19 maio, 2014

RETORNO DO MAL A QUEM DESEJA O MAL

Apesar do preconceito que talvez exista ao chegarem ao fim da mensagem a seguir, devido ao Espírito que a transmitiu, não posso deixar de divulgá-la, porque ela nos convida a refletir. Chama-nos a ter sentimentos de bondade e jamais concretizar o desejo de vingança. Vejamos:
Júlio não sabia porque seu problema de saúde não melhorava. A gengiva sangrava constantemente. Várias idas aos médicos... exames... A constância dos sangramentos o incomodava. Acabou por ficar detectada a presença de leucemia. Durante anos, o tratamento... A cura não se concretizou. Em meio ao cansaço emocional ele desencarnou.
Voltemos ao passado reencarnatório de Júlio.
Na encarnação anterior2, ele havia sido tomado pela revolta e pelo ódio, motivado pelo abandono por parte da esposa Rita. Após anos de casamento, onde ele sofreu as consequências do mau gênio dela e das traições, ela o deixou com os filhos e foi viver sua vida de aventuras.
Inconformado, ele procurou um terreiro onde se fazia magia. Encomendou um trabalho para acabar com ela.
Rita, desligada dos valores morais e das preces, passando por necessidades, entregou-se à prostituição para ter algum dinheiro. Enfraquecida espiritualmente e fisicamente, tornou-se vulnerável ao trabalho de magia do ex-marido. Enfrentando moléstia incurável, buscou a ajuda de Júlio. Este, satisfeito com a desforra, não a ajudou e a expulsou de sua porta. Rita acabou sofrendo fatal hemorragia. Desencarnou em estado lastimável.
Júlio, ao saber do destino de Rita, disse a um amigo:
-Ela teve o que mereceu.
Mal sabia ele o futuro que o esperava...
Queridos irmãos, pelo cristianismo que pregamos e tentamos viver, coloquemos perdão e bondade em nossos corações. Sem esses dois sentimentos, apenas tristezas nos esperam.
Cuidem de ser como a água que dessedenta a sede e como a flor da mais sincera maciez.
Que os sentimentos não se contaminem, para que os insucessos não os visitem.
Saúdo-os com amor.
-Um Preto Velho
Psicodigitação: Maria Nilceia
16-05-2014

KARDEC, EXEMPLO QUE NÃO DEVEMOS PERDER DE VISTA




No livro Viagem Espírita em 1862, de Allan Kardec, Casa Editora O Clarim, páginas 22 e 23, defrontamo-nos com valioso texto de Kardec, sobre sua viagem a diversas localidades:
“Várias pessoas, principalmente na província, tinham pensado que o custo destas viagens corria por conta da Sociedade de Paris. Tivemos que explicar esse erro, sempre que se apresentou. Aos que possam ainda pensar assim, lembramos o que foi dito em outra ocasião: a Sociedade se limita a cobrir as despesas correntes e não possui reservas. Para que pudesse constituir um capital, teria que visar o número de adesos: é o que não faz, nem quer fazer, pois seu objetivo não é a especulação, e o número não dá importância aos seus trabalhos. Sua influência é toda moral e o caráter de suas reuniões dá aos estranhos a ideia de uma assembleia grave e séria. Este é o seu mais poderoso meio de propaganda. Assim, não poderia ela prover nenhuma despesa. Os gastos de viagem, como todos os decorrentes das relações que estabelecemos em favor do Espiritismo, são cobertos por nossos recursos pessoais e nossas economias, acrescidos do produto de nossas obras, sem o que ser-nos-ia impossível enfrentar todos os encargos consequentes da obra que empreendemos. Digo isto sem vaidade, mas unicamente em homenagem à verdade e para edificação dos que imaginam que entesouramos dinheiro”.
Eis aí a personalidade autêntica de Allan Kardec a dar o exemplo que os espíritas não devem perder de vista. Um dos pilares positivos do Espiritismo é exatamente esse: focar a influência moral que ele exerce sobre as pessoas.
Com seu comportamento exemplar, Kardec nos mostrou como devemos prosseguir, como podemos mostrar as verdades da vida, como fazer as pessoas, ao aderirem o Espiritismo, terem a certeza de que estão seguindo num caminho positivo.
Creio que há necessidade de um alerta amoroso aos irmãos. Não é tudo que pode ser cobrado. O Espiritismo codificado por Hippolyte Léon Denizard Rivail mostrou-se ao mundo com a inocência, a pureza e a autenticidade de uma criança. Kardec soube muito bem fazer aflorar as verdades do Consolador Prometido. É fundamental prosseguir assim e saber quando o cifrão deve desaparecer em atos que pedem caridade.
Lembro-me certa vez, quando na saída de um palestrante de um centro espírita, ele relutava em receber o dinheiro do combustível. Após a insistência do confrade responsável em pagar, ele acabou aceitando. Isso é correto, afinal ele foi chamado a falar e lutava com apuros financeiros para sustentar a família.
Vender livros e empregar os lucros na manutenção das editoras e em obras de caridade são atitudes louváveis e necessárias.
Promover festas beneficentes tornam-se aconselháveis e úteis.
Existem casos, no entanto, que extrapolam o conveniente. Não é minha intenção acusar e nem julgar. Que se pense, todavia, se os atos vêm correspondendo ao que Kardec nos ensinou.
A responsabilidade com que ele nos legou os livros básicos de nossa Doutrina é tão brilhante quanto a luz que existe no firmamento. Assim, que essa luz possa nortear os passos de todos os estimados confrades.
Usufruam a paz que as reflexões nos fornecem e sintam-se gloriosos ante a presença inolvidável de Cristo.
Sem comprometimento com a simplicidade que encanta, o alicerce individual de confrades iludidos poderá ruir.
Só não ruirá o alicerce da Doutrina, pois este alicerce foi erguido por Jesus.
- Maria Nilceia

