07 dezembro, 2010

MORRER É RENASCER

Segundo o Espiritismo, o problema do destino da alma, após a morte física, fica definido em termos muito claros e lógicos.



O espírito humano, no nível de desenvolvimento e civilização em que se apresenta hoje, foi criado por Deus há milênios sem conta, alguns até em outros planetas, tendo emigrado para a Terra há mais ou menos tempo, conforme suas necessidades evolutivas.



Em sua marcha ascensional rumo ao aperfeiçoamento, o espírito passa por tantas encarnações em corpos materiais quantas sejam necessárias. Essas encarnações guardam perfeita relação de causa e efeito entre si. Assim é que temos as existências de prova, de expiação, de missão e de refazimento, conforme o mérito do espírito no momento de se planejar a próxima vida na carne, e suas vinculações com aqueles com os quais tenha de conviver.



Assim como a água passa do estado sólido para o líquido e deste para o gasoso e vice-versa, sem deixar de ser água, assim também o espírito passa dos planos mais grosseiros da matéria para os mais fluídicos da espiritualidade, sem perder sua individualidade, suas conquistas e seus comprometimentos para com a Lei. Da mesma forma como existe uma infinidade de aspectos da realidade, forças naturais normalmente imperceptíveis mas conhecidas, em grande parte, pela ciência e utilizadas a serviço do homem — como a eletricidade, o magnetismo, a radiatividade, as ondas hertzianas, a gravitação, etc. — assim também o vasto mundo espiritual é uma realidade palpável para os que o habitam. É, aliás, o ambiente natural de vida do espírito, sendo que o mundo material é que é transitório, limitada estação de adestramento, em sincronia com o plano espiritual.



A permuta de habitantes entre os dois planos se dá de forma natural e constante pelos milhares de seres que diariamente nascem e morrem em todo o mundo. Mas existem também outras formas de contato e percepção dessas realidades entre si, como sejam: o desdobramento pelo sono, pelos transes psíquicos, pela mediunidade etc.



Em razão disso, os fenômenos naturais do nascer e do morrer não são mais que meras transferências de morada, no suceder das experiências.



Mas ensina-nos também a Doutrina Revelada pelos Espíritos Superiores que as ligações de afeto e estima entre as almas só perduram no além túmulo pelas afinidades verdadeiras, que independem do parentesco e convivência mantidos na terra; que os espíritos desencarnados se sensibilizam com as nossas lembranças e homenagens, mas que a demonstração de nosso afeto e até comunicação com eles, por via intuitiva ou mediúnica, não precisa ficar na dependência do ambiente pouco atraente dos “campos santos”, nem de dias convencionados para se homenagear os “mortos”.



Podemos nos sentir em natural ligação uns com os outros, encarnadas e desencarnadas, pela linguagem universal dos sentimentos, da prece, e permanecer confortados, lá e cá, no prosseguimento de nossa lida e aprendizado, até o reencontro, feliz e sereno, em diferentes condições!







L.F. Carvalho



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