29 janeiro, 2011

Por que os espíritas não temem a morte







A Doutrina Espírita transforma completamente a perspectiva do futuro. A vida futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade. O estado das almas depois da morte não é mais um sistema, porém o resultado da observação.


Ergueu-se o véu; o mundo espiritual aparece-nos em toda a plenitude de sua realidade prática; não foram os homens que o descobriram pelo esforço de uma concepção engenhosa, são os próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação; aí os vemos em todos os graus da escala espiritual, em todas as fases da felicidade e da desgraça, assistindo, enfim, a todas as peripécias da vida de além-túmulo.


Eis aí por que os espíritas encaram a morte calmamente e se revestem de serenidade nos seus últimos momentos sobre a Terra.


Já não é somente a esperança que os sustenta, mas a certeza que os conforta; sabem que a vida futura é a continuação da vida terrena em melhores condições e aguardam-na com a mesma confiança com que aguardariam o despontar do Sol após uma noite de tempestade. Os motivos dessa confiança decorrem dos fatos testemunhados e da concordância desses fatos com a lógica, com a justiça e a bondade de Deus, correspondendo às íntimas aspirações da Humanidade.


Para os espíritas, a alma não é mais uma abstração; ela tem um corpo etéreo que a define ao pensamento, o que muito é para fixar as idéias sobre a sua individualidade, aptidões e percepções.


A lembrança dos que nos são caros repousa sobre alguma coisa de real. Não se nos apresentam mais como chamas fugidias que nada falam ao pensamento, porém sob uma forma concreta que antes no-los mostra como seres viventes. Além disso, em lugar de estarem perdidos nas profundezas do Espaço, estão eles ao redor de nós; o mundo corporal e o mundo espiritual identificam-se em perpétuas relações, assistindo-se mutuamente.


Não sendo mais permissível a dúvida sobre o futuro, desaparece o temor da morte; encara-se a sua aproximação a sangue-frio, como quem aguarda a libertação como a porta da vida e não como a porta do nada.


Texto retirado do livro “O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo” – Capítulo II (Temor da Morte) – Allan Kardec




Veja a entrevista da Revista Cristã de Espiritismo: "A visão espírita da morte"


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