A PORTA DA FRENTE


A PORTA DA FRENTE
A quantidade de médiuns que entram e saem dos terreiros em São Paulo e no Brasil, são enormes, alguns mudando para outro terreiro ou dando inicio a uma nova casa. Tenho certeza que este grande fluxo de pessoas ocorre para que haja uma reciclagem na religião e em função das afinidades entre as pessoas, assim como seus objetivos.
A minha intenção neste texto é retratar algumas situações que ocorrem no processo de saída.
Nestes processos que envolvem mudanças, existe um tempero ardido, chamado de relacionamento pessoal, onde a religião diminui e crescem as deficiências de convivência. Estas mesmas deficiências darão abertura a um comportamento hostil envolto em um manto de mentiras e desentendimentos.
A partir dai o médium que se mostrou dedicado, ou aparentemente dedicado, vai forçar a sua própria saída pelas portas do fundo.
Começa agora uma sequência de dissabores, problemas com os compromissos assumidos, desrespeito aos horários estabelecidos e um total descaso com os problemas da casa.
Temos ai um comportamento típico de quem quer sair, mas não tem iniciativa de verbalizar: - EU QUERO SAIR!
Este comportamento sempre tem um final infeliz, seja pelo lado da casa, representada por um dirigente e também pelo lado do médium que acaba se queimando.
O pior neste cenário obscuro é o comportamento posterior onde o médium que saiu, sai falando da casa e quem ficou na casa, fica falando do médium.
Tudo isto deve ser evitado e tudo deve ser encarado como relacionamento pessoal e não religioso.
O desprendimento e a solução estão nas mãos de ambos os lados. O dirigente pode tomar a iniciativa e através do diálogo fazer com que o médium tome o seu caminho, já o médium também pode estabelecer um diálogo e seguir o seu caminho.
Em ambas as situações devem prevalecer à educação e a razão e não o sentimento e a emoção.
O dirigente não tem necessidade de uma conversa áspera com o médium na frente de outras pessoas e o médium não tem a necessidade de chegar no dia e na hora do trabalho, faltando vinte minutos para começar os trabalhos, dizendo:
- ADEUS VOU SEGUIR O MEU CAMINHO.
O terreiro não funciona somente no dia de trabalho e nós que vivemos entre as maravilhas da espiritualidade podemos nos beneficiar das maravilhas da tecnologia e usar um telefone, por exemplo: - Querido dirigente, gostaria de marcar um horário fora do dia de trabalho para conversarmos sobre a minha saída da casa...
E olha que nem doeu heim, mas, alguns vão argumentar que se criou uma relação de medo entre o dirigente e o médium e isso não será possível.
Daí eu pergunto, que tem mais medo nesta história? O dirigente tem medo de perder um médium ou o médium tem medo da suposta reação do dirigente?
Outros vão argumentar: - Sei que se sair ele vai me castigar fazendo trabalhos espirituais para mim...
Então, isso significa, que nos últimos anos você trabalhou com uma pessoa que faz trabalhos ruins para os outros, pois quem tem a insensatez de acertar o próprio médium, pode acertar qualquer um!
Outros vão se encostar: - Está ruim, mas vou levando, um dia eu saio, ou procuro outro lugar, vou jogar o meu amor próprio fora e vou esperar mais um pouquinho...
Céus!!!
Todos estes relatos são catastróficos, mas sei que é a realidade de muitas pessoas!
Apenas alguns conselhos para terminar: Quer sair? Saia! Mas saia pela porta da frente e com a cabeça erguida. Não invente mentiras ou desculpas que você mesmo não conseguirá sustentar!
Não gosta do trabalho onde você está? “Então saia e procure outro trabalho, mas, saia de boca fechada e não cuspindo no prato que te alimentou nos últimos anos, porque se esta comida foi ruim, você se fartou dela nos últimos tempos, então, está ““ ruindade” lhe é peculiar, ou, saia e abra um trabalho com o seu nome para que você possa sentir todas as dificuldades do dia-a-dia, e peço que se você tem esta dignidade, saia sem fazer confusão ou tentando por meios obscuros chamar a atenção dos antigos frequentadores para que eles te deem "atenção" no seu novo trabalho. Começar do zero é começar com assistência nova também! Quem senta na janela com o trem andando, pode muito bem cair!
É impressionante como é pequena a quantidade de dirigentes que estão presentes na inauguração das casas de seus "filhos"!
Ah, me desculpe, esqueci que você não convidou seu dirigente para a inauguração da sua casa nova, pois você havia brigado, mentido e ido embora...
Aos Dirigentes: médiuns vêm e vão, somente o trabalho fica. Faça do trabalho a alavanca determinante do seu trabalho.
Quem tem que sair que saia, mas que seja pela porta da frente!

