês alguns trechos dos ensinamentos de nossos irmãos pleiadianos contidos no livro "Terra - Chaves Pleiadianas para a Biblioteca Viva". As mensagens foram canalizadas pela americana Bárbara Marciniak e através delas os pleiadianos procuram chamar-nos a atenção para a responsabilidade que cada um de nós, como consciências individuais, temos em relação ao futuro do planeta e da raça humana.

..."Todas as pessoas têm a oportunidade de decidir onde repousam seus valores. Infelizmente, muito poucas escolhem honrar a Mãe-Terra. Portanto, seus maiores desafios manifestar-se-ão diante delas. A vocês foi dada a grande dádiva de estar na Terra nesta época - uma dádiva que vocês deram a si mesmos. Confiem em sua própria orientação interior, pois ela os levará pelos vários caminhos que levam ao autoconhecimento, revelando o propósito da vida e o significado básico da existência.

...Referimo-nos à Terra como um lar, um lugar com o qual precisam assumir um compromisso. Lembrem-se, ela é um lar para muitos seres. Vocês compartilham esta realidade com formas de vida que ainda terão de conhecer. Isso faz parte da revelação da Terra a vocês. Quantas dimensões paralelas existem dentro do mesmo espaço de vocês?
Quem são as energias ou entidades que podem se mover através dessas dimensões? Muitos dos mitos e lendas, rejeitados por não poderem ser comprovados, constituem as verdadeiras histórias deste seu lar.

...Sem a cooperação da Terra, há muitas coisas que vocês não podem ter. Padrões meteorológicos imprevisíveis tornaram-se norma. Inundações e acontecimentos surpreendentes surgem de lugar nenhum. A realidade não pode mais ser considerada confiável e consistente.

...Assumam, com a Terra, o compromisso de abrirem os seus corações e transformarem o seu lar. É crucial mudar sua consciência para o domínio da vida responsável. Vocês correm pela superfície da Terra, esperando aquilo que possuirão em seguida sob a forma de dinheiro, bens e serviços, esquecendo que a cooperação da Terra, como um lugar estável e confiável para se viver, é essencial. O desafio de vocês, dentro do projeto global de intenção, é perceber que a Terra está viva e que vocês precisam cuidar dela e dar-se bem como uma família.

Quando vocês se unirem, talvez através de situações difíceis, também compreenderão aqueles que ficaram fora de sua família. As outras formas de vida, que estão esperando para serem integradas, conforme as dimensões se abrem, revelarão a imensa criatividade e variedade da realidade.

A Terra é uma jóia sem preço e vocês são considerados por muitos como a chave integral dessa gema. Contudo, no próprio senso de propósito desorientado que têm, vocês procuram exaltar o eu sem honrar o estágio a partir do qual podem explorar a vida. Há conflitos dentro da consciência de massa em relação ao que é prioridade hoje. Muitas pessoas perderão e/ou desistirão de suas casas nos próximos anos, aproximando-se mais umas das outras, de modo a poderem experimentar a humanidade como uma grande família.

Imaginem a Terra restituída à sua beleza régia. Árvores majestosas parecendo varrer o céu azul profundo e nuvens elevando-se para formar picos grandiosos. As canções dos pássaros enchendo o ar, criando sinfonia após sinfonia, cada uma orquestrada para o momento.

...A intenção é o teste através do qual vocês aprendem a confiar, deixar ir, mudar. Quando são muito jovens e suas pernas são pequenas, aprendem a andar de triciclo. Quando conseguem se sentar nele sem ajuda, ficam orgulhosos. E quando conseguem mover as perninhas e fazê-lo andar, e aprendem a ficar firmes nele é uma grande realização para quem tem três, quatro ou cinco anos de idade.

Então, há uma iniciação. Suas pernas crescem e vocês não mais se ajustam àquele triciclo. O mundo hoje está cheio de pessoas que ocupam posições de autoridade, mas que ainda andam de triciclo. Elas nunca conseguiram ultrapassar o momento do conhecimento. Elas forçam a realidade e suas longas pernas para se ajustarem apenas àquele momento. A iniciação permite a vocês caminhar para o momento sempre em expansão - pegar uma bicicleta maior e se mover segundo as necessidades de seus corpos em crescimento.

