22 abril, 2011

O Mestre por Ramatís

O Mestre não deseja reverência. Deseja trabalho. O Mestre não deseja ritual. Deseja humildade. O Mestre não deseja dedicação a Ele. Deseja dedicação ao mundo. O Mestre não deseja parapsiquismo. Deseja amor. O Mestre não deseja teoria. Deseja a prática. O Mestre não deseja a técnica. Deseja aplicação. O Mestre não deseja rótulo ou pacote. Deseja espiritualidade. O Mestre não deseja alguma linha. Deseja evolução. O Mestre não deseja competição. Deseja respeito. Um Mestre dispensa linguagem rebuscada, rituais obtusos, competição de egos, uniformidade de sistemas, intelectualidade arrogante, jargão excessivamente técnico, rótulos bonitos ou prédios imponentes. Um Mestre busca discípulos que se afinizem com o trabalho assistencial efetivo, sem humilhá-los ou impor seu sistema. Assim como as empresas materiais, os Mestres visam resultados, só que buscam os melhores objetivos conscienciais.
 
Os Mestres modernos não são como os de antigamente. Nestes novos tempos, as técnicas evolutivas estão mudando. Eles trabalham mais no plano extrafísico, intuindo o coração de seus discípulos, espalhados por todo orbe. Equipes espirituais extrafísicas com organizada hierarquia sideral, intuem o coração dos neófitos que vibram na devida ressonância mental do bem. Os meios de comunicação fáceis e acessíveis, já promovem as informações espirituais necessárias que se encontram ao alcance da maioria. O maior mestre é a vontade do discípulo que o impele a adquirir um livro, freqüentar um curso e se aplicar no bem. Com a melhoria do nível das programações existenciais, novos tarefeiros vêm reencarnando em condição melhorada de serem intuídos por muitos Mestres espirituais. Estes Mestres, por sua vez, acabam por encontrar corações e mentes de boa sintonia, de consciências, que não os conheciam, abrindo novas oportunidades universalistas.
 
Assim, qualquer pessoa de mente e coração elevados, pode receber um sopro intuitivo de algum Mestre, que eventualmente passe por perto. O Mestre não deseja discípulos avançados. Deseja avanços no coração. O Mestre não deseja a pose honrosa. Deseja a honra de servir sem preconceito. O Mestre não deseja grupos de iniciados. Deseja os que iniciaram o trabalho fraterno. O Mestre não deseja cheiro de incenso. Deseja o odor reverberante da paz. O Mestre não deseja o brilho do cristal. Deseja a cristalinidade do coração. Espiritualidade não é religião e humildade não é servilismo. Devemos ser simples sem sermos simplórios. A fraternidade exige iniciativa, o bem exige coragem e todos têm possibilidade de assim conviverem. Seu Mestre não se encontra nas montanhas do Himalaia, se encontra nas aberturas de Luz, que vem de dentro de seu coração.
 
Façam por merecer, pois quando o discípulo está pronto, o Mestre aparece como um Irmão Mais Velho a nos ensinar e nos guiar nos caminhos que levam a Redenção e a Ascensão. Paz, Amor e Luz! Fiquem na Lux! Namastê


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