POR: JORGE SCRITORI

AGENDA CRISTÃ




Privilégios Cristãos



Manter suprema fidelidade a Deus.

Olvidar os próprios desejos,
atendendo aos Superiores Desígnios.

Humilhar-se para que
a mão do Senhor seja exaltada.



Conquistar a si mesmo.

Renunciar com alegria,
em benefício dos outros.

Retirar lucros eternos de
perdas tempo­rárias.



Trabalhar na construção
do Reino Divino.

Esperar quando outros desesperam.

Penetrar o templo do silêncio,
em meio do vozerio.



Guardar a fé,
acima da tormenta de dú­vidas.

Calar a tempo, de modo a não ferir.
Falar com proveito.

Ouvir o Divino Amigo em plena solidão.
Servir sem recompensa.



Suportar com valor a própria cruz.
Sofrer, aprendendo e aproveitando.

Amar sem exigências.
Ajudar em segredo.

Semear com o Cristo,
desapegando-nos dos resultados.



Encontrar irmãos em toda parte.
Cultivar o prazer de ser útil.

Discernir o justo valor
das causas e das coisas.

Santificar o mal.
Amparar com sinceridade os que erram.



Perdoar quantas vezes for necessário.

Superar os obstáculos.
Conservar a jovialidade e a doçura.
Sustentar o bom ânimo.

Desprender-se dos enganos do mundo,
antes que o mundo nos desengane.

Perseverar no bem até ao fim.



Andre Luiz

VISÃO ESPÍRITA - CRIOGÊNIA

Criogenia Humana - Skylab
Hoje a tarde, enquanto lia a matéria virtual da revista "Mundo Estranho" sobre o processo de criogenia, meu cérebro processava questionamentos de ordem do mundo espíritual nestas situações. Resolvi pesquisar e encontrei um site que abordava o tema. Eis que compartilho com vocês, pois acredito ser um tema bem interessante mediante o avanço tecnologico e ciêntifico da medicina. 
Desde já agradeço a oportunidade.
Atenciosamente
José Antonio Borges Maciel


1. Qual a visão espírita quanto ao congelamento do corpo de alguém que já morreu doente, mas alimenta a expectativa de um retorno de vida física nesse mesmo corpo? 

- Para nós, espíritas, é penoso imaginar que uma pessoa, em vida, desconhecendo totalmente a existência do Plano Espiritual, e principalmente dos mecanismos divinos da vida, consubstanciados nas vidas sucessivas (reencarnação), tenha a preocupação de cuidar do "ressuscitamento" de seu corpo, após a morte (quase sempre causada por doença incurável), mantendo-o congelado, com a expectativa de que num futuro próximo ou distante venha a obter cura pela Medicina e volte a viver... 