Compreendam que seus corpos crescem muito mais do que fisicamente. Eles crescem mental, espiritual e emocionalmente para uma existência multidimensional. A chave é confiar no processo de crescimento e mudar, em todas as dimensões da realidade, com todas as versões de si mesmos. A crise que vocês enfrentam é uma na qual os líderes e autoridades do mundo se encontram sobre triciclos, dando voltas no quarteirão, perdidos num circuito de crenças anacrônicas.

...Por que a crise? Porque vocês são teimosos. Porque gostam de dizer: "Estou expandido. Estou exaltado. Estou aberto. Abri espaço em meu corpo. Estou pronto para mudar". E, então, chegam os freios: "Não aqui, espírito. Oh, não. Não aqui, espírito. Não vou mudar. Vou continuar o mesmo". Vocês não abrem espaço para que a energia passe através de vocês e impedem a investigação de si mesmos. Então, há um grande retrocesso.

...Em vez de passar pela iniciação, vocês permanecem em seus triciclos. Têm medo de subir em bicicletas e cair. Deixem ir. Percebam que há um grande amor por quem vocês são. A realidade é projetada por vocês e vocês podem projetá-la para benefício próprio. A força da existência se move na direção de vocês, quando a chamam. Assim, componham uma grande e bela sinfonia sobre como desejam que o mundo seja. Vocês são ilimitados e é isso que a iniciação ensina.

Vocês podem descer dos triciclos, subir em bicicletas maiores, dirigi-las mais rapidamente e ver um outro mundo... Tenham compaixão por aqueles que têm medo de deixar os triciclos da vida. Tenham compaixão, abram os corações e convidem essas pessoas. Mostrem a elas o caminho, aqueles de vocês que têm a coragem de ser embaixadores da luz, pois vocês dirigem veículos invisíveis.

...Nesta era de informação, vocês são afastados das fontes naturais onde poderiam coletar conhecimento por si próprios. Foi-lhes vendida a idéia de que a televisão é a grande fonte de informação. Este assim chamado instrumento vem sendo apontado como uma das maiores invenções do século XX. Porém, a mídia é possuída e controlada por aqueles que desejam manter vocês entretidos e inconscientes.

Eles vendem versões escolhidas da realidade e ignoram completamente as outras. 
A televisão torna lento o processo evolutivo dos humanos e os limita, especialmente no caso das crianças. Quando vocês são crianças, as primeiras impressões e a imaginação desempenham um papel-chave em como sua vida vai se desenrolar. A televisão os mantém numa faixa muito estreita de expressão emocional - basicamente caos e medo. 

...Aprenda a observar como você se sente ao assistir à televisão. Ela é uma forma de controle de freqüência. Esse controle está sendo tremendamente acelerado, enquanto o medo rapidamente se espalha por todo o planeta através da televisão.

A grande maioria das pessoas na Terra está sendo hipnotizada pela televisão exatamente neste momento. Nossa campanha os encoraja a experimentar a vida em primeira mão - não apenas através da produção de imagens e das idéias de outros. Vocês prejudicam sua própria consciência e o potencial que ela possui, quando gastam tempo assistindo à TV. Suprimem a imaginação e não utilizam um dos maiores dons que possuem.

Vocês estão desperdiçando tempo assistindo a qualquer programa de TV. Ela os mantêm longe da vida e age como um substituto da experiência, que, caros amigos, é o caminho básico da aprendizagem. Alguns de vocês podem dizer: "Bem, há alguns bons programas e eu assisto apenas os educativos". E nós perguntamos: o que está sendo irradiado subliminarmente nos "bons programas", que vocês, conscientemente não vêem?

Se insistem em ter aparelhos de TV em casa, mantenham-nos desligados da tomada. Frequências de onda são transmitidas através de aparelhos de TV, mesmo quando não estão ligados. Reconsiderem o que têm aprendido sobre a vida e prefiram ouvir as transmissões da natureza - a voz da Terra, conforme ela fala.

...Não conseguimos enfatizar suficientemente que vocês precisam parar de dar ouvidos à sociedade e às versões oficiais da realidade. Isso significa escolhas e não desrespeito. Isso vai ser a tarefa mais difícil que terão de realizar e a maior ruptura que terão de fazer - cruzar a ponte entre o eu social e o espiritual. Qual deles irá tornar-se sagrado?

Qual irá se tornar a fonte de autoridade de cada um de vocês? Quanto mais depressa derem o salto, mais irão se alegrar. Permitam que o eu intuitivo seja o porta-estandarte de sua experiência - uma experiência que ninguém mais irá validar e que brota da indicação de que vocês sabem, e não necessariamente se lembram, de que estão no caminho.