09 fevereiro, 2011

O QUE FAZ UM MÉDIUM FRACASSAR




De "O Livro dos Médiuns", de Allan Kardec, retiramos as dez seguintes causas que levam um médium ao fracasso; são elas: falta de análise das comunicações, leviandade, indiferença, presunção, orgulho, suscetibilidade, exploração, egoísmo, inveja e elogios.

A falta de rigorosa análise das comunicações: dá margem a que espíritos mistificadores, através de ditados extravagantes, desviem o médium e esterilizem sua mediunidade, que nada mais produzirá de útil.

A leviandade: é própria dos médiuns que não tomam sério sua mediunidade e a utilizam para futilidades. Os médiuns levianos vivem constantemente rodeados de espíritos brincalhões e zombeteiros, dos quais nada de bom se pode esperar.

A indiferença: caracteriza os médiuns que não procuram melhorar seu procedimento e não tiram proveito dos conselhos que os espíritos protetores lhes dão. Os médiuns indiferentes acabam sendo abandonados por seus protetores, porque os espíritos de boa vontade só auxiliam médiuns que trabalham ativamente para sua própria reforma moral.

A presunção: é o traço distintivo dos médiuns que julgam que só recebem comunicações de espíritos elevados por isso, acreditam-se infalíveis. Os médiuns presunçosos arriscam-se a serem facilmente mistificados.

O orgulho: os médiuns orgulhosos pensam valer mais do que seus companheiros e que nada mais precisam aprender. Duras lições os reconduzirão à humildade da qual se afastaram.
 

A suscetibilidade: demonstra que o médium possui excessivo amor-próprio. Lembremo-nos de que o amor-próprio é causador de inúmeras quedas. Os médiuns suscetíveis melindram-se quando as comunicações são analisadas, ressentem-se por qualquer motivo e se esquecem de praticar a sublime virtude que se chama Tolerância.

A exploração: da mediunidade traz gravíssimo fracasso. O Espiritismo veio para destruir o egoísmo e não para reforçá-lo; por isso o médium que usa sua mediunidade para explorar seus irmãos desvirtua sua nobre finalidade. 

Os médiuns egoístas são aqueles que usam sua mediunidade somente em proveito próprio, esquecidos de servir ao próximo. É claro que os espíritos do bem evitam estes médiuns, os quais passarão a ser assistidos por espíritos ignorantes.

A inveja é o defeito dos médiuns que ficam despeitados, quando outros médiuns produzem mais e melhor do que eles. Não há motivos para invejar ninguém; quem quiser ser alvo das atenções dos espíritos elevados que se esforce por merecê-las pela prática do bem e por um comportamento exemplar. 

Um médium nunca dará ouvidos a elogios, venham eles de onde vierem. O elogio desperta nosso amor-próprio e alimenta nosso orgulho. É conveniente sabermos que os homens e os espíritos verdadeiramente superiores dificilmente elogiam e, quando o fazem, é com palavras de estímulo que nos revelam o muito que ainda nos falta trabalhar para concluirmos o que nos propusemos realizar.

Como vemos, as causas do fracasso residem dentro do próprio médium; por isso é necessária a máxima vigilância para não deixarmos que elas produzam seus maléficos efeitos.

Livro: A Mediunidade Sem Lágrimas
Autor: Eliseu Rrigonatti

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