É uma tristeza pensar que nesse tremendo despautério mergulham várias pessoas, partindo daquela que alimenta essa quimera e envolve aqueles que ficarão cuidando dos despojos. 

Emmanuel, preclaro Instrutor espiritual, através do nosso Chico Xavier, no livro "Lições de Sabedoria", p. 45, comenta: 


"O congelamento do corpo ocupado pelo espírito, em processo de desencarnação, pode retê-lo, por algum tempo, junto à forma física, ocasionando para ele dificuldades e perturbações. Isso, de algum modo, já sucedia no Egito Ancião, quando o embalsamamento nos retinha, por tempo indeterminado, ao pé das formas que teimávamos em conservar. Semelhante retenção, porém, só se verifica na pauta da lei de causa e efeito. E, quanto ao congelamento, se algum dos interessados ' por força da provação deles mesmos retomarem o corpo frio a fim de reaquecê-lo, a Ciência não pode assegurar-lhes um equipamento orgânico claramente ideal como seria de desejar, especialmente no tocante ao cérebro que o congelamento indeterminado deixará em condições por agora imprevisíveis". 

De nossa parte, penitenciando-nos pela má memória, citamos que num dos livros do Espírito Luiz Sérgio, pela psicografia de Irene Pacheco Machado, lemos o plausível comentário sobre um Espírito que, estando com sofrimento nessas condições (congelamento do seu corpo físico doente, após a morte, com vistas a futura cura e respectiva ressurreição), teve que ser levado a banhos de sol, por bondosos assistentes de uma Colônia do Plano Espiritual, para "derreter o gelo" ao qual ele se sentia preso, congelado ... 


Obs: Se algum bondoso leitor souber em qual livro está esse registro, solicitamos a gentileza de repassar essa informação à Editora, que nos ajudará a melhorar a citação, quanto à fonte bibliográfica. De já, somos gratos. 


2. Do ponto de vista da Medicina, como o Espiritismo vê as experiências científicas? Essa da criogenia, por exemplo, não pode ser válida? 

- Aos espíritas, não objeta a utilização racional dos avanços da Medicina: ao contrário, agradecemos a Deus por mais essa bênção, da qual nos servimos. 

Agora, utilizar tais avanços, como no caso da criogenia (enquanto técnica de congelamento de cadáveres), visando futura retomada da vida no mesmo corpo, expõe um grande apego materialista, a par de infeliz desconhecimento da vida espiritual. O Espírito, para uma existência terrena, em obediência a Leis Divinas, naturais, passa por uma ligação perispiritual já na fecundação e o respectivo desligamento, na morte do corpo. 

Ao Espiritismo isso é cristalino, tanto quanto o fato de ser o perispírito a sede das sensações, daí advindo que tal Espírito permanecerá com a sensação do frio intenso, até que a caridade do Pai o liberte dessa verdadeira" cadeia de gelo". 

Não bastassem todos esses óbices a tal finalidaade da criogenização, há outro entrave intransponível: o ser humano conta com o "duplo etérico", sobre o qual, no livro "Nos Domínios da Mediunidade", cap. 11, o autor espiritual André Luiz registra: 

" ( ... ) o perispírito, ou "corpo astral", é revestido com os eflúvios vitais que asseguram o equilíbrio entre a alma e o corpo de carne, conhecidos aqueles, em seu conjunto, como sendo o "duplo etérico", formado por emanações neuropsíquicas que pertencem ao campo fisiológico ( ... ) destinando-se à desintegração, tanto quanto ocorre ao instrumento carnal, por ocasião da morte renovadora". 

Assim, não é difícil de deduzirmos que com a desintegração do duplo etérico pela morte, o retorno aos despojos torna-se impossível. 

Triste expectativa essa, a gerada pela criogenia, a par de arrematada ignorância. 

Eurípedes Kuhl 





PALAVRAS FINAIS








Vivemos um momento crucial na Terra. Um embate decisivo de forças. A força do Cristo que nos puxa para os cimos e a resistência das trevas que nos atraem para baixo. Um autêntico duelo de titãs se trava nos bastidores da humanidade terrena. 

Não fosse a extensão da Misericórdia Celeste, e o planeta estaria totalmente dominado pelo mal.

A união de forças fraternais nesse momento implica na formação de trincheiras ativas do bem. O dístico que inspirou o codificador nunca foi tão apropriado como roteiro moral de segurança, equilíbrio e libertação: Trabalho, solidariedade e tolerância. Eis a ordem do Mais Alto que expressa a atitude da misericórdia aplicada.

