15 fevereiro, 2011

O HOMEM QUE CRÊ NA VIDA ETERNA

A vida não é para ninguém tão alegre, como para aqueles que perderam o temor pela morte.



O homem que não teme a morte, administra bem as provações, as desilusões, os sofrimentos, fazendo que seu ser mantenha-se em todas as situações, sereno, tranquilo, vivendo a força da sua fé em Deus. Nada o assusta, cumpre seu trabalho cotidiano com energia, disposição, coragem, mantendo sobre todos os pontos de vista, o encanto, a beleza, a compreensão para com o viver. Quando é açoitado por tempestades, privações, dificuldades, utiliza com dignidade e espírito público o instrumento da oração, que lhe permite não perder o autocontrole, o sentido crítico da sua existência.



O homem que crê na vida eterna tem alegria, vivendo a potencialidade do amor, da esperança, da paciência, que vivifica todo seu ser, reanima todas as suas forças e o alivia das tensões existenciais.



Não temer a morte representa compreender a vida. Assim, sendo na consciência do processo evolutivo, o homem que crê na vida eterna trabalha com alegria, evocando e sendo o amor, vivendo a expressão da bondade, procurando, por todos os meios, sensibilizar nos outros a esperança, a fé em Deus, a iluminação pelo autoconhecimento.



O homem que não teme a morte é generoso, compreensivo, sincero, pois, descobre em cada um o que há de melhor. Sabe discernir o bem, procura ser e viver a caridade, sua consciência é a diretora dos seus atos. A imortalidade lhe indica o estudo, a pesquisa, o autoconhecimento, a auto-reflexão, como elementos indispensáveis a um estado pleno de consciência de si mesmo.



Aquele que crê na vida eterna vive uma atmosfera de confiança, trabalho, iluminação, espiritualidade.



O conhecimento liberta, fazendo com que o homem compreenda que o futuro não acontece, mas é criação de cada um.



(p/espírito Leocádio José Correia)

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