Na contramão da ação benevolente de dar as mãos e nos fraternizar, está o império da maldade insuflando a descrença. Sem fé e confiança, o homem se estiola. Sem ideal e sem amor, a humanidade perece à míngua. Descrença é a força para baixo que exaure e consome a disposição de marchar e elevar-se. A ausência de fé legítima no bem produz a escassez e a penúria em assuntos da alma, mantendo-nos cativos nas celas da preguiça, da tristeza e do vazio existencial.

Um de seus efeitos mais perniciosos é fixar-nos no lado sombrio da vida e do próximo.
Na convivência, a descrença patrocina o esfriamento afetivo e favorece a indisposição para a proximidade e a cordialidade. É o sentimento que esfacela a confiança, bombardeia os pensamentos com a cobrança e incendia a crítica maledicente.

Quando focamos nossa mente nas mazelas alheias, despertamos em nós próprios os monstros da inveja, da disputa e da indiferença que alicerçam o piso emocional da rivalidade silenciosa.






A melhor palavra que define a ação misericordiosa de uns para com os outros é a indulgência.

O indulgente vê o mal de outrem e se resguarda na ação complacente de destacar-lhe seus valores e conquistas. Esse impulso de generosidade e altruísmo é a apólice de proteção mais inspiradora para as relações sadias e educativas regadas por afeto cristão.

A união depende desse ato promissor de perceber sem denegrir. É a arte de nos perdoarmos uns aos outros pelo que ainda somos no carreiro da evolução.

Os grupos doutrinários que não aplicam indulgência matam a esperança do pacifismo nas relações e constroem ninhos acolhedores para a discórdia.

União não significa caminharmos sempre juntos, mas poder contar sempre uns com os outros; não significa que tenhamos que aceitar as ideias alheias, porém, respeitar o direito que outrem tem de cultivá-las, sem asilar perturbação ou antipatia; e o mais importante: união não significa viver sentimentos que ainda não somos capazes, todavia, não permitirmos qualquer obstáculo para que o arrependimento ou a saudade não destruam ou reprimam o amor que, inegavelmente, nutrimos por alguém.

Estamos procurando corações dispostos a enaltecer a boa parte de quem quer que seja. A tarefa genuína do educador de almas é tirar de dentro dela a beleza reluzente, os lírios de esperança adormecidos em cada um de nós. O clamor das esferas superiores é estender as mãos uns aos outros incondicionalmente.

Sem amizade, será a derrocada do diálogo.

Sem diálogo, resta-nos a solidão dos pensamentos os quais emaranhamos em fantasias que alimentam a loucura da discórdia e da separação com motivos aparentemente justos a nosso favor.

Só quem se distancia do amor aplicado, reserva-se o insano direito de diagnosticar culpados pela perturbação e dissolução nos ambientes da doutrina. O somatório de nossas lutas morais é a única explicação aceitável para a borrasca que atinge a convivência.

Se não nos tolerarmos, não floresce a fraternidade, e sem ela, somos inevitavelmente atraídos para baixo, ao encontro das sombras que agasalhamos. Sem fraternidade, não haverá espaço para a atitude de alteridade em nosso íntimo.






Misericórdia é a diretriz que traduz amor incondicional. Se o Cristo nos aceita, estendendo benesses a todo instante em nossa caminhada, por que haveremos nós, operários imperfeitos de Sua Obra, de depreciar o valor de outrem que coopera fazendo o melhor que pode?

A destruição dos grupos espíritas caminha nesse passo: julgamento/ rotulação/ crítica/ maledicência/ mágoa/ inimizade/ indiferença/ conflitos imaginários/ obsessão/ cisão perturbadora.

Tudo começa no pensamento quando nos concedemos observar o argueiro no próximo sem enxergar a trave em nós próprios.

Desoprimamos o coração do peso da mágoa que provém, quase sempre, de julgamentos intolerantes que fazemos da ação alheia.

Conquanto caiba-nos o direito de discernir a conduta de outrem e dela discordar, compete-nos o dever de zelar pela manutenção dos melhores sentimentos cristãos para a pessoa em si. Que discordemos da conduta, mas continuemos a amá-lo. Divergência de opinião sem desistência do amor.

Na ordem cristã impera: julgamento/ compaixão/ assertividade/ oração/ acolhimento fraterno/ amabilidade/ amizade/ concórdia.

Agindo assim espalharemos o clima do otimismo e da crença uns nos outros criando ambientes revigorantes para nossa fragilidade e inconstância afetiva.

Lembre-se: quem quiser sentir Jesus mais perto de si nesses dias tormentosos da Terra, tenha sempre uma palavra de estímulo nos lábios e um gesto de amabilidade na atitude. Saiba retirar o diamante escondido do lodo. Desapegue das certezas acerca dos julgamentos e renove o campo mental para estar sempre a dizer mesmo sem palavras: estou aqui meu amigo, conte comigo!

Em um belo poema de luz, Paulo em sua segunda carta ao povo de Corinto, capítulo doze, versículo quinze, recitou: “Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado.”

Amemos sem cansar. Incondicionalmente.






Da servidora do Cristo e amante do bem,

Maria Modesto Cravo.




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14 maio, 2014

ZEGOTA (RESGATE)



Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações. Mas os seus planos iam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazis relativamente aos judeus (sendo alemã!).

Irena trazia crianças escondidas no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de sarapilheira na parte de trás da sua caminhonete (para crianças de maior tamanho).

Também levava na parte de trás da camioneta um cão, a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto. Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruído que os meninos pudessem fazer.

Enquanto pôde manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças.

Por fim os nazis apanharam-na. Souberam dessas atividades e em
20 de Outubrode 1943Irena Sendler foi presa pelaGestapo e levada para a infameprisão de Pawiak, onde foi brutalmentetorturada.Num colchão de palha, encontrou uma pequenaestampa de Jesus com a inscrição:“Jesus, em Vós confio”, e conservou-a consigo até1979, quando a ofereceu aoPapa João Paulo II.

Ela, a única que sabia os nomes e moradas das famílias que albergavam crianças judias, suportou a tortura e negou trair seus colaboradores ou as crianças ocultas. Quebraram-lhe osossos dospés e das pernas, mas não conseguiram quebrar a sua determinação. Já recuperada foi, no entanto, condenada à morte.

Enquanto esperava pela execução, um
soldadoalemão levou-a para um "interrogatório adicional". Ao sair, ele gritou-lhe em polaco: "Corra!".

Esperando ser baleada pelas costas, Irena, contudo, correu por uma porta lateral e fugiu, escondendo-se nos becos cobertos de neve até ter certeza de que não fora seguida. No dia seguinte, já abrigada entre amigos, Irena encontrou o seu nome na lista de polacos executados que os alemães publicavam nos jornais.

Os membros da organização Żegota
("Resgate") tinham conseguido deter a execução de Irena, subornando os alemães e Irena continuou a trabalhar com uma identidade falsa.

Irena mantinha um registo com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, guardadas num frasco de vidro enterrado debaixo de uma árvore no seu jardim.

Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a família. A maioria tinha sido levada para as câmaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais, ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adotivos.

Em 2006 foi proposta para receber o Prêmio Nobel da Paz... mas não foi selecionada. Quem o recebeu foi Al Gore por sua campanha sobre o Aquecimento Global.

Não permitamos que alguma vez esta Senhora seja esquecida!!

Estou transportando o meu grão de areia, reenviando esta mensagem. Espero que faças o mesmo.


Passaram já mais de 60 anos, desde que terminou a 2ª Guerra Mundial na Europa. Este e-mail será reenviado como uma cadeia comemorativa, em memória dos 6 milhões de judeus, 20 milhões de russos, 10 milhões de cristãos (inclusive 1.900 sacerdotes católicos ), 500 mil ciganos, centenas de milhares de socialistas, comunistas e democratas e milhares de deficientes físicos e mentais e que foram assassinados, massacrados, violados, mortos à fome e humilhados, com os povos do mundo muitas vezes olhando para o outro lado...

Agora, mais do que nunca, com o recrudescimento do racismo, da discriminação e os massacres de milhões civis em conflitos e guerras sem fim em todos os continentes, é imperativo assegurar que o Mundo nunca esqueça. Gente como Irena Sendler, que salvou milhares de vidas praticamente sozinha, é extremamente necessária.


A intenção deste e-mail é chegar a 40 milhões de pessoas em todo o mundo.

Una-se a nós e seja mais um elo desta cadeia comemorativa e ajudar a distribuí-la por todo o mundo...

"A razão pela qual resgatei as crianças tem origem no meu lar, na minha infância.Fui educada na crença de que uma pessoa necessitada deve ser ajudada com o coração, sem importar a sua religião ou nacionalidade."
Irena Sendler